são um protótipo de urnas eleitorais
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setembro 27, 2015
setembro 24, 2015
«Re-flexão» - António Pimpão

Fala-se muito sobre o assunto mas nada se diz de sério, de inequívoco, procurando uns aligeirar as consequências da situação e, outros, pintá-la de negro.
Não vi, ainda, qualquer jornalista abordar o assunto em termos pedagógicos, para que possamos seguir o fio à meada.
O que tenho lido e ouvido é, sobretudo, muita mistificação.
Vou procurar transmitir o que sei sobre o assunto.
Com a promulgação da Lei 55-A/2010, de 31 de dezembro, conhecida por Lei do Orçamento do Estado (para 2011), o governo criou um novo imposto sobre a banca designado de Contribuição sobre o Sector Bancário (art.º 141.º da referida Lei).
Este imposto não foi, naturalmente, bem aceite pela Associação de Bancos e incide sobre o passivo dos bancos, a uma taxa variável entre 0,01 a 0,05% desse passivo.
Trata-se de um imposto e, como tal, constitui receita fiscal, a par do IVA ou do IRS.
Ao contrário dos restantes impostos, este não se destina a ser gasto nos encargos gerais da nação. Ao invés, é integrado num fundo, o Fundo de Resolução, gerido por uma administração no âmbito do Banco de Portugal.
Este Fundo de Resolução visa apoiar financeiramente as instituições bancárias que entrem em dificuldades.
Questão: quando este fundo aplica o seu dinheiro – proveniente dos nossos impostos – no apoio a bancos em dificuldades (como foi o caso do BES/Novo Banco) está a empresta-lo ou está a investi-lo?
O Primeiro Ministro, para dourar a pílula, defende que se trata de um mero empréstimo e, por isso, não é um gasto. Os organismos estatísticos nacionais (INE) e da união europeia (Eurostat, pelo contrário, consideram que se trata de uma aplicação, um investimento, e, como tal, da mesma forma que a sua cobrança é uma receita de impostos também a sua aplicação é uma despesa para efeitos orçamentais. E, para efeitos estatísticos, esta despesa corresponde à quantia aplicada, deduzida daquela que for recuperada no prazo de um ano (este prazo é, naturalmente, uma convenção). Isto explica a pressa com que o governo procurou vender o Novo Banco, pois dessa forma a despesa seria menor, ou seja, seria de 4,9 milhões de euros menos o valor da venda do banco. Mas sabia que a operação afetaria o deficit de 2014 (ano da aplicação), tanto mais quanto mais baixa fosse a venda. Como não se vendeu, todo o dinheiro aplicado foi incluído no deficit.
Embora aparentado, o dinheiro aplicado pelo Fundo de Resolução no Novo Banco não é um empréstimo, pois se trata de gastar dinheiro dos impostos. Empréstimo, aí, sim, é o que fez o governo ao Fundo de Resolução para que este pudesse capitalizar o banco com 4,9 milhões de euros, tendo, até então, e desde 2011, juntado apenas menos de um milhão de euros.
Também há quem culpabilize o INE (Instituto Nacional de Estatística) por só agora, a poucos dias das eleições, ter divulgado o agravamento do defict de 2014, gerando um ruído desfavorável na campanha. A verdade é que não podia ter agido de outra maneira, a partir do momento em que o governo tentou alienar o banco antes de ter decorrido um ano sobre a sua criação, porquanto a quantia a registar no deficit estava dependente do valor da alienação, como dito atrás.
É um facto que o agravamento do deficit em 2014 não prejudica em nada o deficit de 2015, na medida em que se tratou de uma situação extraordinária, irrepetível. A menos que seja necessário injetar mais dinheiro do Fundo de Resolução no Novo Banco.
António Pimpão
setembro 22, 2015
60 € por dia?... quem me dera ser grego!
O que eu acho extraordinário - verdade, ainda acho... - é esta coisa extraordinária de um Passos e outros descaminhos dizerem, extraordinariamente e perante uma nova eleição em que o Syriza obtém a maioria - contra as abençoadas sondagens, note-se... - que, «felizmente», nós não somos a Grécia!!!
A Gécia onde, vejam lá, o vulgar cidadão apenas pode levantar 60 € por dia nas caixas multibanco!!!!
Eu sei que já muita gente falou nisto, mas deixem-me lá falar eu, outra vez: 60 € por dia? São, se não me falha a calculadora, cerca de 1.800 € por mês...
Vá, confessem lá: quantos de vocês é que podem levantar 1.800 € por mês nas caixas multibanco? É que eu não posso... e dizem-me que pertenço à classe média (remediada, pelo menos - para quem tiver muitas dúvidas posso sempre remeter, a pedido, uma cópia do meu vencimento, com os 50% limpinhos e direitinhos para o Estado).
Felizmente que nós não somos a Grécia?!
Ora, com vossa licença, vão berdamerda!
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Escândalo da Volkswagen. A ponta do Iceberg?
´
O último escândalo que tem a empresa de referência Alemã, a Volkswagen, em epicentro, pode muito bem ser apenas um início do desmontar de um novelo com ramificações incalculáveis.
Habituados que estamos a ver na chamada "locomotiva" da economia Europeia, uma bitola de comportamentos em que o rigor aparece como a espinha dorsal, é-nos lícito colocar todo um rol de interrogações.
Podemos dizer que uma empresa não é um país.
Pois é. Mas a Volkswagen é tão só a maior empresa Alemã, é a cara da qualidade e do rigor que o país criou e exportou para todo o mundo, e se a empresa resolve arriscar o seu prestígio numa batota sofisticada, é porque apenas essa batota lhe poderia dar a vantagem competitiva de que estaria a carecer.
O que nos levanta outras suspeitas.
Uma breve investigação dá-nos outras respostas e abre outras perguntas, outras suspeitas.
Assim, descobre-se que a Volkswagen foi autuada no passado recente (Janeiro 2014) em outra multa milionária, por graves irregularidades nas linhas de produção no Brasil.
No mesmo ano, em Setembro, foi na China, e por razões que se prendiam mais com corrupção e controlo de preços.
Este ano 2015, conheceu mais um processo em que 107 concessionários de diversas marcas foram autuados em 40 milhões por manobras de controlo de mercado, tudo orquestrado pela empresa-mãe: a Volkswagen!
Mais casos haverá, mas basta-nos estas três referências para que possamos extrapolar e parar para pensar.
Interrogação:
As contas públicas Alemãs, estarão afinal assim tão saudáveis?
Que manobras sofisticadas, engenharias financeiro-informáticas e outras, terão feito com que a Alemanha apresentasse as contas sempre dentro dos parâmetros que afinal eles mesmo estabeleceram?
Que direito tiveram eles de massacrar os parceiros da União Europeia apenas por causa de uma relação entre custos e receitas?
Que legitimidade terão os governantes submissos a impor ditames rigorosos, se afinal os lhes que exigem rigor, só o conseguem a custo do martelar de dados?
A investigação que agora irá encetar-se, vai fazer certamente fazer rolar muitas cabeças.
Ou não.
Talvez role apenas a do mecânico e que apertou a última porca da centralina do carro, algures numa linha de montagem por essas terras da Alemanha.
Quem sabe. Se calhar Português, emigrado em consequência da falta de rigor das contas públicas do seu país e que lhe fizeram fechar a pequena oficina que o seu pai, também mecânico lhe tinha deixado em herança...
O último escândalo que tem a empresa de referência Alemã, a Volkswagen, em epicentro, pode muito bem ser apenas um início do desmontar de um novelo com ramificações incalculáveis.Habituados que estamos a ver na chamada "locomotiva" da economia Europeia, uma bitola de comportamentos em que o rigor aparece como a espinha dorsal, é-nos lícito colocar todo um rol de interrogações.
Podemos dizer que uma empresa não é um país.
Pois é. Mas a Volkswagen é tão só a maior empresa Alemã, é a cara da qualidade e do rigor que o país criou e exportou para todo o mundo, e se a empresa resolve arriscar o seu prestígio numa batota sofisticada, é porque apenas essa batota lhe poderia dar a vantagem competitiva de que estaria a carecer.
O que nos levanta outras suspeitas.
Uma breve investigação dá-nos outras respostas e abre outras perguntas, outras suspeitas.
Assim, descobre-se que a Volkswagen foi autuada no passado recente (Janeiro 2014) em outra multa milionária, por graves irregularidades nas linhas de produção no Brasil.
No mesmo ano, em Setembro, foi na China, e por razões que se prendiam mais com corrupção e controlo de preços.
Este ano 2015, conheceu mais um processo em que 107 concessionários de diversas marcas foram autuados em 40 milhões por manobras de controlo de mercado, tudo orquestrado pela empresa-mãe: a Volkswagen!
Mais casos haverá, mas basta-nos estas três referências para que possamos extrapolar e parar para pensar.
Interrogação:
As contas públicas Alemãs, estarão afinal assim tão saudáveis?
Que manobras sofisticadas, engenharias financeiro-informáticas e outras, terão feito com que a Alemanha apresentasse as contas sempre dentro dos parâmetros que afinal eles mesmo estabeleceram?
Que direito tiveram eles de massacrar os parceiros da União Europeia apenas por causa de uma relação entre custos e receitas?
Que legitimidade terão os governantes submissos a impor ditames rigorosos, se afinal os lhes que exigem rigor, só o conseguem a custo do martelar de dados?
A investigação que agora irá encetar-se, vai fazer certamente fazer rolar muitas cabeças.Ou não.
Talvez role apenas a do mecânico e que apertou a última porca da centralina do carro, algures numa linha de montagem por essas terras da Alemanha.
Quem sabe. Se calhar Português, emigrado em consequência da falta de rigor das contas públicas do seu país e que lhe fizeram fechar a pequena oficina que o seu pai, também mecânico lhe tinha deixado em herança...
setembro 16, 2015
Sai um pires de plafonamento para a mesa do canto!
Na mesa do cidadão:
- Então aqui o que vai ser?
- Olhe, arranje uma reforma que respeite a minha carreira contributiva, com pouco açúcar.
- Ah, isso não temos. Mas temos plafonamento vertical ou plafonamento horizontal.
- E o senhor qual recomenda?
- Para mim é igual, mas só depois de 4 de outubro é que começamos a servi-los. Dependerá do patrão.
- Bem, venha um. Por favor, aqueça no micro-ondas!
- Isso é que não dá. Eles são servidos a frio e sem anestesia. O custo da energia e do aparelho será para dar às seguradoras e mutualistas.
- Então deixe estar. E diga a qualquer um dos seus patrões para meter o plafonamento no ...
- Então aqui o que vai ser?
- Olhe, arranje uma reforma que respeite a minha carreira contributiva, com pouco açúcar.
- Ah, isso não temos. Mas temos plafonamento vertical ou plafonamento horizontal.
- E o senhor qual recomenda?
- Para mim é igual, mas só depois de 4 de outubro é que começamos a servi-los. Dependerá do patrão.
- Bem, venha um. Por favor, aqueça no micro-ondas!
- Isso é que não dá. Eles são servidos a frio e sem anestesia. O custo da energia e do aparelho será para dar às seguradoras e mutualistas.
- Então deixe estar. E diga a qualquer um dos seus patrões para meter o plafonamento no ...
setembro 11, 2015
«plafonamento» vertical...?
Estou confuso...
Passos Coelho, no debate com António Costa - que lhe correu mal (o debate e o António Costa) -, saiu-se com uma tirada, tentando comparar a «sua» proposta de novo esquema para a Segurança Social com o proposto pelo PS, que me deixou algo atordoado: o PS apresentaria, segundo ele, um «plafonamento» vertical, ao contrário do do PAF que seria horizontal...
Sabemos da dificuldade interpretativa em relação ao economês que vamos ouvindo, mas ele há conceitos que ultrapassam liminarmente a capacidade de discernimento do eleitor mais comum. Vejamos:
O dito «plafonamento» vem do francês plafond, não é? Que quer dizer tecto, não é? É.
Então o «plafonamento» vertical há-de ser, benza-os deus e a bem dizer, uma parede, não será? É que um tecto vertical, eu cá não estou a ver bem como seja...
Estou confuso...
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setembro 10, 2015
Radicais livres.
Foi
descoberto, e aqui revelado, o mapa que prova o plano de invasão de
alguns países europeus por um grupo de radicais lusitanos. Aconteceu
essencialmente depois de 2009 e a leva de 'refugiados' radicais dava
pelo nome de 'jovens desempregados a sair da situação de conforto'. O
número rondou os 70.000 radicais. Tiveram sorte de não ter de passar
pela Hungria nem de atravessar o Mediterrâneo, mas sabe-se que quase
todos viajaram na Ryanair e na Easyjet!
setembro 09, 2015
Breve reflexão a caminho das presidenciais
Verdade verdadeira como punhos é o estarmos a dever fundamentalmente
às perturbações gástricas do PS o termos vivido 10 anos com a abencerragem
que nos ocupa Belém.
Estaremos recordados do tiroteio cerrado do PS contra a
candidatura de Manuel Alegre que conduziu a esta presidência errática, abstrusa
e ausente que nos calhou em sorte.
Agora, quando se desenha uma nova e tão credível lufada de
ar fresco, já uma seitinha partidária acorre, pressurosa e alvoroçada, a clamar
que também eles têm uma candidatazinha que se candidatará contra a tal candidatura
credível que vai evoluindo no terreno.
setembro 04, 2015
pensamento do dia: os efes que nos... lixam
Ele havia o Fado;
Ele havia o Futebol;
Ele havia Fátima...
alguns, mais alarvemente, diziam que quando estres três efes não chegavam para manter o povinho calmo e sereno, então F...iam-se.
Nesta era pós-moderna, cheia de «inovações» acabrunhantes, cá nos chegou o efe dos passos perdidos e das portas fechadas:
Festivais
... que servem exactissimamente para o mesmo grande adormecimento e anestesia das massas. E as massas aderem, que nem post-its. Haja saúdinha e, de preferência, da boa.
Por estas e por outras é que, quando alguém me fala do elevado custo dos livros, me dá logo vontade de estrangular o gajo!
agosto 06, 2015
agosto 04, 2015
julho 31, 2015
julho 30, 2015
«Acordo ortográfico» - Maria Clara Assunção
acompanhando a forma como as pessoas realmente falam .
Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a
mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros .
Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas.
É um fato que não se pronunciam .
Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se ?
O que estão lá a fazer ?
Aliás, o qe estão lá a fazer ?
Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade .
Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra .
Porqe é qe "assunção" se escreve com "ç" "ascensão" se escreve com "s" ?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome.
Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o "ç".
Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o "ç" e o substitua por um simples "s" o qual passaria a ter um único som .
Como consequência, também os "ss" deixariam de ser nesesários já qe um "s" se pasará a ler sempre e apenas "s" .
Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas,designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar.
Claro, "uzar", é isso mesmo, se o "s" pasar a ter sempre o som de "s" o som "z" pasará a ser sempre reprezentado por um "z".
Simples não é? se o som é "s", escreve-se sempre com s. Se o som é "z" escreve-se sempre com "z" .
Quanto ao "c" (que se diz "cê" mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de "q") pode, com vantagem, ser substituído pelo "q". Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras.
Nada de "k" .Ponha um q.
Não pensem qe me esqesi do som "ch".
O som "ch" será reprezentado pela letra "x".
Alguém dix "csix" para dezinar o "x"? Ninguém, pois não?
O "x" xama-se "xis".
Poix é iso mexmo qe fiqa.
Qomo podem ver, já eliminámox o "c", o "h", o "p" e o "u" inúteix, a tripla leitura da letra "s" e também a tripla leitura da letra "x".
Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex.
Não, não leiam "simpléqs", leiam simplex.
O som "qs" pasa a ser exqrito "qs" u qe é muito maix qonforme à leitura natural.
No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente .
Vejamox o qaso do som "j".
Umax vezex excrevemox exte som qom "j" outrax vezex qom "g"- ixtu é lójiqu?
Para qê qomplicar?!
Se uzarmox sempre o "j" para o som "j" não presizamox do "u" a segir à letra "g" poix exta terá, sempre, o som "g" e nunqa o som "j".
Serto?
Maix uma letra mud a qe eliminamox.
É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem!
Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex?
Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?
Outro problema é o dox asentox.
Ox asentox só qompliqam !
Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox .
A qextão a qoloqar é: á alternativa ?
Se não ouver alternativa, pasiênsia.
É o qazo da letra "a".
Umax vezex lê-se "á", aberto, outrax vezex lê-se "â", fexado .
Nada a fazer.
Max, em outrox qazos, á alternativax .
Vejamox o "o": umax vezex lê-se "ó", outrax lê-se "u" e outrax, lê-se "ô".
Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso!
qe é qe temux o "u"?
Se u som "u" pasar a ser sempre reprezentado pela letra "u" fiqa tudo tão maix fásil!
Pur seu lado, u "o" pasa a suar sempre "ó", tornandu até dexnesesáriu u asentu.
Já nu qazu da letra "e", também pudemux fazer alguma qoiza : quandu soa "é", abertu, pudemux usar u "e".
U mexmu para u som "ê" .
Max quandu u "e" se lê "i", deverá ser subxtituídu pelu "i".
I naqelex qazux em qe u "e" se lê "â" deve ser subxtituidu pelu "a".
Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.
Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u "til" subxtituindu, nus ditongux, "ão" pur "aum", "ães" - ou melhor "ãix" - pur "ainx" i "õix" pur "oinx".
Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.
Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu
mundu.
Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?...
I porqe naum?...
Maria Clara Assunção
Blog «A Biblioteca de Jacinto»
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julho 28, 2015
«Dívidas» - Crónica de José Luís Peixoto
Quanto devemos aos bombeiros voluntários? Enquanto estamos aqui, preocupados com os nossos assuntos, a tratarmos daquilo que nos diz respeito, eles estão disponíveis para serem arrancados da sua vida e colocados à frente de chamas, incêndios que não foram ateados por eles, a arrasarem propriedades que não lhes pertencem. É domingo à tarde, por exemplo, e, de repente, estão num carro a alta velocidade, arrastam uma sirene desesperada ao longo do caminho. Encontram aflição quando chegam, desenrolam uma mangueira áspera e respiram golfadas de fumo que lhes mascarra as faces. Passam horas assim e, no final de tudo, a sua recompensa será assistir à desolação de um campo negro e, talvez, beber de um pacote de leite oferecido por alguém.
Há bombeiros voluntários que morrem durante esse trabalho. Quanto devemos à sua memória? Quanto devemos às famílias desses bombeiros mortos? Agora, onde estiverem, sentem a sua ausência em todos os dias. São pais, filhos, maridos, mulheres, irmãos que imaginam como seria a vida daqueles que perderam, imaginam-nos com idades que nunca chegarão a ter.
Quanto devemos aos técnicos do INEM? Quanto devemos aos enfermeiros? Quanto devemos às pessoas que recebem os doentes nas urgências dos hospitais? São poucos os que têm paciência de preencher os papéis, mas os papéis precisam de ser preenchidos.
Quanto devemos aos professores? Não sabem onde vão trabalhar para o ano, não sabem se terão trabalho. Quanto devemos aos jovens em cubículos de call-centers? Quanto devemos aos estagiários não remunerados? Quanto devemos aos vendedores com excesso de habilitações? Quanto devemos aos desempregados?
Quanto devemos aos músicos? Depois de aprenderem a tocar, passam anos a fazê-lo de borla para nosso divertimento e, garantem-lhes, para mostrar o seu trabalho. Ao fim da noite, entre o público, poucos considerarão trabalho aquilo que eles fizeram. E quanto devemos aos bailarinos? Quanto devemos às bailarinas? Quanto devemos às atrizes? De repente, colocam-nas no centro de todos os olhares, de todos os julgamentos, a troco de uma oportunidade. Uma oportunidade de quê? Uma oportunidade de uma oportunidade. Serão velhas e terão a mesma maquilhagem. Quanto devemos a todos os que trabalham para que exista teatro e cinema neste país?
Quanto devemos aos desportistas das chamadas modalidades amadoras? Levam o equipamento na mochila, vão para o treino depois do trabalho, chegam tarde a casa. Os fins-de-semana são pequenos, acabam depressa. E quanto devemos aos atletas paralímpicos? Com muita probabilidade, quando os jogos forem notícia, havemos de contar medalhas de modalidades que desconhecemos e teremos moral para exigir; diremos cinco ou seis, sem nos lembrarmos que, atrás de cada uma, está o esforço contínuo de alguém durante anos.
Já que falamos nisso, quanto devemos àqueles que têm mobilidade reduzida e que não podem sair de casa? Não há rampas, há carros estacionados em cima de passeios com buracos, não há dinheiro para comprar a cadeira de rodas adequada. São prisioneiros sem culpa formada, sem acusação, sem julgamento. Foram condenados a prisão domiciliária. Não há data marcada para o fim da sua pena.
Quanto devemos aos guardas prisionais? Estão agora atrás de muros, rodeados de ameaças. Quanto devemos aos homens do lixo? Queixamo-nos do barulho que fazem quando recolhem o nosso próprio lixo. Não queremos ser incomodados, estamos a repousar. Quanto devemos às mulheres-a-dias? Havemos de culpá-las se desaparecer alguma coisa. Quanto devemos aos coveiros?
E quanto devemos aos credores internacionais? Definiram juros e emprestaram aquilo de que não precisavam a outros que estavam aqui e que se retiraram na hora de pagar. Ficámos cá nós, não temos para onde ir. A propósito, quanto devemos àqueles que emigraram? Deixaram a família contra a sua vontade. Vimo-los partir. Sentimos a sua falta.
Afinal, quanto devemos aos bancos e às instituições económicas internacionais? Nunca lidámos com elas. Os acordos foram feitos em nosso nome mas, tantas vezes, sem o nosso conhecimento. Enquanto isso acontecia, estávamos a viver, acreditando que contribuíamos para a construção, dignidade e prosperidade do país a que pertencemos. Quanto devemos a nós próprios?
Não se trata de não pagar as nossas dívidas, trata-se de saber a quem devemos.
José Luís Peixoto
in revista Visão (23 Julho 2015)
Há bombeiros voluntários que morrem durante esse trabalho. Quanto devemos à sua memória? Quanto devemos às famílias desses bombeiros mortos? Agora, onde estiverem, sentem a sua ausência em todos os dias. São pais, filhos, maridos, mulheres, irmãos que imaginam como seria a vida daqueles que perderam, imaginam-nos com idades que nunca chegarão a ter.
Quanto devemos aos técnicos do INEM? Quanto devemos aos enfermeiros? Quanto devemos às pessoas que recebem os doentes nas urgências dos hospitais? São poucos os que têm paciência de preencher os papéis, mas os papéis precisam de ser preenchidos.
Quanto devemos aos professores? Não sabem onde vão trabalhar para o ano, não sabem se terão trabalho. Quanto devemos aos jovens em cubículos de call-centers? Quanto devemos aos estagiários não remunerados? Quanto devemos aos vendedores com excesso de habilitações? Quanto devemos aos desempregados?
Quanto devemos aos músicos? Depois de aprenderem a tocar, passam anos a fazê-lo de borla para nosso divertimento e, garantem-lhes, para mostrar o seu trabalho. Ao fim da noite, entre o público, poucos considerarão trabalho aquilo que eles fizeram. E quanto devemos aos bailarinos? Quanto devemos às bailarinas? Quanto devemos às atrizes? De repente, colocam-nas no centro de todos os olhares, de todos os julgamentos, a troco de uma oportunidade. Uma oportunidade de quê? Uma oportunidade de uma oportunidade. Serão velhas e terão a mesma maquilhagem. Quanto devemos a todos os que trabalham para que exista teatro e cinema neste país?
Quanto devemos aos desportistas das chamadas modalidades amadoras? Levam o equipamento na mochila, vão para o treino depois do trabalho, chegam tarde a casa. Os fins-de-semana são pequenos, acabam depressa. E quanto devemos aos atletas paralímpicos? Com muita probabilidade, quando os jogos forem notícia, havemos de contar medalhas de modalidades que desconhecemos e teremos moral para exigir; diremos cinco ou seis, sem nos lembrarmos que, atrás de cada uma, está o esforço contínuo de alguém durante anos.
Já que falamos nisso, quanto devemos àqueles que têm mobilidade reduzida e que não podem sair de casa? Não há rampas, há carros estacionados em cima de passeios com buracos, não há dinheiro para comprar a cadeira de rodas adequada. São prisioneiros sem culpa formada, sem acusação, sem julgamento. Foram condenados a prisão domiciliária. Não há data marcada para o fim da sua pena.
Quanto devemos aos guardas prisionais? Estão agora atrás de muros, rodeados de ameaças. Quanto devemos aos homens do lixo? Queixamo-nos do barulho que fazem quando recolhem o nosso próprio lixo. Não queremos ser incomodados, estamos a repousar. Quanto devemos às mulheres-a-dias? Havemos de culpá-las se desaparecer alguma coisa. Quanto devemos aos coveiros?
E quanto devemos aos credores internacionais? Definiram juros e emprestaram aquilo de que não precisavam a outros que estavam aqui e que se retiraram na hora de pagar. Ficámos cá nós, não temos para onde ir. A propósito, quanto devemos àqueles que emigraram? Deixaram a família contra a sua vontade. Vimo-los partir. Sentimos a sua falta.
Afinal, quanto devemos aos bancos e às instituições económicas internacionais? Nunca lidámos com elas. Os acordos foram feitos em nosso nome mas, tantas vezes, sem o nosso conhecimento. Enquanto isso acontecia, estávamos a viver, acreditando que contribuíamos para a construção, dignidade e prosperidade do país a que pertencemos. Quanto devemos a nós próprios?
Não se trata de não pagar as nossas dívidas, trata-se de saber a quem devemos.
José Luís Peixoto
in revista Visão (23 Julho 2015)
julho 21, 2015
Esquemas milionários (BR e PT)
A matéria abaixo, foi extraída do jornal público.pt, desta data, e vem reforçar o caos político no Brasil. A Operação Lava-Jato, também poderia se chamar Operação Lava-A380, (referência ao maior avião do mundo), dada a dimensão da corrupção no Brasil, nos últimos anos, mais precisamente no governo do Partido dos Trabalhadores (PT). Ali Babá e os 40 Ladrões são aprendizes, diante de tantos mestres na arte de surrupiá o Erário.
Todos os dias são investigadas novas evidências de desvios de recursos, propinas, ou no linguajar popular, falcatruas. São somas inimagináveis engordando as contas bancárias de políticos, donos de empreiteiras, governantes etc etc. Um esquema que vem se perpetuando, com a nítida certeza de que nunca seriam descobertos.
Não sabemos qual o sabor da pizza que essa sujeira toda resultará. Talvez o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público não dê em nada. Mas uma coisa é certa, e sem querer plagiar um certo ex-presidente: nunca, na história deste País, vimos tantos poderosos atrás das grades. Nunca!
No episódio do Mensalão, outro dos escândalos do PT, aqueles indiciados e condenados foram soltos após cumprida(?) quase nada da tal pena. Uma pena!
Prisão domiciliar. Alegaram desconforto com as acomodações prisionais. Adoeceram. Entraram em depressão. Afinal, a comida servida no caos do Sistema Prisional Brasileiro - com sua desestrutura -, realmente não é nenhum modelo de ressocialização, não é muito adequada a esses... nobres hóspedes, de "alto nível".
Será que deveria ter, no Brasil, cadeia para quem rouba, por exemplo, uma galinha, e cadeia para pratica esses crimes envolvendo somas vultosas?
Por falar nisso, o tal Pizzollato, ex-diretor do Banco do Brasil, preso na Itália, disse que prefere morrer a ser extraditado ao Brasil, para ficar preso em uma prisão, no País onde foi denunciado e condenado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro no mesmo processo conhecido como Escândalo do Mensalão. O advogado dele alega que as prisões brasileiras não têm a segurança adequada para "abrigar" o nobre cliente. Ora, ora! Sabia das condições do sistema prisional no Brasil, que não é segredo para ninguém. Mas isso nunca o inibiu à prática dos crimes. Então, agora tem receio da nova morada?
Mas voltemos a mais um episódio da CORRUPÇÃO, que hoje foi estampado no "público.pt" . Infelizmente, a CORRUPÇÃO é uma praga, que parece não ter cura.
"Justiça investiga negócio de venda da Vivo à Telefónica e compra da Oi
No quadro da colaboração com as autoridades brasileiras, o
Ministério Público quer apurar o envolvimento de ex-governantes,
accionistas e gestores num negócio de 2010 que envolveu 7,5 mil milhões
de euros.
O Ministério Público está já a investigar o envolvimento político no
negócio de venda à Telefónica das acções da PT na brasileira Vivo e o
cruzamento de posições accionistas com a operadora brasileira Oi, no
qual interveio José Dirceu, o principal rosto do caso Mensalão e agora atingido pela Operação Lava Jato.
Suspeitas de benefícios financeiros, no valor de várias dezenas de
milhões de euros, concedidos a governantes, accionistas e quadros de
topo das operadoras podem estar na origem das averiguações.
“As investigações relacionadas com os temas abordados no email encontram-se
em segredo de justiça.” Esta foi a resposta do Ministério Público a
três perguntas concretas do PÚBLICO. Uma questionava se o MP "está
a investigar os movimentos financeiros que envolveram gestores da PT e
governantes portugueses e brasileiros, nomeadamente em 2010 durante o
negócio de venda das acções da Vivo (50%) detidas pela PT à empresa
espanhola Telefonica (que pagou 7500 milhões de euros) e consequente
entrada da brasileira Oi na PT e da PT na Oi". Referia-se aqui que
"informações recolhidas pelo PÚBLICO apontam para movimentos de verbas
'extra' que podem ter rondado 200 milhões de euros". Este foi um negócio de contornos complexos que se concretizou num tempo recorde: menos de um mês.
A
segunda pergunta do PÚBLICO visava esclarecer se o MP confirmava ter
recebido um pedido de colaboração das autoridades policiais brasileiras
para apurar a abrangência dos contactos que se estabeleceram entre 2005 e
2011 entre os círculos próximos” do ex-Presidente do Brasil Luiz Inácio
Lula da Silva e os do ex-primeiro-ministro José Sócrates. Há
precisamente cinco anos, Sócrates e Lula da Silva falaram várias vezes
ao telefone. As conversas decorreram entre o final de Junho e o final de
Julho e destinaram-se a encontrar uma solução para ultrapassar o
impasse provocado pelo veto de Sócrates à venda, à Telefónica, das
acções da PT na brasileira Vivo.
A 25 de Junho de 2010 o
ex-primeiro-ministro faz saber que deu orientações à Caixa Geral de
Depósitos, com 8% da PT, para, na assembleia geral de 30 de Junho, votar
contra o negócio. Isto desencadeia um braço-de-ferro com a gestão da PT
(Zeinal Bava e Henrique Granadeiro), alinhada com Ricardo Salgado, que
liderava o BES, o principal accionista da operadora com 10% do capital.
Uma das raras vezes em que Salgado (o principal visado nas inquirições
ao GES/BES) esteve de costas voltadas para Sócrates.
O antigo chefe de Governo justificava a sua posição com uma tese
antiga: “o interesse estratégico" do Brasil, a “dimensão e escala da
PT”, garantir que Portugal tinha no sector económico das TIC "uma
empresa com uma dimensão internacional que permita desenvolver
engenharia, projecto industrial, inovação, concentrar investimentos na
área da I&D Investigação & Desenvolvimento)”. E, em consonância, na reunião de 30 de Junho jogou mesmo com a golden share ("acção
de ouro", com poder de decisão) e travou a operação. Só restava ao BES,
à Ongoing (10%), à Visabeira (2%) e à Telefónica (9,7%) encontrarem
para a PT uma solução brasileira alternativa à Vivo. O que é
desencadeado num quadro de urgência para o BES (e para a Ongoing
endividada), a enfrentar um aperto financeiro na sequência da crise de
2007. E hoje sabe-se que desde 2008 que a ESI, a cabeça do GES, tinha um
buraco nas contas de 1300 milhões de euros ocultado do Banco de
Portugal até Novembro de 2013, cerca de nove meses antes do BES ser
intervencionado.
Começou então uma corrida contra o tempo
para contornar o bloqueio político, o que exigiu um trabalho grande de
bastidores. A solução foi rapidamente encontrada em Brasília, que
sugeriu à PT que avaliasse a Oi (mais forte no segmento fixo do que no móvel) como potencial parceira. Idealizada
como um grande operador brasileiro, a Oi necessitava de consolidar uma
estrutura accionista alavancada no banco estatal brasileiro Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Por outro lado, a
Oi aparecia como uma resposta à exigência de Sócrates de que a PT se
mantivesse com presença no Brasil.
Uma das figuras que apareceu a
promover os contactos entre portugueses, brasileiros e espanhóis foi
José Dirceu, que foi chefe da Casa Civil do ex-Presidente da República
Lula da Silva e acabou detido em 2012, acusado de ser “o cabecilha” do caso Mensalão.
Dirceu (José Dirceu Oliveira e Silva), o arquitecto da campanha que
levou Lula da Silva ao Palácio do Planalto em 2003, prestava serviços a
empresas, em particular às envolvidos em grandes negócios a necessitar
de avales políticos, uma acção que decorria através das sociedades de
advocacia e de consultoria, designadas Oliveira e Silva, JD Consultores e
JC&S ainda no activo."
Chama a Mamãe
A cada vez mais misteriosa Ilha da Páscoa
Há um tempo a esta parte publiquei um post sobre a misteriosa Ilha da Páscoa.
Referia então, numa evocação metafórica, a pulsão extraordinária que teria levado os habitantes daquela pequena porção de terra firme a produzir as gigantescas estátuas. Feito absolutamente notável e ímpar, mas que ao que tudo indicava à altura do post, os teria conduzido à desgraça.
Isolada do resto do mundo, o empenho contínuo tanto para a produção, mas principalmente para o transporte das pesadíssimas obras de arte, teria, ao que se pensa, dado origem a uma catástrofe ecológica. Rolos feitos com milhares de árvores sacrificadas de forma contínua teriam levado à desertificação progressiva. Desprovida da cobertura vegetal e sem caça, nem para fazer pequenas embarcações de pesca havia madeira aquando da chegada dos Europeus àquela ilha.
A catástrofe ecológica e os parcos recursos restantes teriam levado à luta fraticida entre as diversas tribos em que a população estava dividida conduzindo-os até ao limite canibalismo.
Pondo de lado os considerandos e comparações em jeito de parábola, com determinados grandes projectos do nosso mundo moderno e os enormes riscos a eles associados a que nesse post fazia então referência, limito-me "apenas" a expressar a mais profunda surpresa e admiração pelo trabalho efectuado pelos antepassados (?) dos Rapa Nui.
De facto, as estátuas, das quais apenas se conheciam as cabeças, são na verdade muito maiores e mais intrigantes do que se pensava.
Por baixo a
terra esconde a continuação das cabeças, corpos inteiros talhados na pedra da ilha, oitocentos e oitenta e sete enormes estátuas, que são atribuídas a umas poucas centenas, talvez um ou dois milhares, de habitantes....
Não podemos deixar de nos interrogarmos profundamente. Algo não está bem explicado. Se as cabeças só por si e dados os parcos meios, já são difíceis de cortar, talhar e transportar, os corpos inteiros, obviamente e por maioria de razões, ainda mais perplexidade nos suscitam. O intervalo de tempo a que os investigadores atribuíam a construção e instalação, ainda mais inverosímil se apresenta, agora que se descobriu o tamanho final das peças. Algures entre os Séc. XII e XIV, um povo chegado à ilha por pirogas depois de deambular milhares de quilómetros perdidos no oceano, teria de repente tido uma enorme vontade de fazer estátuas cada vez maiores...
Não sei, mas agora com esta descoberta, a espectativa é enorme. As petrografias que os corpos das estátuas apresentam são decerto a chave para o
enigma, assim se decifre o que a sua escrita encerra.
Não deixa de ser irónico sermos regularmente confrontados com explicações e decifrações de mistérios, quer sejam sobre as pirâmides do Egipto, quer sobre estas igualmente intrigantes produções do engenho Humano.
Sempre que um iluminado e certamente sabedor académico explica de forma certinha, tudo o que nos enchia as mentes de mistério, eis que o próprio mistério avança silencioso mais um passo e se encarrega de renovar a sua carga .
Quem terão sido os verdadeiros construtores daquelas estátuas?
De que meios disporiam?
O que significam de verdade?
O que sabem os RapaNui sobre elas? O que contam as suas lendas?
Onde estão as respostas e que lições mais tem elas para dar-nos?
julho 13, 2015
a Grécia e a (des)vergonha de (in)certa Europa
O que uma (in)certa Europa anda a fazer com a nação grega é algo que deverá envergonhar qualquer europeu.
E você, também se sente (in)certo ou envergonhado?
julho 08, 2015
Viva a Grécia!
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