Quem, como eu, já tocou viola (com o meu parceiro Mário Rui na gaita de beiços) em tantas ruas, estações de caminhos de ferro, túneis de metro em Coimbra e por essa Europa fora... ainda dá mais valor à estratégia do mendigo da direita.
dezembro 26, 2009
dezembro 17, 2009
Será que o homem moderno vai parar a evolução?

(traduzido de uma imagem de autor desconhecido)
novembro 27, 2009
Dinheiro público
"Dinheiro público é o dinheiro que o governo tira dos que não podem escapar e dá aos que escapam sempre."
Millôr Fernandes
no Twitter
Millôr Fernandes
no Twitter
novembro 25, 2009
Uma leitura... de uma leitora do «Persuacção»
"Quando pensei em comprar o livro e mesmo depois de ler a crítica, achei muito interessante mas não tinha bem a ideia do que ia encontrar. No entanto, esta é uma área que me interessa bastante e estava muito curiosa. Agora que o li, e apesar da filosofia implícita no livro, que por vezes me fazia ter que ler de novo para entender devidamente, acho que consegui perceber a mensagem principal.
É daquelas coisas que realmente nos fazem pensar e chegamos à conclusão que é mesmo assim que as coisas se passam, até na nossa vida pessoal e não só no dia-a-dia das empresas. Hoje em dia, as empresas actuam num mercado em constante mudança ou adaptação às novas realidades/necessidades e cada empresa individualmente tem que estar atenta a esse facto e não pode ficar para trás, tem que acompanhar essa evolução. Mas é no interior dessas organizações que a maior parte das vezes aparecem entraves a essa mudança. O gestor tem por isso que estar preparado para lidar com empregados acomodados e que argumentam para a não mudança.
Como refere no livro e muito bem, nas nossas universidades não são abordadas questões como a argumentação, argumentação falaciosa, retórica, etc. Por isso, este livro vem de encontro a estas questões, preencher a lacuna existente na formação do empresário/gestor.
Gostei muito do livro. Mais que isso, aprendi muito com ele, por isso parabéns por ter partilhado connosco, leitores, o fruto da sua experiência.
Cumprimentos,
Marta Pires"
Eu é que lhe agradeço, Marta, esta síntese tão completa do «Persuacção». Só espero que alguma coisa lhe seja útil na sua vida profissional e mesmo, como muito bem diz, na vida "lá fora".
É daquelas coisas que realmente nos fazem pensar e chegamos à conclusão que é mesmo assim que as coisas se passam, até na nossa vida pessoal e não só no dia-a-dia das empresas. Hoje em dia, as empresas actuam num mercado em constante mudança ou adaptação às novas realidades/necessidades e cada empresa individualmente tem que estar atenta a esse facto e não pode ficar para trás, tem que acompanhar essa evolução. Mas é no interior dessas organizações que a maior parte das vezes aparecem entraves a essa mudança. O gestor tem por isso que estar preparado para lidar com empregados acomodados e que argumentam para a não mudança.
Como refere no livro e muito bem, nas nossas universidades não são abordadas questões como a argumentação, argumentação falaciosa, retórica, etc. Por isso, este livro vem de encontro a estas questões, preencher a lacuna existente na formação do empresário/gestor.
Gostei muito do livro. Mais que isso, aprendi muito com ele, por isso parabéns por ter partilhado connosco, leitores, o fruto da sua experiência.
Cumprimentos,
Marta Pires"
Eu é que lhe agradeço, Marta, esta síntese tão completa do «Persuacção». Só espero que alguma coisa lhe seja útil na sua vida profissional e mesmo, como muito bem diz, na vida "lá fora".
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livro «Persuacção»
outubro 24, 2009
A falácia do CO2 e do aquecimento global
Um facto: à custa da paranóia do aquecimento global e das emissões de dióxido de carbono (CO2) muitas negociatas se criaram e desenvolvem... e são colocados obstáculos a muitas iniciativas, quer empresariais, quer de melhoria de condições de vida em países subdesenvolvidos.
O Canal 4 britânico produziu um documentário devastador intitulado "A Grande Fraude do Aquecimento Global". Aqui está, dividido em nove partes:
O Canal 4 britânico produziu um documentário devastador intitulado "A Grande Fraude do Aquecimento Global". Aqui está, dividido em nove partes:
outubro 01, 2009
Não importa se você é lento, desde que tenha poder de antecipação

Colhido com todo o vagar do blog Capinaremos
setembro 30, 2009
Muito mal, senhor Presidente da República!
Se a declaração ao país feita ontem na televisão fosse um exame de argumentação, estava chumbado.
No tema da informática (correio electrónico), então, nem tenho palavras para...
No tema da informática (correio electrónico), então, nem tenho palavras para...
setembro 28, 2009
Nada como usar um caso concreto para percebermos melhor uma ideia
Apresentei no dia 25 de Setembro uma proposta de distribuição dos lugares da Assembleia da República que contasse com os não votantes, votos brancos e nulos como lugares a ficarem vazios no parlamento.
Agora que já temos resultados provisórios (o apuramento dos resultados dos círculos eleitorais do estrangeiro será realizado a 7 de Outubro) das eleições realizadas em 27 de Setembro, já podemos comparar os resultados oficiais com o que resultaria da minha proposta:

Os resultados provisórios oficiais

A comparação da distribuição de deputados oficial... com a do cavalheiro
O que resultaria disto?
1) Dos 226 lugares já distribuídos (faltam 4 a distribuir pelos votantes no estrangeiro), 133 ficariam ocupados proporcionalmente ao número total de inscritos (portugueses com direito a voto);
2) 93 lugares ficariam vagos, correspondentes aos portugueses que não votaram, votaram em branco ou cujo voto foi considerado nulo;
3) 4 lugares ficariam atribuídos a partidos que, pela lei vigente, não têm direito a qualquer deputado. Os quatro "maiores partidos pequenos" foram o PCTP/MRPP, o MEP, o PND e o MMS.
Que tal? Para começar, poupava-se tanto dinheirinho...
Agora que já temos resultados provisórios (o apuramento dos resultados dos círculos eleitorais do estrangeiro será realizado a 7 de Outubro) das eleições realizadas em 27 de Setembro, já podemos comparar os resultados oficiais com o que resultaria da minha proposta:

Os resultados provisórios oficiais

A comparação da distribuição de deputados oficial... com a do cavalheiro
O que resultaria disto?
1) Dos 226 lugares já distribuídos (faltam 4 a distribuir pelos votantes no estrangeiro), 133 ficariam ocupados proporcionalmente ao número total de inscritos (portugueses com direito a voto);
2) 93 lugares ficariam vagos, correspondentes aos portugueses que não votaram, votaram em branco ou cujo voto foi considerado nulo;
3) 4 lugares ficariam atribuídos a partidos que, pela lei vigente, não têm direito a qualquer deputado. Os quatro "maiores partidos pequenos" foram o PCTP/MRPP, o MEP, o PND e o MMS.
Que tal? Para começar, poupava-se tanto dinheirinho...
setembro 25, 2009
O voto inútil (seguido de dois contributos... mas estes a sério)

- Eu quero que o meu voto seja útil.
- E como vais fazer isso, Louro?
- Ó Moura, vou votar mas voto num partido que não tenha hipótese de eleger algum deputado. Assim, o meu voto conta, pois não é considerado branco nem nulo. Mas é um voto que vai mostrar o meu descontentamento com os partidos do poder.
- Mas... ó Louro, se não me engano os votos que contam são os dos partidos que elegem pelo menos um deputado. Caso contrário, teríamos lugares vagos no plenário da Assembleia da República. Agora... eu acho é que, se estamos numa democracia representativa, a Assembleia da República deveria representar exactamente os resultados das eleições. Contando com tudo.
- Como?
- Ó Louro, somos pouco mais de 10 milhões de habitantes. Destes, com 18 ou mais anos seremos uns... 6 milhões. Contando com os emigrantes, seremos uns 7 ou 8 milhões de cidadãos com direito a voto. Bastaria fazer uma regra de três simples e teríamos os lugares da assembleia legislativa atribuídos de forma rigorosamente proporcional: as abstenções seriam lugares que ficariam vagos, assim como os votos em branco; aos votos nulos corresponderiam, em número proporcional, deputados que fossem autênticas nulidades; e os partidos ficariam com deputados na justa proporção de votos atribuídos pelos eleitores.
- Pois, Moura, mas isso é a brincar...
- Pois é, Louro. Mas se fosse a sério, só alteraria a parte dos votos nulos, que também corresponderiam a lugares vagos. É que, deputados que são umas nulidades, seria difícil isolá-los nesse novo grupo parlamentar...
Paulo Moura
_______________________________
Matemática perversa
Há coisas em que raramente se pensa... ou raramente se percebem, mas que desvirtuam por completo a seriedade dos princípios ditos democráticos.
Por exemplo:
Quando se diz que um Partido tem maioria absoluta, será que tem mesmo?...
Tecnicamente tem, verdadeiramente nem sempre!
Porquê?
Vejamos a perversidade da matemática que atribui mandatos para a Assembleia da República. Vejamos, a título de exemplo recente, o que foi a "maioria absoluta" do Partido Socialista de 2005 a 2009:
O PS elegeu 121 deputados, contra 109 das restantes forças com assento parlamentar, daí a maioria.
Para tal, no entanto, recebeu 2.588.312 votos dos portugueses (representando 45,8% do total de votantes), contra 2.868.180 das outras forças com assento parlamentar (representando 49,89% dos votantes) - se lhe somarmos os votos dos outros portugueses que não se fizeram representar na AR e votaram mas não no PS, o número passa a 2.990.307 (representando 51,91% dos votantes), ou seja, mais de metade dos votantes votou contra o PS, ou seja, quase mais meio milhão de portugueses (exactamente 401.995) votaram contra o Partido que acabou por ter o direito de legislar sozinho.
É claro que a democracia tem que ter regras, aproximações e arredondamentos, mas a verdade pura e dura dos números não pode ser ignorada: os números representam cidadãos de pleno direito, um português por cada número.
Portanto, sempre que uma lei foi aprovada pelo partido com maioria absoluta contra todos os outros, as "normas" foram cumpridas, é verdade, mas é verdade também que os deputados mandatados por 2.588.312 portugueses ganharam aos representantes de 2.868.180 cidadãos....
É chato, não é...? Pois, mas é assim que funciona e "as regras são para se cumprir", principalmente se "as regras" forem "a lei", como é o caso. Também a decisão do árbitro é "lei", mas, quando a televisão mostra depois que afinal não foi "penalty"... é chato!
Ou seja, a matemática eleitoral de atribuição de mandatos é perversa!
Os Portugueses não são correctamente representados nos órgãos de poder!
Pedro Laranjeira
http://www.laranjeira.com/
_______________________________
A técnica do leque
You've got a point, diria eu, se me desse para essas inglesices. Mas como não dá, digo-te que tens aí uma proposta com pernas, se não para andar, pelo menos para botar figura. E nada como umas belas pernas para se alegrar um cenário.
Sem destrambelhar o tema e na via de originalidades que alterem o actual sistema bolorento que define a constituição da Assembleia, aqui deixo o meu contributo opinativo:
- A partir de um quantitativo de votos pré-definido, todos os partidos concorrentes (ou movimentos de cidadãos organizados) teriam assento parlamentar, o qual, por sua vez, a partir da votação obtida por esse partido «menor», se desenvolveria, proporcionalmente, até ao partido «maior».
O leque partidário ficaria muio mais aberto e, por consequência, as ideias também.
Confesso que só me falta fazer as contas para apurar se este método «a partir de baixo» será exequível. Mas lá que seria muito mais representativo, não tenho dúvidas.
E proporcionaria, facilitando, essa coisa realmente democrática que é a necessidade de os divergentes serem capazes de convergir, em função do interesse mais alargado (ou mais nacional) em contraponto com as «maiorias absolutas» da treta que são, em meu entender, a maior e mais descarada perversão do regime.
Jorge Castro
blog Sete Mares
setembro 18, 2009
Euromilhões e crise
Gosto sempre de relembrar a minha teoria e do Alex Narigudo sobre a economia e os «peidos da avó», que já é de 1980, éramos nós dois estudantes de economia em Coimbra.
Ou seja, a minha alergia à especulação já vem de muito longe.
Se ainda não repararam, esta crise da economia deve-se (não é deveu-se, porque não é passado) à especulação: dos poderosos das finanças mudiais... e das famílias, que assumiram que "isto vai dar para tudo".
Pois o Euromilhões entra nesta minha alergia, como forma de especulação dos milhões de pessoas que acham que "os números que vão sair serão estes". E dão a ganhar muitos milhões a quem gere este - e outros - jogos de fortuna e azar.
Os muitos milhões de prémios (que põem as pessoas a sonhar) saem de um bolo de muitos mais milhões das apostas que são feitas. Serei só eu que faço estas contas?!
Ou seja, com o Euromilhões quem é que ganha todas as semanas uns bons milhões? Claro que é a entidade gestora (não sei qual é mas gostava de ser o dono).
Ou seja, a minha alergia à especulação já vem de muito longe.
Se ainda não repararam, esta crise da economia deve-se (não é deveu-se, porque não é passado) à especulação: dos poderosos das finanças mudiais... e das famílias, que assumiram que "isto vai dar para tudo".
Pois o Euromilhões entra nesta minha alergia, como forma de especulação dos milhões de pessoas que acham que "os números que vão sair serão estes". E dão a ganhar muitos milhões a quem gere este - e outros - jogos de fortuna e azar.
Os muitos milhões de prémios (que põem as pessoas a sonhar) saem de um bolo de muitos mais milhões das apostas que são feitas. Serei só eu que faço estas contas?!
Ou seja, com o Euromilhões quem é que ganha todas as semanas uns bons milhões? Claro que é a entidade gestora (não sei qual é mas gostava de ser o dono).
setembro 17, 2009
Regra básica de comunicação
Ler ou ouvir tudo com atenção e até ao fim.
Isto para não se passar convosco o que me aconteceu hoje de manhã, a ler uma notícia do jornal «as Beiras»:

Como é que se cegam os ouvidos?!

Ah, bom!
Isto para não se passar convosco o que me aconteceu hoje de manhã, a ler uma notícia do jornal «as Beiras»:

Como é que se cegam os ouvidos?!

Ah, bom!
setembro 14, 2009
Classe mínima
Em Portugal, parece-me que a classe média não atinge os mínimos.
agosto 09, 2009
A Ana Andrade tirou (as suas) conclusões sobre o livro «Persuacção»
Fiquei, há dias, de terminar o que começara. É hoje.
Não tenho capacidade nem experiência feita para fazer uma apreciação crítica comme il faut, pelo que me atreverei a gatafunhar o que mais me surpreendeu e agradou no PersuAcção, de Paulo Moura (P.M., doravante, por causa dos calos nos dedos), sendo que desde já aviso que não há nada que me tenha desagradado ou desiludido (sou uma tendenciosa assumida, mas aqui nem se trata disso), pelo que nem merece a pena colocarem-me a questão.
Ora então vamos por partes:
1 - P.M. fez o que qualquer estudioso, de qualquer área, deveria começar por fazer: abordar o assunto que pretende tratar à maneira de um atleta de fundo. O assunto é, naturalmente, o "persuadir para agir", aplicado à gestão de empresas, campo que domina como poucos que conheço. De resto, se o domina, é porque é um gestor de fundo, que não se limita a tratar de financiamentos em reuniões de fato e gravata. Ele gere pessoas e, porque o faz, estuda-lhes sentimentos, perspectivas, preferências, humores. E consegue o inimaginável: que todos trabalhem com gosto, em projectos que sentem comuns e não dele, embora dele tenham partido. Vi-o partilhar derrotas e resultados concretizados e, se é dotado a ultrapassar fases menos boas, é sublime a festejar objectivos atingidos. Para a história ficará a festa de comemoração de uma vitória das grandes na empresa das Caldas (98), em que, não sei como, me vi em cima de um palco a imitar os Excesso e assisti, deliciada, à minha mãe a contar a uma plateia das grandes, um conto erótico, sem perder o ar respeitável. O feito de P.M.? Persuadiu-nos. Para agir.
2 - É evidente que, para persuadir, há que utilizar as regras da lógica formal e, sobretudo, informal. Sem entrar em tecnicismos (porque os que gostam deles já os conhecem, os que não gostam eram capazes de adormecer e os que não conhecem mas gostavam de conhecer, comprem o livro, faxabore, que é das Edições Sílabo), devo dizer que a compilação que P.M. faz, nesta obra, das regras da argumentação e possíveis falácias a detectar na retórica alheia, de modo a contra-argumentá-la com rigor, dão dez a zero em qualquer capítulo a isso dedicado nos manuais de Filosofia para o 11.º ano de escolaridade que me têm passado pelas mãos (e são muitos, que eu compro tudo o que não me oferecem as editoras). Por isso, desde já anuncio aos meus futuros alunos (e peço permissão ao autor) que este livrinho fará parte da bibliografia obrigatória da cadeira de 1.º semestre da Escola de Direito da UCP, Pensamento Crítico. Exaustivo sem ser maçador ou hermético (haja quem perceba que a Filosofia não é complicada, é tão-só um pensamento sério, que não tem por que ser chato), elenca todas as espécies de falácias e, por contraste, os bons e mais fortes tipos de argumentos a utilizar por quem quer persuadir. E queremos todos, santa paciência, nas mais variadas situações.
3 - Por outro lado: aplauda-se quem é capaz de perceber que não se faz Filosofia por fazer. Se se pensa com rigor seja sobre que assunto for, é com um propósito, um objectivo final (é a ideia de que prática e teoria são correlativas: uma é condição necessária da outra - p. 67). A Filosofia ou é aplicável, ou é feita por gente com os pés (descalços, de preferência) enfiados na terra, ou não passa de devaneio de intelectualóides que gostam de se ouvir. E P. M. tem um propósito: persuadir para mudar. Neste sentido, escreve uma frase que, quanto a mim, resume tudo o que naquele homem há de inesperado, de arrojado, de desprendido, de genial: "Os líderes podem inaugurar a mudança, mas essa própria mudança torna-se o novo statu quo. Por esse motivo defendo que, por paradoxal que pareça, o gestor «ideal» deveria ser aquele que se tornasse dispensável, que desse o lugar a outro nesse cargo, quando se apercebesse que o valor acrescentado que dá à organização é reduzido, inexistente, ou mesmo negativo. Polémico, não concorda?" (p. 45). É, Paulo. Muito polémico. Quase de loucos. Mas eu já te vi fazeres isto mesmo, com toda a elegância. Pena foi que quem te substituiu não fizesse puto de ideia disto que falas.
4 - Na tradição anglo-saxónica e nórdica, é comum haver filósofos (ou "licenciados em filosofia", como em Portugal dizemos, a medo, não vá alguém comprometer-se a pagar-nos para pensarmos, o que é uma grande maçada) a trabalhar em escritórios de advogados, imobiliárias, em empresas de ramos vários, ou até em faculdades de outras áreas (que, pasme-se, é o que me vai acontecer, mas isso é porque a Escola de Direito da UCP-Porto é dirigida por um visionário) como consultores filosóficos. Sim, sim, é a mais pura das verdades. E congratulo-me ao ler P.M. afirmar algo de muito próximo: "E, se, como Aristóteles acreditava, a filosofia começa com a perplexidade, os negócios deveriam naturalmente dar lugar à filosofia. Deveríamos fazer perguntas filosóficas sobre a natureza dos negócios. Porque se não entendemos porquê e para quê fazermos o que fazemos, não poderemos desenhar o nosso caminho em frente com sabedoria e discernimento." (p. 69).
5 - Finalmente, e já à margem das páginas do livro, fica sabendo, Paulo Moura, que, com a tua ajuda, descobri, há dois dias, que tema quero abordar numa futura (mas nada longínqua) tese de doutoramento, empresa que ando a protelar, não só por preguiça, mas sobretudo porque não me estava a ver a escrever páginas e páginas sobre um qualquer assunto poeirento que não interessasse a ninguém. Deste-me a indicação algures pelas últimas páginas do teu livro e, pela primeira vez, senti que era possível. Melhor ainda: tive muita vontade de o fazer. Porque se trata de algo com aplicabilidade. Que se pode fazer, com sucesso. Coisa que só irá perceber quem tiver os dedos bem enfiados na terra, com unhas sujas e tudo.
Muito obrigada por tudo isto.
(E, mais uma vez, desculpa a demora.)
Ana Andrade
Filha da Maria Augusta
Blog Câimbras Mentais
Não tenho capacidade nem experiência feita para fazer uma apreciação crítica comme il faut, pelo que me atreverei a gatafunhar o que mais me surpreendeu e agradou no PersuAcção, de Paulo Moura (P.M., doravante, por causa dos calos nos dedos), sendo que desde já aviso que não há nada que me tenha desagradado ou desiludido (sou uma tendenciosa assumida, mas aqui nem se trata disso), pelo que nem merece a pena colocarem-me a questão.
Ora então vamos por partes:
1 - P.M. fez o que qualquer estudioso, de qualquer área, deveria começar por fazer: abordar o assunto que pretende tratar à maneira de um atleta de fundo. O assunto é, naturalmente, o "persuadir para agir", aplicado à gestão de empresas, campo que domina como poucos que conheço. De resto, se o domina, é porque é um gestor de fundo, que não se limita a tratar de financiamentos em reuniões de fato e gravata. Ele gere pessoas e, porque o faz, estuda-lhes sentimentos, perspectivas, preferências, humores. E consegue o inimaginável: que todos trabalhem com gosto, em projectos que sentem comuns e não dele, embora dele tenham partido. Vi-o partilhar derrotas e resultados concretizados e, se é dotado a ultrapassar fases menos boas, é sublime a festejar objectivos atingidos. Para a história ficará a festa de comemoração de uma vitória das grandes na empresa das Caldas (98), em que, não sei como, me vi em cima de um palco a imitar os Excesso e assisti, deliciada, à minha mãe a contar a uma plateia das grandes, um conto erótico, sem perder o ar respeitável. O feito de P.M.? Persuadiu-nos. Para agir.
2 - É evidente que, para persuadir, há que utilizar as regras da lógica formal e, sobretudo, informal. Sem entrar em tecnicismos (porque os que gostam deles já os conhecem, os que não gostam eram capazes de adormecer e os que não conhecem mas gostavam de conhecer, comprem o livro, faxabore, que é das Edições Sílabo), devo dizer que a compilação que P.M. faz, nesta obra, das regras da argumentação e possíveis falácias a detectar na retórica alheia, de modo a contra-argumentá-la com rigor, dão dez a zero em qualquer capítulo a isso dedicado nos manuais de Filosofia para o 11.º ano de escolaridade que me têm passado pelas mãos (e são muitos, que eu compro tudo o que não me oferecem as editoras). Por isso, desde já anuncio aos meus futuros alunos (e peço permissão ao autor) que este livrinho fará parte da bibliografia obrigatória da cadeira de 1.º semestre da Escola de Direito da UCP, Pensamento Crítico. Exaustivo sem ser maçador ou hermético (haja quem perceba que a Filosofia não é complicada, é tão-só um pensamento sério, que não tem por que ser chato), elenca todas as espécies de falácias e, por contraste, os bons e mais fortes tipos de argumentos a utilizar por quem quer persuadir. E queremos todos, santa paciência, nas mais variadas situações.
3 - Por outro lado: aplauda-se quem é capaz de perceber que não se faz Filosofia por fazer. Se se pensa com rigor seja sobre que assunto for, é com um propósito, um objectivo final (é a ideia de que prática e teoria são correlativas: uma é condição necessária da outra - p. 67). A Filosofia ou é aplicável, ou é feita por gente com os pés (descalços, de preferência) enfiados na terra, ou não passa de devaneio de intelectualóides que gostam de se ouvir. E P. M. tem um propósito: persuadir para mudar. Neste sentido, escreve uma frase que, quanto a mim, resume tudo o que naquele homem há de inesperado, de arrojado, de desprendido, de genial: "Os líderes podem inaugurar a mudança, mas essa própria mudança torna-se o novo statu quo. Por esse motivo defendo que, por paradoxal que pareça, o gestor «ideal» deveria ser aquele que se tornasse dispensável, que desse o lugar a outro nesse cargo, quando se apercebesse que o valor acrescentado que dá à organização é reduzido, inexistente, ou mesmo negativo. Polémico, não concorda?" (p. 45). É, Paulo. Muito polémico. Quase de loucos. Mas eu já te vi fazeres isto mesmo, com toda a elegância. Pena foi que quem te substituiu não fizesse puto de ideia disto que falas.
4 - Na tradição anglo-saxónica e nórdica, é comum haver filósofos (ou "licenciados em filosofia", como em Portugal dizemos, a medo, não vá alguém comprometer-se a pagar-nos para pensarmos, o que é uma grande maçada) a trabalhar em escritórios de advogados, imobiliárias, em empresas de ramos vários, ou até em faculdades de outras áreas (que, pasme-se, é o que me vai acontecer, mas isso é porque a Escola de Direito da UCP-Porto é dirigida por um visionário) como consultores filosóficos. Sim, sim, é a mais pura das verdades. E congratulo-me ao ler P.M. afirmar algo de muito próximo: "E, se, como Aristóteles acreditava, a filosofia começa com a perplexidade, os negócios deveriam naturalmente dar lugar à filosofia. Deveríamos fazer perguntas filosóficas sobre a natureza dos negócios. Porque se não entendemos porquê e para quê fazermos o que fazemos, não poderemos desenhar o nosso caminho em frente com sabedoria e discernimento." (p. 69).
5 - Finalmente, e já à margem das páginas do livro, fica sabendo, Paulo Moura, que, com a tua ajuda, descobri, há dois dias, que tema quero abordar numa futura (mas nada longínqua) tese de doutoramento, empresa que ando a protelar, não só por preguiça, mas sobretudo porque não me estava a ver a escrever páginas e páginas sobre um qualquer assunto poeirento que não interessasse a ninguém. Deste-me a indicação algures pelas últimas páginas do teu livro e, pela primeira vez, senti que era possível. Melhor ainda: tive muita vontade de o fazer. Porque se trata de algo com aplicabilidade. Que se pode fazer, com sucesso. Coisa que só irá perceber quem tiver os dedos bem enfiados na terra, com unhas sujas e tudo.
Muito obrigada por tudo isto.
(E, mais uma vez, desculpa a demora.)
Ana Andrade
Filha da Maria Augusta
Blog Câimbras Mentais
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falácias,
filosofia,
gestão,
livro «Persuacção»
agosto 07, 2009
A Ana Andrade descobriu os primórdios do livro «Persuacção»!
Estarei a ser, provavelmente, presunçosa, mas creio poder encontrar a semente da obra que Paulo Proença de Moura publicou, em 2005, num remoto Março de 1998, numa sala de Epistemologia, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Passo a explicar.
Tive a sorte de ter como Professor de Epistemologia Geral, logo no primeiro ano do curso de Filosofia (e, mais tarde, no 3.º ano, de Filosofia Moderna, área em que é especialista), um Senhor chamado João Maria de Ascenso André. Mais tarde, viria a trabalhar, sob a sua batuta, na equipa de Produção do Teatro Académico de Gil Vicente, aquando do seu mandato como Director dessa instituição. Trata-se de um homem cujos interesses são vários, o que sempre me maravilhou: da agricultura ao teatro (dele, vi a mais mágica encenação d'O Principezinho, pela Bonifrates), das jantaradas com os alunos à poesia e à Filosofia de rigor. É autor de inúmeras obras, artigos e ensaios e, grande como só ele o soube ser sempre, abdicou de umas aulas para nos explicar como funcionava a Faculdade e o Instituto de Estudos Filosóficos, para nos ensinar técnicas de investigação (mal sabia eu que viria a utilizar os seus ensinamentos numa das cadeiras que leccionarei para o ano, na UCP) e os vários graus de um professor universitário, entre outras pérolas, que toda a gente parte do princípio que sabemos, mas nem por isso.
Um dia, lançou-nos um repto: fazer um trabalho de grupo sobre Ideologia, Ciência e Poder numa qualquer área do saber. Ainda sem grupo formado, soube o que queria: Economia! Houve surpresa na turma, porque todos esperavam que utilizasse a minha ligação ao Direito, mas na minha cabeça um nome pairava: Paulo Moura.
Paulo Moura era um licenciado pela FEUC em Economia, havia sido docente de Contabilidade Analítica ainda na Faculdade de Economia e no ISCAP e fora coordenador do "Centro Portugal Economia", suplemento do Diário de Coimbra. Mas, mais do que isso tudo, trabalhava como CEO, com a minha mãe e com o meu irmão, numa empresa que fez renascer das cinzas (e que às cinzas voltou, por mãos de incompetentes que should have known better, porque aprenderam com ele) nas Caldas da Raínha, bem como noutra, em Coimbra. Eu partilhara com ele a mesa a algumas refeições e sempre me cativara a causticidade das suas afirmações, a auto-imposição de ausência de quaisquer limites e, acima de tudo, o modo como levava avante, com pulso de ferro e muito humor, os seus projectos. Ouvia falar dele na sua ausência e habituei-me a admirar aquilo que eu considerava um homem anormal. Sim, anormal. Diferente, visionário, rigoroso, radical (no sentido de ir ao fundo das questões, à raiz de tudo). Um filósofo.
Vim a saber que o modo como o adjectivava não era disparatado (it takes one to recognise another): a sua ligação à Filosofia, mais do que por afinidade (que o era!), sentia-se epidérmica. O pensamento crítico, a atitude autónoma, o destemor no questionamento corriam-lhe nas veias, a toda a brida.
Por isso, Economia, era o que seria, tanto mais que o objectivo era trazer convidados à apresentação do trabalho e debater com eles o cruzamento entre a Filosofia e a sua área de trabalho. E foi brilhante, desde o início: trocámos faxes (sim, sou daquelas que fez o curso todo sem recurso à internet) quando ele estava nas Caldas e eu em Coimbra, encontrámo-nos para debater ideias e estruturar o que queríamos fazer dali. E fizemos.
Do dia, em concreto, lembro-me que ele já se encontrava no bar das Letras (que ele tão bem conhecia, de outras andanças) quando cheguei. Da aula, lembro-me de mim e dele. Do gozo que foi poder trocar ideias com quem sabia do que eu falava, tanto como daquilo de que estava ali para falar. Havia um grupo de trabalho, mas (desculpem-me!) não me recordo por quem era formado. Houve discussão, debate, interesse. O cruzamento entre a Economia e a Filosofia foi feito, chegando ele a afirmar que aprendeu mais de Economia por meio da Filosofia do que propriamente nos bancos da faculdade.
Houve Parabéns no fim, que partilhei com ele. E aconteceu, muitos anos mais tarde, um livro, resultado da sua tese de Mestrado em Ciências Empresariais:

Nela, da sua leitura, reconheço o cerne do que tratámos naquele aula, com aquele trabalho: trata-se de uma obra que, sob o mote de Persuadir para Agir (daí o persu-acção), se propõe a reflectir sobre o muito que a Filosofia tem a dizer no que concerne à Gestão de Empresas. E consegue-o. De forma brilhante. E arrojada, ou não fosse ele quem é.
Sobre o livro, proponho-me a fazer uma abordagem mais específica, num outro post (que este já vai longo, mas isto das paixões é como as cerejas, já se sabe...). Deixo-vos com um esboço (e não uma digitalização, que a modernice do scanner ainda não chegou cá a casa) da dedicatória que me escreveu, quando mo enviou. Porque há imagens que...

Ana Andrade
Filha da Maria Augusta
Blog Câimbras Mentais
Passo a explicar.
Tive a sorte de ter como Professor de Epistemologia Geral, logo no primeiro ano do curso de Filosofia (e, mais tarde, no 3.º ano, de Filosofia Moderna, área em que é especialista), um Senhor chamado João Maria de Ascenso André. Mais tarde, viria a trabalhar, sob a sua batuta, na equipa de Produção do Teatro Académico de Gil Vicente, aquando do seu mandato como Director dessa instituição. Trata-se de um homem cujos interesses são vários, o que sempre me maravilhou: da agricultura ao teatro (dele, vi a mais mágica encenação d'O Principezinho, pela Bonifrates), das jantaradas com os alunos à poesia e à Filosofia de rigor. É autor de inúmeras obras, artigos e ensaios e, grande como só ele o soube ser sempre, abdicou de umas aulas para nos explicar como funcionava a Faculdade e o Instituto de Estudos Filosóficos, para nos ensinar técnicas de investigação (mal sabia eu que viria a utilizar os seus ensinamentos numa das cadeiras que leccionarei para o ano, na UCP) e os vários graus de um professor universitário, entre outras pérolas, que toda a gente parte do princípio que sabemos, mas nem por isso.
Um dia, lançou-nos um repto: fazer um trabalho de grupo sobre Ideologia, Ciência e Poder numa qualquer área do saber. Ainda sem grupo formado, soube o que queria: Economia! Houve surpresa na turma, porque todos esperavam que utilizasse a minha ligação ao Direito, mas na minha cabeça um nome pairava: Paulo Moura.
Paulo Moura era um licenciado pela FEUC em Economia, havia sido docente de Contabilidade Analítica ainda na Faculdade de Economia e no ISCAP e fora coordenador do "Centro Portugal Economia", suplemento do Diário de Coimbra. Mas, mais do que isso tudo, trabalhava como CEO, com a minha mãe e com o meu irmão, numa empresa que fez renascer das cinzas (e que às cinzas voltou, por mãos de incompetentes que should have known better, porque aprenderam com ele) nas Caldas da Raínha, bem como noutra, em Coimbra. Eu partilhara com ele a mesa a algumas refeições e sempre me cativara a causticidade das suas afirmações, a auto-imposição de ausência de quaisquer limites e, acima de tudo, o modo como levava avante, com pulso de ferro e muito humor, os seus projectos. Ouvia falar dele na sua ausência e habituei-me a admirar aquilo que eu considerava um homem anormal. Sim, anormal. Diferente, visionário, rigoroso, radical (no sentido de ir ao fundo das questões, à raiz de tudo). Um filósofo.
Vim a saber que o modo como o adjectivava não era disparatado (it takes one to recognise another): a sua ligação à Filosofia, mais do que por afinidade (que o era!), sentia-se epidérmica. O pensamento crítico, a atitude autónoma, o destemor no questionamento corriam-lhe nas veias, a toda a brida.
Por isso, Economia, era o que seria, tanto mais que o objectivo era trazer convidados à apresentação do trabalho e debater com eles o cruzamento entre a Filosofia e a sua área de trabalho. E foi brilhante, desde o início: trocámos faxes (sim, sou daquelas que fez o curso todo sem recurso à internet) quando ele estava nas Caldas e eu em Coimbra, encontrámo-nos para debater ideias e estruturar o que queríamos fazer dali. E fizemos.
Do dia, em concreto, lembro-me que ele já se encontrava no bar das Letras (que ele tão bem conhecia, de outras andanças) quando cheguei. Da aula, lembro-me de mim e dele. Do gozo que foi poder trocar ideias com quem sabia do que eu falava, tanto como daquilo de que estava ali para falar. Havia um grupo de trabalho, mas (desculpem-me!) não me recordo por quem era formado. Houve discussão, debate, interesse. O cruzamento entre a Economia e a Filosofia foi feito, chegando ele a afirmar que aprendeu mais de Economia por meio da Filosofia do que propriamente nos bancos da faculdade.
Houve Parabéns no fim, que partilhei com ele. E aconteceu, muitos anos mais tarde, um livro, resultado da sua tese de Mestrado em Ciências Empresariais:

Nela, da sua leitura, reconheço o cerne do que tratámos naquele aula, com aquele trabalho: trata-se de uma obra que, sob o mote de Persuadir para Agir (daí o persu-acção), se propõe a reflectir sobre o muito que a Filosofia tem a dizer no que concerne à Gestão de Empresas. E consegue-o. De forma brilhante. E arrojada, ou não fosse ele quem é.
Sobre o livro, proponho-me a fazer uma abordagem mais específica, num outro post (que este já vai longo, mas isto das paixões é como as cerejas, já se sabe...). Deixo-vos com um esboço (e não uma digitalização, que a modernice do scanner ainda não chegou cá a casa) da dedicatória que me escreveu, quando mo enviou. Porque há imagens que...
Ana Andrade
Filha da Maria Augusta
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junho 20, 2009
«Cânticos de Zomba e Zurzimento»


Mensagem do meu mais-até-que-amigo OrCa:
"Amizades,
Estou a anunciar-vos o lançamento do meu próximo livro… ia dizer de poemas, mas prefiro deixar ao vosso critério se, na verdade, se trata de um tão elevado exercício literário.
Coligidas entre 2003 e 2009, situações diversas que foram contribuindo para o estado em que estamos, sugeriram-me olhares críticos, sobre aspectos da vida política e social, que agrupei nesta obra a que chamei Cânticos de Zomba e Zurzimento, óbvio arremedo das nossas queridas cantigas de escárnio e maldizer, onde fui colher o espírito e a ousadia.
Tentei não olhar a gregos nem a troianos nas alfinetadas desferidas, mas tão-só reservar-me o direito inalienável do cidadão atento quanto baste no superior usufruto das suas liberdades de opinião e de expressão, que tenho exercido em cada fórum onde a oportunidade se me depare.
Por laços diversos a que voluntariamente me fidelizo, optei por fazer o seu lançamento nas Caldas da Rainha. A data e local: o próximo dia 27 de Junho (sábado), pelas 15h30, na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha.
Para a organização do evento contei com o prestimoso e inestimável envolvimento da sua Comunidade de Leitores, inexcedíveis nos desvelos e nos cem mil passos para que tudo corra de feição.
Conto, também, com a amizade da historiadora e escritora Gabriela Morais, que me honrará com a apresentação do meu livro. E, uma vez mais, com a minha editora, a Apenas Livros, com quem o afecto já fez perder largamente de vista a mera relação comercial.
Para a capa contei com a criatividade do meu filho Alexandre Castro.
Enriquecendo o lançamento, contarei, ainda, com as participações especiais de uma jovem violinista, Beatriz Lourenço Morais, e do escritor, poeta, jornalista, Pedro Laranjeira.
Conto, ainda, com todos vós, uma vez mais e sempre, para o bom sucesso deste evento.
Lá vos darei o abraço que aqui vos deixo.
Jorge Castro"
junho 14, 2009
Mais um verso para a «Chula da Educação»
Apregoam por aí: "5.800 militares da GNR envolvem-se nesta fase do ano lectivo, guardando e transportando provas, numa das maiores operações da guarda a nível nacional".
O que não dizem: o professor a quem cabe corrigir as provas tem que ir buscá-las ao agrupamento de exames (por exemplo, no caso de Pombal - exemplo aleatório - têm que ir buscar as provas a Leiria). Por seus próprios meios e ficando tudo sob sua exclusiva responsabilidade. Nem meio GNR para amostra. Se uma prova se extravia? Valha-o Nossa Senhora da Grela, que não há santa como ela. É que o Ministério da Educação nem um seguro paga.
Até quando os professores permitirão esta «Chula da Educação»?
O que não dizem: o professor a quem cabe corrigir as provas tem que ir buscá-las ao agrupamento de exames (por exemplo, no caso de Pombal - exemplo aleatório - têm que ir buscar as provas a Leiria). Por seus próprios meios e ficando tudo sob sua exclusiva responsabilidade. Nem meio GNR para amostra. Se uma prova se extravia? Valha-o Nossa Senhora da Grela, que não há santa como ela. É que o Ministério da Educação nem um seguro paga.
Até quando os professores permitirão esta «Chula da Educação»?
Vamos dar cabo dele?...
Deliciem-se (e preocupem-se) com esta versão portuguesa do filme/documentário «Home» do realizador francês Yann Arthus-Bertrand:

«O Mundo é a nossa casa»
Este filme (com quase duas horas) é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.

«O Mundo é a nossa casa»
Este filme (com quase duas horas) é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.
maio 27, 2009
Alguém tem dúvidas?
"Se se fossem esmiuçar as coisas, era o colapso da banca Portuguesa"
Oliveira Costa
ontem na comissão de inquérito no Parlamento
Oliveira Costa
ontem na comissão de inquérito no Parlamento
maio 24, 2009
The Zeitgeist Movement
Sugestão do Jorge Castro:
"Outra forma de ver as coisas... - Obrigatório ver para quem quer saber da crise!
Envio um Site com dois filmes interessantes (um de 2007 e outro de 2008), que versam temas que nos ajudarão a entender o mundo à nossa volta.
Algo que nos faz, seguramente, pensar.
E preparem-se pois a coisa é demorada, ainda que merecedora de atenção."

Zeitgeist, The Movie
[ RELEASED 25/6/2007 ]
Duração: 2h02m
(versão com legendagem em português)

Zeitgeist, Addendum
[ RELEASED 2/10/2008 ]
Duração: 2h03m
(versão com legendagem em português)
Página com informação em português sobre o movimento Zeitgeist
"Outra forma de ver as coisas... - Obrigatório ver para quem quer saber da crise!
Envio um Site com dois filmes interessantes (um de 2007 e outro de 2008), que versam temas que nos ajudarão a entender o mundo à nossa volta.
Algo que nos faz, seguramente, pensar.
E preparem-se pois a coisa é demorada, ainda que merecedora de atenção."

Zeitgeist, The Movie
[ RELEASED 25/6/2007 ]
Duração: 2h02m
(versão com legendagem em português)

Zeitgeist, Addendum
[ RELEASED 2/10/2008 ]
Duração: 2h03m
(versão com legendagem em português)
Página com informação em português sobre o movimento Zeitgeist
maio 13, 2009
A economia a funcionar
Numa pequena vila em que nada de especial acontece, a crise sente-se. Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dívidas.Subitamente, um rico turista entra no pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100 € sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.
O dono do hotel pega na nota de 100€ e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100€.
O talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100€ que devia há algum tempo.
Este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne que por sua vez corre a entregar os 100€ a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito.
Esta recebe os 100€ e corre ao hotel a quem devia 100€ pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.
Neste momento o turista desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100€. Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido. Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e agora a população desta vila já encara o futuro com optimismo.
(recebido por e-mail)
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