Este filme (com quase duas horas) é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.
Sugestão do Jorge Castro: "Outra forma de ver as coisas... - Obrigatório ver para quem quer saber da crise! Envio um Site com dois filmes interessantes (um de 2007 e outro de 2008), que versam temas que nos ajudarão a entender o mundo à nossa volta. Algo que nos faz, seguramente, pensar. E preparem-se pois a coisa é demorada, ainda que merecedora de atenção."
Zeitgeist, The Movie [ RELEASED 25/6/2007 ] Duração: 2h02m (versão com legendagem em português)
Zeitgeist, Addendum [ RELEASED 2/10/2008 ] Duração: 2h03m (versão com legendagem em português)
Numa pequena vila em que nada de especial acontece, a crise sente-se. Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dívidas.
Subitamente, um rico turista entra no pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100 € sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.
O dono do hotel pega na nota de 100€ e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100€.
O talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100€ que devia há algum tempo.
Este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne que por sua vez corre a entregar os 100€ a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito.
Esta recebe os 100€ e corre ao hotel a quem devia 100€ pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.
Neste momento o turista desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100€. Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido. Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e agora a população desta vila já encara o futuro com optimismo.
O Pedro Laranjeira lança este grito de revolta em nome das mulheres. A histerectomia, remoção total do útero, é a prescrição mais habitual dos médicos quando uma mulher se queixa dos sintomas gerados por fibromiomas, tumores benignos que se desenvolvem nas paredes do útero. Neste livro, o Pedro Laranjeira alerta as mulheres para a existência de uma alternativa a essa "cirurgia irreversível, que elimina definitivamente os miomas mas impede a mulher de poder voltar a ter filhos": o tratamento por embolização. "Em Portugal (dados de há dois anos, em hospitais públicos do continente) submeteram-se à histerectomia 11.359 mulheres, das quais 4.756 o fizeram devido à existência de miomas, ou seja... inutilmente! No mesmo período, trataram-se por embolização, com sucesso pleno, 208 mulheres." Percebe-se bem a revolta do Pedro Laranjeira quando tomamos conhecimento do problema e constatamos que a medicina nem sempre toma as melhores opções no interesse último da pessoa doente.
O meu Pai, Rogério Moura, nasceu a 24 de Novembro de 1925 em Moxico (Angola). Faleceu a 25 de Agosto de 1985 em Caria... por trás da serra da Estrela. Em 1986, eu e o meu irmão compilámos e publicámos em livro diversos apontamentos dele sobre episódios da sua vida como professor (com o sentido de humor e preocupações sociais que sempre demonstrou) e poemas (de fé e de amor). Juntámos a isso tudo um texto «em jeito de biografia» em que cruzámos uma sequência cronológica de alguns dos passos da vida do professor Rogério com algumas histórias engraçadas que o nosso Pai frequentemente nos contava. O livro, «Bem haja, professor Rogério», está disponível para quem o queira encomendar. Basta enviar-me um e-mail e eu darei todos os detalhes.
De: Jorge N. Oliveira Enviada: quarta-feira, 25 de Março de 2009 Para: paulo@mouras.net Assunto: TVI
Boa tarde. Sou o editor do programa Diário da Tarde, do TVI24. Sabendo que V. é um estudioso das questões relacionadas com a mudança da hora, gostaria de convidá-lo a participar em directo no programa da próxima sexta-feira, 27. Se aceitar, peço-lhe o favor de estar na TVI (Rua Mário Castelhano, nº40, Queluz de Baixo) às 17h do dia 27. Por favor, confirme a sua presença – caso esteja interessado e disponível – para este e-mail.
Melhores cumprimentos, Jorge Nuno Oliveira Redactor Principal, TVI ----------------------------- From: Paulo Moura Sent: Wednesday, March 25, 2009 22:08 To: Jorge N. Oliveira Subject: RE: TVI
Boa noite, Jorge Oliveira
Agradeço-lhe a atenção e o convite. Teria muito gosto em colaborar consigo na abordagem dessa temática que, como refere, me cativa desde há bastante tempo. Teria muito interesse nisso, até porque estou a pensar avançar com uma petição para que não haja mudanças de hora em Portugal. É que alegadamente as mudanças de hora levam a poupanças energéticas - que estão por demonstrar, havendo até estudos com conclusões opostas - mas o facto é que perturbam a vida das pessoas durante vários dias após ocorrerem, originando problemas que afectam o bem estar de todos. E pensar que tudo começou com um artigo humorístico de Benjamin Franklin para o «Journal de Paris» em 1784... O problema é que na sexta-feira, dia 27, será de todo impossível a minha presença, já que a essa hora que indica estarei em Anadia. De qualquer forma, se puder ser útil para qualquer informação de que necessite, disponha. No meu blog «Persuacção» tenho vários posts sobre este assunto e, inclusivamente, um link para uma página que aborda especificamente este assunto.
Cumprimentos, Paulo Moura ----------------------------- De: Jorge N. Oliveira Enviada: quinta-feira, 26 de Março de 2009 Para: paulo@mouras.net Assunto: Re: TVI
É pena. Mas como daqui a seis meses a hora volta a mudar, fica feito o convite.
"Um estudo recente conduzido pela Universidade de Lisboa mostrou que cada português caminha em média 440 km por ano. Outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que, em média, o português bebe 26 litros de Vinho por ano. Isso significa que o português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km. Logo... o português é económico!"
Falta fazer muito no ensino superior de gestão em Portugal que dê a merecida importância à argumentação racional e ao pensamento crítico.
Mas o Professor Correia Jesuíno, que me deu a honra de ser co-orientador da minha tese de mestrado, conjuntamente com o Doutor Desidério Murcho, informou-me que se jubilou mas continua com actividade docente, na Universidade Lusófona, em Lisboa: "Aí intervenho num Mestrado de Comunicação nas Organizações onde introduzimos uma cadeira de Retórica e onde o seu livro consta da bibliografia".
É uma honra, Professor.
Mundo perdeu 3,8 biliões de euros por causa da crise
"Klaus Schwab, fundador do Fórum Económico Mundial de Davos, afirmou hoje que a crise financeira mundial fez perder cinco biliões de dólares (cerca de 3,8 biliões de euros) à economia global, que terão que ser repostos pelos contribuintes" jornal Sol, 27/11/08
Esse dinheiro todo foi... para um buraco negro?!
Entretanto, quem se lixa é o mexilhão. Não só o mexilhão contribuinte como o mexilhão trabalhador, como ilustra com humor esta campanha da CareerBuilder.com:
___________________________ Malinowski [no blog da FEUC] - "Segundo algumas leituras da teoria da relatividade de Einstein, nós próprios nos encontramos já dentro dum buraco negro. A ser assim, as perdas do furacão que assolou a economia global são o corolário natural das forças centrífugas que este desencadeou, encontrando-se os ditos biliões num universo paralelo, quiça numa qualquer estrela anã da galáxia «Off Shore»." Paulo Moura - "Sabes uma coisa, grande Malinowski? Acho que tens toda a razão: nós é que estamos num buraco negro e o dinheiro está fora!"
Tanto mediatismo tem o Barack Obama que a frase «Yes, we can» se tornou um ícone. E nós, portugueses, sempre com o nosso ancestral complexo de inferioridade, nem sequer nos apercebemos que temos uma frase tipicamente nossa, no mínimo igualmente interessante e com uma sonoridade muito idêntica a «Yes, we can», que usamos no dia a dia. Mas a banalidade não lhe tira a força. Antes pelo contrário. Senão vejamos um exemplo de aplicação:
E é se... queres!
Sonhas ser professor? Fazes muito bem. Portugal agradece. Mas... Passas uma carrada de anos a fazer vida de cigano, de terra em terra, do cu de Judas até à parte de trás do sol posto... E é se... queres! As tuas ferramentas de trabalho e os consumíveis, tu é que os tens que comprar que as escolas não tos disponibilizam nem te reembolsam... E é se... queres! Durante o tempo que passas na escola não tens um espaço em condições nem recursos disponíveis para preparares as aulas e tens que te desenrascar... normalmente trabalhando em casa, à noite e nos fins de semana... E é se... queres! Aceitas que o Governo do teu país destrua a imagem da tua profissão... E é se... queres! ... E é se... queres! ...
(a propósito, o Governo tem vários méritos na área da educação: conseguiu unir uma classe que nunca foi coesa... e até os alunos concordam com os professores, como mostraram na manifestação em Coimbra, no passado dia 29 de Janeiro, exigindo "a desburocratização do ensino para que os docentes se possam dedicar às suas tarefas fundamentais: a preparação e concretização das aulas e a avaliação"; entretanto, também tenho que agradecer ao Ministério da Educação a oportunidade que me deu para criar este post e este poster... num dos muitos fins de semana em que não pude sair de casa porque a minha mulher esteve a preparar aulas, materiais para os alunos e testes... e é se quero!) _____________________ Comentário do OrCa: "Não consegui chegar cá mais cedo para produzir um clap-clap bem sonoro acerca desta tua entrada... que não se sabe se conduzirá a uma saída feliz. O dito está bem apanhado, até pela sonoridade, mas dá-nos um ponto de situação abissal entre as duas atitudes: yes, we can é um apelo à mobilização geral; e é se queres tem, por trás, aquele tom semi-ameaçador, semi-arrogante, semi-condescendente em que só faremos quando alguém nos der licença. Pelo que conheço cá do burgo, se nos aparecer algum Obama para eleições, grande parte do eleitorado é capaz de pensar com os seus botões: o caraças do preto não querem lá ver para o que lhe havia de dar?! E zarparia, acto contínuo, para o Alasca em busca da silly miss que lhes fornecesse bilhetes para o próximo concerto do Tony Carreira, que a malta precisa é de se distrair..."
Tempo só para mim Miguel Esteves Cardoso no «Público» de 23 de Janeiro de 2009
"Sou daqueles chatos que abominam a mudança de hora, seja para mais ou para menos, sem perceber como se pode ganhar ou perder uma hora.
Dentro de mim, estou convecido, correm as horas com que nasci e nada há que as possa atrasar ou adiantar ou trocar à minha revelia.
As notícias sobre o tempo - seja o que chove; seja o que passa - são cada vez mais deprimentes. Mas no PÚBLICO de ontem tocou-se no fundo. Diz um estudo na revista Nature - cada vez mais sensacionalista - que as próprias estações do ano estão a antecipar-se dois dias.
Teremos assim a Primavera a arrancar já no dia 19 de Março. É um dos aliciantes, como a hora que se «ganha» no Inverno. Mas não se diz que o Verão vai acabar (e o Inverno começar) mais cedo. Está quieto. E aqueles dois últimos dias da Primavera e do Outono, que são tão agradáveis, viste-los.
Claro que não acredito nem por um momento que as estações estejam a antecipar-se e queiram pôr termo à longa e sólida relação que têm com os equinócios e os solstícios.
Desconfio é que se está a criar um clima conducente a mais intromissões humanas. Já devem estar a formar-se comissões para descontar e somar dias às estações: «Este ano, por causa dos efeitos do XYZ, o Outono só vai começar a 2 de Outubro. Em contrapartida, o Inverno vai durar até Maio de 2010. É favor acertarem os relógios e os calendários.»
Se calhar, é altura de cada um de nós reivindicar o direito a ter o seu próprio tempo."
O grandioso Pedro Laranjeira não sabe estar quieto, para bem dos nossos pecados. Não lhe bastava ter editado o livro «O Alentejano que descobriu a América - 1492 - a Viagem Épica do português Salvador Fernandes Zarco mais conhecido como Cristóvão Colombo» de que já falei aqui. Agora já existe uma edição em espanhol e outra em inglês. "Excelent, coño!"
... vamos indo. Em Dezembro de 2007, na minha «sétima carta de trás da serra» na revista «Perspectiva», relembrei de forma romanceada uma conversa entre mim e o Alexandre, em 1980, no intervalo entre duas aulas nos «galinheiros» (pavilhões pré-fabricados) da faculdade de economia da universidade de Coimbra. Na «carta», ficou assim: "Quando na mesma conferência [da Ordem dos Economistas, em Lisboa] se falou dos problemas que se colocam à economia portuguesa, ficou claro que o Estado português está em falência técnica. Isto é uma conclusão minha, que aquela malta não pode dizê-lo, sob risco de terem problemas com a entidade patronal. Aliás, quando depois das primeiras chuvas de Outono fui aos míscaros com a Rosita e o Alex Narigudo, ele viu um «peido da avó», como chamamos por aqui àqueles cogumelos cujo chapéu parece um balão. Como sempre fizemos desde pequenos, pisou-o e aquilo soltou o ar lá de dentro como uma discreta bufa. E o Alex comparou: «Estes peidos da avó são como a economia. Transmitem uma imagem que nos ilude, mas são ocos por dentro». Por isso, agora nada me admira. Aliás, estou bem preocupado com algo de que quase não ouço falar e que nos afecta praticamente a todos: a Segurança Social já estava com dificuldades de há anos a esta parte porque, diziam, os fundos e as contribuições recebidas não eram suficientes para garantir as pensões de reforma e invalidez da geração actual das pessoas que vêem uma fatia significativa do seu ordenado (11%) irem obrigatoriamente para essa entidade. Ou seja, de um salário de mil euros, por exemplo, 110 euros não recebemos porque a entidade patronal tem que entregar em nosso nome essa verba à Segurança Social. E, "ainda por cima" - aqui aplica-se muito bem esta frase - a entidade patronal ainda tem que pagar mais 237,50 euros. Para quê? Supostamente para termos garantido - diz o Estado - uma pensão quando nos reformarmos... ou em caso de invalidez... ou de desemprego... Mas, como um desenho humorístico recente resumia sobre o «caso Madoff», dois matulões interrogavam o Bernard L. Madoff: - Onde é que aprendeu a pagar a investidores antigos com dinheiro de novos investidores? Encandeado com um foco de luz a apontar-lhe a cara, Madoff responde-lhes: - Com a Segurança Social! "Então, Paulo Moura, isto não é nada de novo!" - Pois não, mas já ouviram falar da pancada que os fundos da Segurança Social levaram com esta queda nas bolsas de valores? Sim, sim, o nosso dinheirinho, que a Segurança Social já não podia garantir que chegava para todos, agora ainda minguou mais. E nós, cantamos e rimos?
O Medina Carreira chama os bois pelos nomes. Na entrevista que deu ao «Nós por cá» relembrou que já Rafael Bordalo Pinheiro chamava no fim do século XIX a "porca da política" e a economia era uma "galinha choca". Medina Carreira comparou a política actual a uma "santola só com casca". Eu continuo a chamar a tudo isto "o peido da avó".
O Mário Nogueira, sempre atento a esta temática, enviou-me alguns links interessantes:
«Obama deveria cortar o Day-Light Time» - artigo da «Green Daily» em que referem "um estudo feito no Indiana, um estado que recentemente começou o DST, mostrou um aumento geral de 1% no uso da electricidade residencial com aumentos ocasionais de 2 a 4% no fim da primavera e no início do outono. (...) Enquanto o DST é bom para reduzir a iluminação dentro das casas, a mudança de hora exige ar condicionado durante os fins de tarde quentes de verão e aumento de aquecimento nas manhãs do início da primavera e do fim do outono. O consumo de energia para aquecimento e ar condicionado poderiam eliminar quaisquer poupanças da redução de iluminação e, como o estudo no estado de Indiana mostrou, de facto aumentam o consumo de electricidade."
"prémios acumulados desde 2004 atingiram 1,8 mil milhões de euros" - os portugueses ganharam em média, desde 2004, 360 milhões de euros por ano no Euromilhões.
"em 2008 a despesa associada ao Euromilhões deverá oscilar entre 4,5 a cinco mil milhões de euros, o equivalente a quase 3% do Produto Interno Bruto (PIB)"
Conclusão - Belo negócio, portugueses. Mas não é para vocês! E não se queixem da crise. Quem gasta 5.000 milhões de euros num ano para receber 360 milhões só se pode queixar de si próprio e da sua falta de jeito para fazer contas.