março 19, 2006

A pirâmide bicuda - uma achega interessantíssima do Jorge Castro

Sobre a forma de ver a hierarquia nas organizações:
"Não poderia estar mais de acordo contigo!
Na verdade, a própria representação do modelo cria, por um lado, e reflecte, por outro o «estado das coisas».
A hierarquização vertical, até em termos de esquema mental, propicia a criação de «patamares» estanques de responsabilidade perante um determinado status empresarial, quando a responsabilidade deve ser encarada na perspectiva da partilha.
Há, nos organigramas «tradicionais», uma herança que poderia, até, chamar-se feudal, por posicionar o topo da pirâmide mais perto dos céus... logo, de Deus ou dos deuses o que, também dessa forma, condiciona e indicia posturas.
E a pirâmide não é vista como um vector indicativo de rumo a seguir, mas sim como uma mera representação do escalonamento social - o que nada tem a ver com a gestão em si mesma.
Ponderassem melhor alguns gestores e talvez descobrisssem que os faraós não se colocavam no vértice da pirâmide, posição certamente incómoda para quem ali deseja ficar para toda a eternidade...

Um grande abraço.
Jorge Castro"

3 comentários:

  1. As voltas que o mundo dá. Passei por aqui quando do post sobre o livro na Catedral (há quase um ano, acho), mas não sabia que eras tu. Só nos conhecemos mais tarde.
    Um abraço.

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  2. O mundo é como os cães . Várias voltas mas volta ao mesmo sítio.
    Abraço, fgs
    Paulo Moura

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  3. Esta questão da pirâmide faz-me sempre lembrar o princípio de peter (independentemente dela ser vertical ou horizontal, até pq a sua orientação apenas seria uma questão cosmética).

    Eu até acredito na organização em pirâmide, mas sugeria a avaliação mútua e a responsabilização também em pirâmide (propagada de baixo para cima).

    Já agora, se tiveres tempo e paciência, sugiro uma série de artigos (ou melhor devaneios) que fiz há algum tempo: pesquisa no meu blog por "mariolândia"... :)

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