agosto 30, 2013

comentários em privado...

e a 5ª vítima mortal... só este mês
Raim on Facebook

uma flor na madrugada

- Em homenagem aos bombeiros mortos nos incêndios de 2013 e na hora em que nos morreu mais uma jovem de 21 anos, Cátia Pereira Dias, combatendo por nós um estéril e criminoso incêndio.

uma flor
apenas despontada
na negrura desolada da colina

uma flor só
e assim bem mais que nada
no silêncio agora frio de neblina

uma flor que nos grita
e à madrugada
a coragem de estar viva que a anima

uma flor tão ridente
e esperançada
que jamais deixará de ser menina.


- Jorge Castro
29 de Agosto de 2013


Nota - Sugiro uma visita a http://bombeirosparasempre.blogspot.pt/, onde poderemos colher informação importante sobre esta realidade.

Presumo, também, que face aos contornos de toda esta tragédia, alguém de bom senso deveria ter já decretado luto nacional. Seria um mínimo de humanidade...

agosto 29, 2013

é fartar, vilanagem...

Assim mesmo, exactamente como me chegou, aqui fica mais um despautério em que vamos sendo pródigos:
Sob proposta do Governo foi aprovada no passado dia 24 de Julho de 2013 pela Assembleia da República, com os votos favoráveis do PSD e do CDS, a Proposta de Lei 150/XII, por meio do Decreto nº 166/XII, enviado já para promulgação pelo Presidente da República e depois para posterior publicação no Diário da República, a nova lei que regula a obrigatoriedade de publicitação dos benefícios concedidos pela Administração Pública a todos os particulares.

Esta lei procede à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 167/2008, de 26 de Agosto, e revoga as Leis n.ºs 26/94, de 19 de Agosto e 104/97, de 13 de Setembro.

Esta nova lei, agora aprovada pela AR, no seu art.º 2, n.º 4, alínea b), excepciona propositadamente da publicitação “os subsídios, subvenções, bonificações, ajudas, incentivos ou donativos cuja decisão de atribuição se restrinja à mera verificação objectiva dos pressupostos legais”, ou seja, coloca de fora do conhecimento público, portanto ficam protegidas pelo sigilo, as subvenções vitalícias dos titulares de cargos políticos.

Lembramos que na lista dos beneficiados destas subvenções encontram-se os titulares de cargos políticos desde o 25 de Abril de 1974, sendo todos os Presidentes da República, os membros do Governo, os deputados à Assembleia da República, os ministros da República para as regiões autónomas, os membros do Conselho de Estado e os Juízes do Tribunal Constitucional.

É o caso para dizer que, infelizmente, uma vez mais, em Portugal os políticos são tratados como cidadãos acima da lei, dando-se a si próprios privilégios e prerrogativas anormais e superiores aos demais portugueses, que depois mantêm secretas, portanto, total e absurdamente à margem da lei.

Isto é um vergonhoso atropelo ao estado de direito, uma flagrante e escandalosa violação, entre outros, dos princípios constitucionais da igualdade, da transparência e publicidade dos actos administrativos, tudo muito próprio de uma reles ditadura ou de um estado de delinquentes!

agosto 27, 2013

o que me custa

cada preso custa ao Estado Português (nós contribuintes) a módica quantia de...

agosto 25, 2013

A posta na PDI postada

No momento em que o facebook entrou na Internet como uma gigantesca plantação de eucaliptos vesti a pele de velho do Restelo e, em absoluto contra ciclo, amuei.
Nesse preciso instante dediquei-me a obter informação acerca desse fenómeno que, de uma penada, liquidava de vez o Hi5 e congéneres e, na minha perspectiva, ameaçava de morte a própria Blogosfera como a conheci até então.
Percebi na hora o que estava em causa, a ameaça que essa invenção do demo representava para esta comunidade a que aderi com entusiasmo, embora fosse notório o meu papel de voz clamando no deserto.
Poucos anos decorridos desde essa profecia da desgraça à qual ninguém conferiu qualquer tipo de relevância, os factos estão à vista para me darem a razão que de bom grado abdicaria.

A nostalgia, porquanto evidente, nem constitui o móbil para este simulacro de desabafo. Participei com entusiasmo na era de ouro blogueira, mesmo constatando a óbvia infiltração de hordas dos deserdados dos chats que se viram obrigados a enfrentarem esta prova de fogo de terem que preencher, todos os dias, um espaço capaz de atrair gente com sede de conversa mas, chatice, com sentido crítico o bastante para identificarem um trabalho de merda quando o apreciavam.
Nas tentativas frustradas dos menos capazes em conquistarem o seu lugar ao sol nesta plataforma de comunicação, a ditadura dos contadores que lhes deixava as caixas de comentários às moscas, traduzidas no cariz efémero da maioria dos blogues, percebi o potencial de algo como o facebook e o entusiasmo de muitos (quase todos os) outros, como previ, esmoreceu.

Na prática, esse novo formato ofereceu de bandeja uma saída airosa para os menos capazes, aqueles a quem algo mais do que a publicação de uma foto da treta ou de citações de terceiros (ou mesmo o plágio descarado) surgia como uma barreira intransponível à sua sede de projecção ou apenas de engate.
E começou aí a debandada dos medíocres, o que até seria porreiro se o tal livro das caras não se tornasse num imenso curral para o numeroso rebanho que, apenas e só por essa mesma expressão numérica, acabou por se tornar numa coisa montes de relevante e provocaria um efeito semelhante ao que as novelas e os reality shows criaram na televisão: a ditadura das audiências.

Esta história, para mim triste porque assisti ao fim de muitos blogues excelentes à míngua de quem os visitasse e ainda menos participasse nas respectivas caixas de comentários, resume a tal profecia que me guinda ao estatuto de visionário que antecipou a inevitável adesão dos melhores desta comunidade ao formato que concentrou as atenções do mundo inteiro e ao qual, coerente, recusei até hoje aderir.

Agora o facebook é o líder incontestado de audiências, a TVI da net.
E a Blogosfera transformou-se de repente na RTP2.

agosto 24, 2013

O erro crasso de Luis Mira Amaral


 O ambiente e a energia são apenas dois lados da mesma coisa e apostar na produção limpa e tendencialmente neutra, é não só positivo, mas a única solução duradoura.


 
Luis Mira Amaral

Publicou o acima citado numa recente edição do semanário “EXPRESSO” -17/8/2013, suplemento Economia- um artigo que fazia por palavra escrita referência a um tema que lhe tem sido caro em opiniões emitidas de forma oral; a energia e a sua ligação ao ambiente.

Não puxou para o efeito dos pergaminhos de banqueiro ou de ex-ministro reformado, ou ainda de ex-funcionário superior da Caixa Geral de Depósitos acompanhado de chorudas reformas, nem de amigo especial do governo de Passos Coelho ao qual fez o especial favor de comprar o BPN por quarenta milhões, banco esse que, integrado na malha banqueira no qual o Ferreira do Amaral é um figurão, reclama agora coisa que ronda os setecentos. Milhões, entenda-se que as manigâncias do contrato de “venda” obrigam o Governo a cumprir.

Não! Mira Amaral assina o pequeno artigo de opinião, intitulado “Energia Ambiente e Champanhe”, como Professor Catedrático Convidado de Economia e Gestão -.IST. Adiante-se-lhe o vasto currículo académico como mais-valia e suporte opinativo o que não invalida o incorrer na esfera do que diz serem erros crassos que ele aponta a outros. Mais, sendo ele dotado de formação académica em diversas áreas, menos ainda se entende a neutralidade das afirmações produzidas. 

Afirma como linha mestra no artigo que a ligação da Energia ao Ambiente é um tremendo erro, pois Portugal não precisa de investir nada no Ambiente, estaria até acima, muito acima dos parâmetros internacionais e que assim, ao estabelecer a simbiose entre as duas áreas se estaria a incorrer num erro crasso.

Não irei dissertar nada sobre a noção de ciclos económicos nem nada de economês. Nem de que o ambiente não sabe nada sobre fronteiras políticas e que é um dado mundial. Falarei sim sobre Fukushima, o degelo dos polos, o aumento da temperatura e os tufões e furacões cada vez mais violentos fruto das alterações climáticas que tem precisamente na componente energética o dado fundamental da equação que lhes dá origem. Ou seja, o argumento a contrapor é precisamente o de carácter científico e técnico, uma das áreas onde o M. Amaral tem formação superior.

Saiba então, que não existe dissociação entre energia e ambiente e que a inclusão de ambas num único executivo é a primeira coisa boa que este governo produziu. O planeta onde está o nosso país é todo ele um sistema energético e como sistema que é actua nas suas miríades de componentes no sentido do equilíbrio da equação. Dito de outra forma, não há bater de asa de borboleta que não produza um efeito qualquer. Não se joga impunemente energia para o ambiente sem que se alterem as condições de equilíbrio energético: o ambiente é um sistema fechado e como tal, todas as alterações tem implicações económicas pequenas a curto prazo, mais pesadas a médio e ainda mais graves e duradouras a muito longo prazo.

Mas como disserta Mira Amaral? Argumenta como se estivéssemos no princípio da Era Industrial, perante um mundo infinito que permitiria um crescimento igualmente infinito. Se há algo em que se tem de apostar e apostar a sério, é na produção de energia de muito baixo ou nulo impacto ambiental. E é urgente que assim se faça, muito urgente. Os modelos computadorizados climáticos demonstram estarmos muito próximos de uma mudança terrível do meio ambiente. Existe o risco do sistema fechado que é o planeta entrar num patamar de equilíbrio energético violento. Ou seja, o que é pontual mas progressivamente mais recorrente, passar a ser a norma. Furacões todo o ano, tempestades devastadoras intervaladas por secas extremas poderão passar a ser as novas “Estações do Ano”. Sem “respeito” pelas “leis económicas” que se elaboraram juntando os dados que interessavam ao suporte argumentativo e “esquecendo” os outros.  No que concerne às mudanças climáticas, as previsões científicas apontam para um período de vários séculos ou mesmo milénios uma vez ultrapassada a margem crítica. Coisas como a mudança da Corrente do Golfo para o clima da Europa, o degelo dos polos com as inundações ribeirinhas onde milhões de pessoas concentram a economia mundial, tem implicações económicas indiscritíveis. Tentar “esquecer” isto para justificar uma negociata de bom rendimento a curto prazo é mais do que uma desonestidade ou mesmo um erro crasso: é uma imoralidade, uma estupidez absoluta. Chernobil e agora Fukushima estão aí a prova-lo: só em economês quanto custaram as centrais? Quanto do que produziram em energia foi depois largamente ultrapassado pelos custos económicos da contaminação a muito longo prazo do meio ambiente? Quanto custaram as deslocalização de habitantes, a perda total de bens produzidos na área contaminada que em Fukushima está a aumentar de forma dramática? A perda de vidas quer imediatamente quer a prazo pelo aumento das doenças cancerosas a juntar à diminuição da qualidade desta coisa simples que é afinal viver?

Fukushima, um desastre sem fim
 Já algum destes sabichões apresentou o ratio: custo /benefício?

Não, nunca apresentam os dados todos, apenas os que num curto ciclo apontam vagos benefícios, tal como um toxicodependente: pode o corpo degradar-se no futuro, que ao gozo supremo de um chuto agora mesmo não há nada que supere…

O ambiente e a energia são apenas dois lados da mesma coisa e apostar na produção limpa e tendencialmente neutra, é não só positivo, mas a única solução duradoura. Os custos agora, apenas um pouco mais altos diluir-se-ão rapidamente no futuro quer pela diminuição de custos derivado do aumento de produção dos equipamentos em larga escala, quer por via da diminuição da componente energética importada.

Fazer artigos de opinião contrárias a esta evidente postura de bom senso, revela antes de mais haver interesses que no artigo não revela, e a isso tenho a bonomia de responder com a elegância de lhe chamar apenas um “erro crasso”


agosto 23, 2013

Ana Rita Pereira - tinha 24 anos e uma vida por viver...

Tinha 24 anos e morreu.
Deixou a vida quase toda por viver e, afinal, morreu... também para que eu viva.
Pertencia aos Bombeiros Voluntários de Alcabideche.
Chamava-se Rita Pereira. Tinha 24 anos e a vida quase toda por viver.
Agora já não temos que lhe fazer ao nome. Talvez uma lápide que nos apazigue as consciências.

Tinha 24 anos e morreu a combater um país incendiado. Claro que não foi um acidente!
Ela morreu em Tondela porque quis ir para lá combater um incêndio que alguém ateou. Foi, então, uma morte voluntária em nossa defesa.

Cara Ana Rita, aqui te deixo a minha gratidão sem tamanho por teres dado a tua vida para salvares as nossas. Uma gratidão tão grande como grande é a dimensão da vergonha por deixarmos arder Portugal e assassinar os seus filhos melhores sem emenda, sem punição... sem vergonha!

Sem um estremecimento da consciência nacional que imponha aos mandantes o cumprimento de zelarem pelo país condignamente sob pena de serem, eles também, responsabilizados por cada morte como a tua.

24 anos e uma vida quase toda por viver! Que pena, Ana Rita. E que vergonha!

agosto 22, 2013

Poeiras...

do norte de África invadem Alentejo e Algarve,
cuidados especiais para os meus amigos em Manta Rota.
Raim on Facebook

agosto 19, 2013

agosto 13, 2013

agosto 01, 2013

algumas destas não lembram ao Diabo...

Por deficiências congénitas, passo a vida arvorado em ingénuo militante e, porventura, vagamente estúpido, pelo que nem sempre, à primeira, me ocorre a preversidade de algumas coisas. Esta chegou-me há pouco e nem tive ainda oportunidade de lhe aplicar o filtro científico para apurar veracidades. Mas, como me encontro de férias, vou passá-la, à portuguesa curta, para que quem quiser lhe apure a tal veracidade... que deve ser verdadeira, claro:

Os JUÍZES e a CES......
A CES (Contribuição Especial Solidariedade) não se aplica aos juízes !

JUSTIÇA (???) feita...a preceito!
Mais um capítulo para a grande história da pulhice humana.

Os JUÍZES do TC e a CES..(contribuição especial de solidariedade)

É inacreditável!!.......
Esta gente já beneficia (não sei por que razão?) com a indexação das suas pensões aos trabalhadores no activo!!
Regalia dos JUBILADOS?!!!!
E agora, outra benesse: - não pagam CES!!!
Recebem as reformas por inteiro em caso de incapacidade por doença do foro psiquiátrico.
Auferem subsídio de renda de casa, no valor mensal de 750,00?, mesmo morando em casa própria.
E depois vêm falar de equidade, justiça social, etc. e tal?
Isto só numa república das bananas!!
Espalhem pelos vossos contactos. Isto é serviço público!!

INACREDITÁVEL!!!
COMO É POSSÍVEL!!!
Que gente esta!!!
Eis a explicação para o "NÃO CHUMBO" da CES. Protegem-se a todos os azimutes e armadilham tudo à volta. E o Governo alinha.

Juízes e diplomatas não pagam CES sobre pensões
Escreveu o Jornal de Negócios que nem todos os reformados com pensões elevadas saem a perder com a decisão do Tribunal Constitucional (TC).
Os juízes e os diplomatas jubilados não são afectados pela polémica contribuição extraordinária de solidariedade (CES), viabilizada pelos juízes do TC.
E com a decisão do TC passam também, como qualquer funcionário público, a ter direito a subsídio de férias.
Estes pensionistas estão teoricamente equiparados aos funcionários públicos.
A CES não se aplica às suas pensões devido a uma norma do Orçamento do Estado que abre uma excepção para as "pensões e subvenções automaticamente actualizadas por indexação à remuneração de trabalhadores no activo".
Claro,como água da fonte.
Se não fosse esta norma, oportunissimamente, introduzida na Lei do Orçamento, a CES teria sido certamente chumbada.
Chamem-lhes o que quiserem, mas eles estão-se todos borrifando...
E certamente riem-se ...

O perigo do Messianismo, depois de tudo o que conseguimos...

não precisamos de gente que saiba muito do que faz, mas sim de quem acredita profundamente , sem questionar o que seja, estar do lado certo da acção…”


Quem, em determinadas ocasiões, tem tido oportunidade de observar o nosso Primeiro Ministro no pleno exercício das suas funções mediáticas, não pode deixar de sentir o desconforto que assoma qualquer pessoa, por mais descrente que seja, ao passar de noite pelo meio de um cemitério, por um bairro mal afamado ou uma casa assombrada.

Sente-se que existe ali algo que mexe com o nosso córtex cerebral, com as antigas e primitivas referências que na transição das instruções instintivas a caminho da racionalidade, povoaram o imaginário de seres e deuses fantásticos e que são uma herança colectiva da humanidade.

Para lá das considerações transcendentes, recupera-se na postura de Passos Coelho um preceito básico da motivação religiosa que trespassa para outros campos: “ … não precisamos de gente que saiba muito do que faz, mas sim de quem acredita profundamente , sem questionar o que seja, estar do lado certo da acção…”

Apoiado por um leque estreito de ideólogos cuja ideologia fundamentalista é tão perigosa quanto todos os fundamentalismos o são, o sentido messiânico da triste figura é palpável a quem o analise alheando-se do envolvimento emocional que a proximidade da situação politica provoca em todos.
Começando pelo mini-governo a tender para os doze apostolo-ministérios, passando pelos inúmeros” não há planos B “ do São Pedro Relvas, até o “não podemos falhar”, uma expressão é o corolário deste messianismo em código aberto: “nunca mais precisaremos de pedir ajuda a ninguém”.

Como se a História se escrevesse definitivamente após a sua passagem pelos destinos deste povo, qual Moisés e o mito Bíblico da salvação/fuga/expulsão do Egipto.
Ele acredita sem questionar, timoneiro do Titanic, que o seu navio vai no rumo da luz que vê a partir da refracção do sol nascente a incidir no topo do maciço gelado. O iceberg não é a desgraça do despedaçamento que a racionalidade torna mais do que previsível, mas sim o portal divino que ele vai atravessar; milagrosamente, ele, o messias condutor e  salvador do seu povo…

A História está cheia de figuras que conduziram os seus à desgraça a partir do preceito que atrás citei: a partir do acreditar, todo o disparate faz sentido. Mais! É disparate não acreditar no disparate, pois a partir de determinado envolvimento colectivo a dinâmica é perigosa para a expressão individual discordante. A inefabilidade apoiada pelo medo passa a ser a ferramenta de coesão social e política.
Não chegamos ainda a este patamar, mas o projecto de Relvas relativo à comunicação social tinha lá o embrião do pensamento único. O “ minino, não fala política” seria a linha mestra de uma televisão e rádio acéfalas. Assistiu-se assim a um conjunto de episódios pouco edificantes de despedimentos e conflitos com uma quantidade de profissionais na área da comunicação. Poderíamos pensar que saida a figura intragável tinha posto fim à purga mas os recentes e inesperados pontos finais em determinadas rubricas da rádio pública são preocupantes.


Ultrapassado o Relvas, caiu o Gaspar, e Judas jogou o seu golpe pelos trinta dinheiros. Tinha aliás a Porta aberta, e, oportunista como todos os Judas, não poderia deixar de aproveitar. Se acredita ou não no Messias, pouco importa, aliás, ele racional e frio, não acredita e ponto! Mas o mel meu Deus… o mel…..
Pelo mel até acredito no Deus em que não acredito...

E assim seguimos nós, todos no navio que não pode ir ao fundo, pois tem fundo duplo e Deus não dá cavaco aos hereges que dizem haver água até aos tornozelos na casa das máquinas.

-A todo vapor e em frente!- Brilha a voz nos olhos dos Passos firmes com que avançamos. Pelo sim pelo não, já deitou fora os salva-vidas. Não vão alguns ter a ideia perversiva de escapar-se e fazer vacilar o ânimo desta viagem de salvação que não pode falhar….

- Depois de tudo o que conseguimos.-

Que melhor frase poderia ser equivalente ao Amem?