outubro 24, 2016

«Mudança da hora, os prós e os contras» no programa «A Praça» da RTP

Mensagem que recebi hoje:

"Boa tarde Paulo Moura,
O meu nome é Sofia Serpa e sou produtora do programa da manhã da RTP, “A Praça”. Na próxima 6ª feira, dia 28, vamos debater na última parte do programa o tema: “Mudança da hora”, os prós e os contras.
A entrevista será feita pelo apresentador Jorge Gabriel e em estúdio teremos o Dr. Anselmo Pinto, especialista do sono que vê vantagens na mudança da hora.
Gostaríamos de o convidar a estar presente em estúdio, para nos dar o seu ponto de vista e enriquecer este debate. A minha colega, Joana Ramalhão contactou-o pelo facebook para o mesmo efeito.
O programa é em direto dos estúdios da RTP Porto que ficam em Vila Nova de Gaia.
Agradeço desde já atenção e fico a aguardar uma resposta assim que possível. Deixo-lhe ficar o meu contacto mais direto – 92x xxx xxx.
Melhores cumprimentos
Sofia Serpa
Centro de Produção do Norte
RTP"

A minha resposta:

"Boa noite, Sofia Serpa e Joana Ramalhão
O vosso convite honra-me muito e aceitaria participar nesse debate se entendesse que seria útil para a causa que defendo: que se termine com a mudança da hora, por não haver vantagens económicas claras e comprovadas e, pelo contrário, em termos de bem-estar, este ser um artificialismo que causa problemas comprovados às pessoas e à sociedade, duas vezes por ano e ao longo de várias semanas, até se dissipar. Mas não é esse o caso. O problema é que este procedimento, que estudo já há mais de dez anos e que me levou e leva a contactar diversas entidades nacionais, europeias e de outros países, ultrapassa a capacidade de decisão de Portugal, por cair no âmbito da União Europeia, a qual por sua vez faz depender a sua manutenção de uma consulta a cada Estado-membro, de cinco em cinco anos, num processo pouco ou nada claro e transparente, uma pescadinha de rabo na boca que redunda na actual inércia.
Se querem um contributo válido para o debate sobre este assunto, sugiro que convidem o Professor Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa e presidente da Comissão Permanente da Hora, com quem tenho mantido contacto desde há algum tempo.
Quanto ao vosso outro convidado, Dr. Anselmo Pinto, desconheço os seus argumentos a favor da mudança de hora, mas conheço outros especialistas e cientistas, nacionais e internacionais, que têm argumentos válidos contra a mudança de hora ou que, no mínimo, destroem os argumentos a favor da mesma. E, como diz um amigo meu, se tal coisa fosse biologicamente imperiosa, então nasceríamos com um relógio regulável como componente anatómico.
Cumprimentos,
Paulo Moura"

10 comentários:

  1. Quem reponde assim....Mas devias ir, assim era capaz de ver esse programa. É que não deixo de andar pela rua para ver esse ou outros programas semelhantes. Mas contigo lá fazia esse sacrifício!
    Essa do sono faz-me rir!
    Deixem estar a hora como está e deixem-se de rodriguinhos.
    A hora vai continuar a mudar porque nós não temos autonomia nenhuma como país! Esse tempo já lá vai há dezenas de anos!
    E se fossemos lá tu de viola e eu de lavacolhos, isso sim o programa ganhava audiência, seria a hora da sorte da RTP1.
    Boa resposta ao convite.
    Mas deixa que te diga que eu sempre tive um relógio anatómico: a barriguinha quando está na hora das refeições!Não falha nem 1 segundo!
    Cumprimentos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A minha barriguinha também é assim... e por isso revolta-se quando tem de alterar rotinas.

      Eliminar
  2. Respostas
    1. Vai tu!
      (quem és tu, Afonso?)

      Eliminar
  3. Uma resposta perfeita. Parabéns e não te esqueças de atrasar o relógio, uma hora, no próximo fim de semana...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Um elogio para mim do Alfredo Moreirinhas. Tenho que o emoldurar!

      Eliminar
  4. Boa resposta, meu caro. És um paladino de uma causa já verdadeiramente encartado! Eu fiquei verdadeiramente encartado... ou encantado, dizendo melhor. Humilde q.b. mas peremptório, ilustrado e guia. Esperemos que a senhora recolha as sugestões.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não recolheu. Ontem estava numa tasca a almoçar e estava a dar «a Praça», a falarem desse tema. Não deu para ouvir mas estavam só o Jorge Gabriel e um senhor (que deve ser o tal médico especialista em doença do sono)...

      Eliminar
  5. Desculpe discordar, mas o Sr. Paulo devia ter ido, pois se é a sua especialidade todos tínhamos a ganhar em ouvir as suas palavras.
    Pessoalmente, adapto-me melhor ao horário de verão, exactamente por o meu corpo poder estar mais tempo a usufruir da luz solar. A disposição e motivação é outra, parece que tenho mais vontade de fazer coisas, ao contrário do horário de Inverno, que me faz sentir muito mais depressiva, pois quase não consigo usufruir do sol. Seria importante relembrar que o nosso corpo precisa de fixar a vitamina D e esse processo só é possível com pelo menos 15 minutos de sol directo, na maior extensão possível do nosso corpo e sem protector solar (num período de sol saudável, claro!).
    Se calhar convém refletir que a união europeia decide a mudança da hora em Bruxelas, sítio ligeiramente diferente ao nosso Portugal em termos de exposição solar!
    E o argumento de que todos os países da união europeia devem ter "a mesma mudança de hora" deveria ser repensado e muito bem estudado.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bem haja pelas suas palavras, Carla Oliveira.
      Este tema não é a minha especialidade. Limito-me a estudar este assunto, há muitos anos. Mas sou, também, muito tímido. E não me estou a ver na televisão. Acho que entraria em pânico.
      Quanto à "hora de Verão", esta não amplia as horas de sol. Limita-se a desviar tudo uma hora. Sem "hora de Verão", os dias são naturalmente maiores que no Inverno. E o que é natural é que o Sol atinja o seu ponto mais alto ao meio-dia. Em Portugal, isso acontece com a "hora de Inverno".

      Eliminar