novembro 13, 2014

Sorteios, concursos, jogos de azar e especulação financeira - isto está tudo ligado!

Praticamente todos os meus amigos sabem a alergia que tenho a jogos de fortuna e azar. Na minha opinião, o estado actual da população do nosso país deve-se, em primeira e última análise, à especulação financeira, a ambição sem limites por ganhar e arrecadar dinheiro e mais dinheiro e mais dinheiro e... já decerto todos perceberam a sequência. E, enquanto a maioria das pessoas critica e se considera vítima dos especuladores, o facto é que essa mesma maioria aceita cair na mesma lógica da ambição, apostando em jogos e joguinhos com vista a... conseguirem ter mais dinheiro.
Vejam o exemplo do Euromilhões, cujo primeiro prémio, por mais baixo que seja, considero ser ofensivo, estúpido e pornográfico. Pergunto sempre a quem joga "o que faria com esse dinheiro" e as respostas são sempre do domínio do "sei lá, logo se vê".
Pois o bom povo português - coitadinho... - aposta todos os anos, desde 2004, à volta de € 1.000.000.000,00 (mil milhões de euros!) para receber em prémios à volta de € 500.000.000,00 (quinhentos milhões de euros).
Ou seja, do dinheiro da malta que aposta no Euromilhões, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa arrecada por ano metade: cerca de € 500.000.000,00 (quinhentos milhões de euros). Pergunta: quem ganha com a vossa ambição, quem é?

Vejam isto no «bonequinho» da revista Visão de 30/10/2014:


Para quem tiver curiosidade, aqui está o artigo completo:

6 comentários:

  1. Paulo, por este teu desvelo de serviço público é que me ocorre dizer que enquanto uns são apóstolos mesmo se alcunhados de apóstatas... Mas muitos vão às apostas e muito poucos estão a postos...

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  2. Como diz um amigo meu, «chacun est heureux à sa façon»

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    Respostas
    1. Eu diria mesmo mais: chacon est heurun à sa faceux...

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    2. E chaceux est heuron à sa facun...

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  3. Como em qualquer Casino, os fregueses metem sempre mais do dobro do dinheiro que ganham.
    Não há segredo neste negócio de pensar que se enriquece sem produzir riqueza.

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