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abril 04, 2018

fui (fomos) reclassificado(s)... (?)

Com a devida vénia e relevo aos textos que me antecedem, de uma seriedade digna das maiores atenção e reflexão, venho amenizar, em breve entreacto, o ambiente...

Presumo tratar-se de anedota... ou, talvez, não. Mas atendendo à sua laracha, aqui fica. Na verdade, fui, ao longo da vida, recebendo reclassificações profissionais, nomeadamente, que quase nunca fizeram grande sentido. Porque não mais esta?

OMS reclassifica conceito de jovem / idoso

 Anteriormente, uma instituição Inglesa (Friendly Society Act) definiu, em 1875, que idosos eram indivíduos a partir de 50 anos... A Organização Mundial de Saúde (OMS), terá feito uma nova avaliação do conceito de «ser jovem, ter meia idade e ser velho»...

01) menor de idade: 0 a 17 anos (alguns de 17, na verdade, parecem... - felizmente, nem todos);

02) jovens: 18 a 65 anos (este «alargamento» deixa-me cheio de um contentamento pueril ainda que inconsequente);

03) meia idade: 66 a 79 anos (exactamente onde se encontra a virtude: no meio! Lamentavelmente, nesse mesmo «meio» muitas outras coisas se vão perdendo...);

04) idosos: 80 a 99 anos (coitados...!);

05) idosos de longa vida: maiores de 100 anos (poderia sugerir-se a designação de idosos p.c. ou, até, gestores do tempo séniores, sei lá...).
  • Os itálicos são de minha responsabilidade.
Pronto, voltemos, agora, às coisas sérias.

fevereiro 05, 2017

trampice

Antecipando-me à nomeação da palavra mais usada para o ano 2017, deixo aqui já a minha proposta para a selecção de um semi-neologismo que, face ao despautério mundial que a eleição desta sinistra personagem suscita, irá andar nas bocas do mundo todo. 

Esperemos que seja pela resistência e combate, também mundiais mas, principalmente, em solo americano, à sua existência nefasta.

Claro que aportuguesei o termo, o que me pareceu, aliás, fazer todo o sentido!  

setembro 23, 2016

alguém sabe como ladram os cães em americano?
- questão dirigida aos adeptos de BD

Tenho andado a ser violentado por um determinado tipo de cançonetas (?!?...) que me aparecem na rádio sem pedir licença - até nas emissoras mais insuspeitas - e porque tudo aquilo me parece surpreendente demais para ser verdade, mas porque assisto a festivais e outros que tais onde a rapaziada se desgrenha a acompanhar o cançonetista (?!?...), decidi efectuar uma pesquisa que me proporcionou uma descida alucinada a um universo piroso de que não fazia ideia, a não ser nalguns pesadelos urbanos, daqueles em que acordamos todos suados e com a sensação de que acabámos de correr uma maratona... 

Mas porque o saber não ocupa lugar e um homem deve estar completado com a emergência dos seus dias, lá fui ver o que se passava. As pérolas são mais do que muitas, de tal modo que acabei por apanhar um excerto aleatório, que convosco partilho.

Os intérpretes sofrem todos muito do mal da coita que, como se sabe, é o mal de amar. São, por isso, uns coitados. Gemem, choram plangências delicodoces até ao vómito e as lágrimas correm-lhes em ímpetos descontrolados, entre angústias existenciais, dores de corno e suspeitas de impotência. E continuam a gemer - oh, baby - e atiram telemóveis contra a parede como se não houvesse amanhã - oh, yeah - e fazem-no sempre com vozes aflautadas e trémulas que não auguram nada de bom...     

Vejam só:

Eu quero esquecer
Tua traição
E arrancar esta mágoa do meu coração
Mas está difícil (ta ta ta ta ta ta ta ta)
Mas está difícil (ta ta ta ta ta ta ta ta) oh yeah

Lhe tocaste aonde?
Lhe beijaste aonde?
Lhe falaste o quê?
Eu quero saber!
Lhe agarraste como?
Lhe Fizeste como?
A imaginação está-me a remoer eh eh
Como foste capaz?
Como foste capaz?
Será que também lhe disseste eu te amo?
Como dizes a miiimmmm.... (prolongável até ao infinito)

(Se alguém me pedir, eu anuncio a autoria... Mas é de um senhor que anda por aí, nas revistas da especialidade).

Experimentem «cantar» este naco em frente a um espelho, sentados ao contrário, isto é, de cabeça para baixo, todos nus, numa cadeira estofada e depois de comerem um belo cozido à portuguesa, por exemplo - outras variações serão admissíveis, como ficar de pé, também todos nus, mas com duas molas da roupa presas aos mamilos... 

Verão que, rapidamente, a voz se vos começa a aflautar e vos surge a sensação de que a vossa vida sentimental nunca mais será a mesma...

O que terá acontecido à Humanidade depois de terem aparecido os Doors ou a Pedra Filosofal?

julho 12, 2016

sigamos o cherne

O Zé lá vai para a Goldman Sachs, como consultor e presidente não executivo. Para evitar alguma intempestiva perturbação cardíaca, eu nem quis apurar quanto lhe irão pagar. Mas que esta gentalha paga bem aos seus moços de fretes é, uma vez mais, uma evidência.

Mas como o que me faz falar é também a inveja por essa choruda maquia que este epinephelus irá receber, ocorreu-me o bom do O'Neill, na sua recomendação poética:

- Todos atrás dele, para a Goldman Sachs! Sigamos o cherne!


E, a acompanhar a bela caricatura do Nelson Santos, aqui vos deixo o poema do Alexandre O'Neill - que tem algo de premonitório, se virmos bem... 

SIGAMOS O CHERNE

Sigamos o cherne, minha amiga!
Desçamos ao fundo do desejo
Atrás de muito mais que a fantasia
E aceitemos, até, do cherne um beijo,
Senão já com amor, com alegria...

Em cada um de nós circula o cherne,
Quase sempre mentido e olvidado.
Em água silenciosa de passado 
Circula o cherne: traído
Peixe recalcado...

Sigamos, pois, o cherne, antes que venha,
Já morto, boiar ao lume de água,
Nos olhos rasos de água,
Quando, mentido o cherne a vida inteira,
Não somos mais que solidão e mágoa...

Alexandre O’Neill

setembro 11, 2015

«plafonamento» vertical...?

Estou confuso...

Passos Coelho, no debate com António Costa - que lhe correu mal (o debate e o António Costa) -, saiu-se com uma tirada, tentando comparar a «sua» proposta de novo esquema para a Segurança Social com o proposto pelo PS, que me deixou algo atordoado: o PS apresentaria, segundo ele, um «plafonamento» vertical, ao contrário do do PAF que seria horizontal...  

Sabemos da dificuldade interpretativa em relação ao economês que vamos ouvindo, mas ele há conceitos que ultrapassam liminarmente a capacidade de discernimento do eleitor mais comum. Vejamos:

O dito «plafonamento» vem do francês plafond, não é? Que quer dizer tecto, não é? É.

Então o «plafonamento» vertical há-de ser, benza-os deus e a bem dizer, uma parede, não será? É que um tecto vertical, eu cá não estou a ver bem como seja...

Estou confuso...  


julho 03, 2015

Crise da dívida grega - Em que campo está a bola?


- Onde está a bola? Os credores dizem que está no campo da Grécia e Tsipras diz que está no campo deles.
- Estão a ouvir-me? A bola está aqui!

Cartoon de Ilias Makris para o jornal «I Kathimerini», de Atenas.
Via VoxEurope

março 07, 2015

«O que sempre terá querido saber sobre a poda» - António Pimpão

As duas últimas duas semanas e meia passei-as na minha quinta, em Caria, em habituais, necessários e laboriosos trabalhos de poda, que ficou a meio por já não conseguir levá-la até ao fim duma só vez. Daqui a dias lá tenho que retomar o serviço interrompido.
Para quem desconheça ou receie a atividade da poda atrevo-me a recomendar, fruto da minha experiência, que façam como eu: avancem sem receio, pois é daquelas coisas que se só se aprendem e só se aperfeiçoam, praticando. A experiência é, neste caso, muito mais importante do que a teoria.
Para se ficar a saber um mínimo de poda, ou para melhorar o desempenho, não é indispensável a frequência de cursos de formação ou andar de livro na mão, qual Kama-Sutra, a ensaiar ou praticar as diversas posições e técnicas, desde a tradicional, à francesa, passando pela inglesa ou pela californiana. Nada disso! A poda aprende-se no próprio ato, praticando. É um pouco como conduzir um carro: não se pode estar sempre a pensar nos instrumentos e na forma de os manejar; deve-se ser espontâneo e encontrar aquele automatismo desprendido, deixar-se lavar mais pela intuição do que pela racionalidade, até descobrir o ritmo mais adequado. Como referido acima, isto só se consegue com o treino. E não vale desesperar ou desistir.
Claro que nestas coisas da poda, o saber é importante mas a ferramenta também conta muito, não ficando atrás. No caso da ferramenta, o que posso dizer é que o tamanho não importa: a qualidade é que é decisiva, sobretudo se quiser que dure e evitar grandes esforços.
Em termos de técnica, esta deve ser adaptada às circunstâncias. Por exemplo, é muito diferente dar uma poda em árvores nuas (de folha caduca) ou vestidas (de folha perene).
Estando nuas, a poda torna-se mais fácil pois está tudo ali à vista, é só assestar a ferramenta.
Já no caso das vestidas, o assunto muda de figura e torna-se complicado, pois toda aquele emaranhado dificulta a visão e a própria ação, sendo necessário, previamente, meter os dedos para arredar os empecilhos.
A poda é igualmente diferente consoante se trate de árvores jovens ou velhas.
Quando são novas e, por isso, viçosas, apresentam-se bonitas, vigorosas, pujantes, tenras e macias. A ferramenta penetra nelas facilmente, até rechinam ao seu contacto. Neste caso, a poda não é cansativa e acaba por ser um prazer. Aqui deve haver uma preocupação com a sua formação. E convém deixá-las bem abertas. Inclusive, o serviço pode, com vantagem, ser feito de pé.
Tratando-se das velhas, a poda terá que ser sobretudo de manutenção. Não surpreende que se torça o nariz quando tem que se fazer o serviço, pois são mais duras, secas, angulosas, e de casca grossa Para se fazer alguma coisa de jeito tem que se estar para ali a serrar. Gemem ao passar a ferramenta. E é um trabalho cansativo, tem que se andar sempre no sobe e desce.
Num caso e noutro é preciso atenção aos filhos, que devem ser evitados por serem muito sugadores de energia.
É curioso - e isso mais parece uma ilusão de ótica - que, antes da poda, e mesmo durante, os paus, vistos de baixo, parecem enormes. Porém, acabada a poda, e já por terra, o seu tamanho, estranhamente, torna-se muito minguado, parecendo ter diminuído para menos de metade. E, no entanto, o pau é o mesmo, só varia o ângulo de visão!
É à medida que o trabalho avança que se fica a saber melhor o que deve ser feito a seguir, e como. Quando se chega ao fim fica-nos um sentimento de satisfação que logo se esvai ao constatar que se tem que começar a seguinte. Mas o melhor é sempre nem pensar em quantas ainda faltam, para não desanimar.
Não me considero um especialista da poda. Talvez porque comecei já tarde. No entanto, acho que estou em condições de ajudar quem do assunto perceba menos do que eu. Por isso, fico à disposição de quem precisar e o solicitar, seja com a ferramenta seja com o know-how.

António Pimpão

PS – Ao reler o texto, suspeito que o mesmo possa ser suscetível de uma segunda leitura. A ser isso verdade, confesso que não foi esse o meu propósito, pois só tinha uma em mente (que não é de mentir). E a que pensei foi exatamente essa em que também está a pensar. Claro que quando se escreve não se está livre de espíritos malévolos darem uma interpretação diferente. Daí, lavo as minhas mãos.

fevereiro 11, 2015

Pornografia política

«De acordo com o primeiro-ministro, as ideias do Syriza são “um conto de crianças”. É possível, não digo que não. Mas as ideias de Passos Coelho são, como sabemos, um filme para adultos. E o traseiro que o protagoniza, infelizmente, é o nosso.»

Ricardo Araújo Pereira


pensamento do dia:
Tsipras e Varoufakis e o efeito Tina Turner

Pois é...  Tendo recriado alguma alegria de viver na coisa política mundial, Alexis Tsipras e Yanis Varoufakis estão a ser os porta-vozes da esperança que ainda resta à Europa, por muito que isso desgoste os seus lamentáveis detractores.

Já agora, nesta senda da alegria de viver, ocorre-me que eles incorporam, de facto, aquilo que poderá chamar-se o verdadeiro efeito TINA TURNER. E porquê, perguntam-me vocês. 

Ora, como se sabe, há uns idiotas que defendem cegamente o TINA (There is no Alternative). Mas os protagonistas gregos estão a dar a volta (TURN, para os anglo-saxónicos) quer ao argumento quer aos seus defensores. 

Como quem dá a volta a alguma coisa é um TURNER (turner - one that turns), cá temos a conclusão, o efeito Tina Turner - acabadinho de inventar, aqui e agora, e ainda sem patente registada.   

Façam o favor de ser felizes. Pelo menos, vão tentando... 

outubro 12, 2014

Quem numas loas o grande chefe ode, sabe que é ele quem nos pode, pode pode...

http://oinsurgente.org/2013/02/22/a-etica-segundo-cavaco-silva/

O Cavaco é homem
de estados de coma.
De homem
que nunca se engana
e raramente tem dúvidas:

“Comprem senhores,
Comprem!
Acções fresquinhas e boas
Quem destas acções compra,
E depois vende
Aos céus, como eu
Ao terceiro dia ascende.”


Passou o dia,
Passou a noite
Passou outro dia,
Outra noite
e mais outro e outra
ainda
E depois…
Ah afinal…
Mas que indecência!
O dinheiro que era bom
Passou a ser mau
Mas o Aníbal, não se enganou
Não!
Querias!
Ou disse o que disse em código
Xis Pê Tê Éne,
(....para não assustar os Mercados
Esses cabrões....)
ou num estado de ausência
viu-se nos tempos
em que com a Maria
investia na magia;
de a partir de tostôes,
de poupança Algarvia
fazer a massa que corria
na ria do Bê Pê Éne....


charlie

maio 08, 2014

Aos filhos da puta» - Carlos Mendes (letra de

"E aqui vai uma canção de alto nível literário e conteúdo político, que tive oportunidade de ouvir e ajudar a entoar ao vivo ontem, no “Buedalouco”, bar na Rua do Norte pertencente ao Carlos Mendes…"
EM

Música Carlos Mendes
Letra Arthur Santos

fevereiro 08, 2014

O povo tem fome...

O Povo tem o quê?
Tem fome?!
Hahaha
Oh-oh -oh... 

Ora...dêem-lhe brioches!!!






O Povo tem fome?
oh......




Dêem-lhe Porsches!!!
















... É de perder-se a cabeça...