Lembram-se daquela lenga-lenga de
O Pintinho Piu? Experimentem lá cantarolá-la com uma letra mais pós-moderna, que me ocorreu no meio de um telejornal:
Portugal tinha um
presidente
Portugal tinha um presidente
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
No (des)governo havia um Coelho
No (des)governo havia um Coelho
E o Coelho taxava e o
presidente nem pio
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
E havia um Portas que era
irrevogável
E havia um Portas que era
irrevogável
E o Portas aldrabava e o
Coelho taxava
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
Tinha um Seguro na
oposição
Tinha um Seguro na
oposição
Mas o Seguro era inseguro
e o Portas aldrabava
E o Coelho taxava e o
presidente nem pio
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
E a malta nova toda
emigrava
E a malta nova toda
emigrava
E a malta fugia porque o Seguro
era inseguro
E o Portas aldrabava e o
Coelho taxava
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
E o país todo empobrecia
E o país todo empobrecia
E a economia desaparecia e
a malta fugia
E o Seguro era inseguro e
o Portas aldrabava
E o Coelho taxava e o
presidente nem pio
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
Mas Portugal tinha a
selecção
Mas Portugal tinha a
selecção
E a selecção não jogava e
a economia desaparecia
E a malta fugia e o Seguro
era inseguro
E o Portas aldrabava e o
Coelho taxava
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
Lá bem longe havia um
Barroso
Lá bem longe havia um
Barroso
E o Barroso governou-se e
a selecção não jogava
E a economia desaparecia e
a malta fugia
E o Seguro era inseguro e
o Portas aldrabava
E o Coelho taxava e o
presidente nem pio
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
E havia um Conselho de
Estado
E havia um Conselho de
Estado
Mas o Estado não estava e
o Barroso governou-se
E a selecção não jogava e
a economia desaparecia
E a malta fugia e o Seguro era inseguro
E o Portas aldrabava e o
Coelho taxava
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
Com tudo isto o povo nem
votava
Com tudo isto o povo nem
votava
E o povo lixou-se porque o
Estado não estava
E o Barroso governou-se e
a selecção não jogava
E a economia desaparecia e
a malta fugia
E o Seguro era inseguro e
o Portas aldrabava
E o Coelho taxava e o
presidente nem pio
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
Sem dinheiro lá fomos à
troika
Sem dinheiro lá fomos à
troika
Mas a troika é chupista e
o povo lixou-se
Porque o Estado não estava
e o Barroso governou-se
E a selecção não jogava e
a economia desaparecia
E a malta fugia e o Seguro
era inseguro
E o Portas aldrabava e o
Coelho taxava
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
E hoje estamos sem país
nem cheta
E hoje estamos sem país
nem cheta
E nem temos a chupeta
porque a troika é chupista
E o povo lixou-se porque o
Estado não estava
E o Barroso governou-se e
a selecção não jogava
E a economia desaparecia e
a malta fugia
E o Seguro era inseguro e
o Portas aldrabava
E o Coelho taxava e o
presidente nem pio
E o presidente nem pio, o
presidente nem pio
Amanhã vou abrir os olhos
Amanhã vou abrir os olhos
Mas hoje talvez não, hoje
talvez não
Hoje talvez não..., amanhã
Eu vou…