outubro 17, 2012

reflexão anti-crise... ou por causa dela.

E se, de repente, ó Gaspar, nos deixássemos todos de fosquinhas e, em 2013, ninguém entregasse as declarações do IRS?  - Isto se for aprovado o teu orçamento contra os canhões, claro.

Assim c’umàssim, quando tínhamos algum a receber de volta, ainda valia a pena. Agora, se é só para pagar, fazemos nada mais nada menos como todos aqueles que têm visto as suas obrigações fiscais prescritas, a bem das suas bolsas e sem qualquer espécie de crise.. Tipo, ladrão que rouba a ladrão.

Assim, ‘tás a ver, a modos que a rotura do contrato social, do lado do cidadão, que tu vens rompendo com toda a gente desde que tomaste posse e ainda só passou um anito e meio.

OE 2013...

como é que se larga assim uma bomba destas...
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outubro 16, 2012

A posta sem paninhos quentes


Os filmes e documentários acerca da II Guerra Mundial e do terceiro reich divulgaram alguns arquétipos das figuras sinistras que o nazismo produziu.
Uma das que primam pelo realismo é a da típica guarda-prisional alemã, sempre uma personagem repelente, autoritária, fria, desumana, capaz de abusar do seu poder sem qualquer espécie de escrúpulo com base na eterna desculpa das ordens para cumprir. É um clássico, de resto profusamente ilustrado e documentado para podermos identificar o tipo de gente que não queremos voltar a ter perto de qualquer tipo de poder, de qualquer ascendente sobre seja quem for.
Esse cliché do autómato humano, de uma criatura isenta de emoções perante a exigência de cumprir uma lei, uma norma ou apenas uma teimosia pessoal, não é uma caricatura.
A falta de escrúpulos das guardas-prisionais da Waffen SS e derivados não é um exclusivo de outro tempo e de outro país. A crueldade também não.
A prova está AQUI.

É difícil reprimir o apelo ao insulto perante este tipo de casos que provam existir mais do que uma espécie humana, a que possui algum mecanismo de protecção contra a desumanização e a outra.
Essa outra, que inclui crápulas das mais variadas proveniências, só varia na dimensão da sua repugnante interpretação da existência (a sua e a dos outros) e em função das circunstâncias, da conjuntura em que se podem permitir libertar a besta interior. Vão tão longe quanto mais solta a rédea e maior a fragilidade daqueles que possam dominar de alguma forma.
São pessoas sem um entendimento dos limites do razoável, sobretudo quando nos pratos da mesma balança estão os seus interesses pessoais e os das vítimas potenciais de consciências equivalentes às de um predador faminto.

Obrigar uma criança com fome a assistir à refeição de outras crianças com base numa dívida de 30€ contraída pelos pais em plena crise financeira é um crime contra a humanidade e, no meu entender de leigo, deveria implicar uma pena de prisão efectiva a somar à exoneração definitiva em matéria de funções ligadas aos mais jovens ou a seres humanos menos capacitados para se defenderem dos/as canalhas capazes de coisas assim.
É nojento, é imperdoável, não tem justificação possível e deve constituir-se exemplo de punição severa como aviso à navegação para outros répteis quanto à capacidade de reacção da sociedade a estas aberrações.

Se não levarmos a sério estes fenómenos de crueldade latente e os expurgarmos de alguma forma, quanto mais a crise nos debilitar mais esta gente sem princípios ou emoções nos poderá ter, qualquer um de nós ou os nossos filhos, nem que por um infeliz acaso do destino, à sua mercê.

O grande mergulho



Rodrigo de Matos - Presseurop

O problema não é a falta de coerência no discurso de Gaspar; o nosso problema é essa coerência

Estrebucharam mil opiniões – muitas delas supostamente da própria cor ou muito chegada – por reacção à discurseta do ministro Gaspar quanto à inevitabilidade do aumento da carga fiscal que sua excelência propõe no Orçamento de Estado para 2013, em ordem a «manter o capital de credibilidade e confiança de Portugal no estrangeiro», seja lá isso o que for.

Estrebucharam mal e porcamente, quase sempre. Ah, porque ele devia ter deixado uma margenzita de manobra aqui; porque deveria contemplar uma finta de corpo acolá; ou até porque uma leve condescendência corporativa, aqui ou ali, só lhe ficariam bem…

Néscios, mentecaptos, líricos ou vendidos os que tal propõem.

De facto, o discurso de Gaspar é de uma coerência gritante que assusta. De uma clareza chã que apavora. De uma desfaçatez que aterroriza.

Gaspar sabe bem o que quer e ao que vem. Sabe o como e o porquê. Sabe o quanto e até onde. Gaspar sabe bem o que quer! E quando se pretenda contestá-lo usando a mesma argumentação ou trilhando os mesmos caminhos, quem o fizer estará votado ao fracasso, tão límpida, clara e intransponível é a sua dialética.

Mesmo que não seja a dialética de mais ninguém – para além dos seus amigos mais chegados – é a SUA dialética.

Olhai-o, irmãos, vestido de burel e de baraço ao pescço, que pretende até restituir ao País o quanto o País nele investiu com artes de o moldar ao gosto do seu estereotipado desígnio… mas, ainda assim, desígnio.

Não veio de Santa Comba. Mas poderia muito bem ter vindo. Salvará a Pátria com a mesma inatacável perseverança e determinação com que o Botas a salvou, quase até à nossa extinção.

Porque o Gaspar sabe muito bem o que quer.

Interessa é saber se o que ele quer é coincidente com o que eu quero. Com o que tu queres. Com o que nós queremos. E, isso, o Gaspar nunca curou de saber. Porque ele sabe o que sabe e isso lhe basta.

O Gaspar é pois um presuntivo ditador, que apenas não o é efectivamente, porque a História lhe é adversa. Ainda assim, presume poder interromper a vigência da Democracia em Portugal – como alguém antes dele lhe sugeriu – pelos meses ou anos que muito bem entender.

O Gaspar é o principal agente da rotura do contrato social em Portugal. O Gaspar será o responsável por cada montra quebrada. Por cada empresa falida. Por cada cabeça partida. Por cada alma estilhaçada.

O Gaspar terá contas a prestar à História, disso não me restam dúvidas algumas.

Mas lá que ele é coerente, disso também não tenho dúvidas nenhumas.

Apenas falta apurar quem o sugeriu, quem o impôs, quem o chamou. Apenas falta, afinal, apurar quando e como seremos, outra vez, um povo livre.

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outubro 15, 2012

aBANCAdos no Poder

Aos que consigam ler em inglês recomendo vivamente a leitura desta prosa. Depois é só colocar a seguinte questão: embora com outros protagonistas e diferentes contornos, onde é que já vimos este filme?

Arremedo de tradução do Google Translator e de Paulo Moura:

"Quem vai governar nos EUA após as eleições?

A actual campanha eleitoral nos EUA vai determinar quem vai ser o presidente dos Estados Unidos para os próximos quatro anos. No entanto, é certo que quem for eleito para presidir à Casa Branca não vai governar o país. Uma série de relatórios recentemente divulgados destacam uma verdade antiga que ainda está para ser fundamentada com factos específicos.
A julgar pelos relatórios que chegaram à imprensa, a primeira auditoria oficial de sempre ao Sistema da Reserva Federal [FRS - Fedreal Reserve System] dos EUA revelou que o FRS aplicou quantidades incrivelmente enormes de dinheiro para as empresas norte-americanas durante e depois da crise de 2008.
Segundo o senador Bernie Sanders, Wall Street tem feito o maior negócio da China da história mundial por conta dos contribuintes norte-americanos. E o senador Sanders esclarece que uma auditoria independente, conduzida a seu pedido, revelou que a Reserva Federal destinou uns surpreendentes $ 16.000.000.000.000 (16 triliões de) dólares para as grandes corporações financeiras, de negócios e indivíduos ricos do país, sem juros, sem a aprovação do Congresso e do presidente, conforme exigido pela lei.
Se não fosse para este senador influente, esta informação poderia facilmente passar por conversa fiada atirada para criar ruído. As autoridades de Washington e a liderança da Reserva Federal não contestaram os relatórios e os meios de comunicação americanos, tão sedentos de sensacionalismo, também têm mantido silêncio sobre isso. Tudo isso demonstra como a proclamada "livre" imprensa dos EUA funciona.
No entanto, é um erro pensar que a Reserva Federal, que desempenha as funções de um banco central nos EUA e tem o direito de imprimir dólares, é dependente do governo. A Reserva Federal dos EUA é uma empresa de gestão privada, que assumiu as funções de um banco central em 1913, após uma conspiração de políticos de topo e banqueiros. Mesmo não estando previsto na Constituição e sendo praticamente independente do governo e do presidente, a Reserva Federal foi dirigindo a economia e a política dos EUA desde 1913.
Não pode haver dúvida quanto a cujos interesses a Reserva Federal dos  EUA está a tentar proteger. A recente auditoria revelou que os destinatários dos biliões emitidos pela Reserva Federal, desde 2008, incluem os principais bancos de Wall Street, incluindo Morgan Stanley, Bank of America, Goldman Sachs e Merrill Lynch.
No momento, estes bancos estão a injectar enormes fundos para a campanha eleitoral do bilionário Mitt Romney, que declarou a Rússia o inimigo número um e promete destinar recursos generosos para programas militares. A campanha do candidato democrata não está tendo qualquer tipo de escassez de fundos também. Segundo relatos, a actual campanha eleitoral está a custar a Obama acima de um bilião de dólares.
Todos esses biliões para a corrida eleitoral não estão a cair do céu. Quem vai ganhar a corrida eleitoral vai governar a Casa Branca, mas não o país."
Valentin Zorin
«The voice of Russia»

OE-2013? Com todo o respeito...



Bem hajas pela pista, Carlos Carvalho!

treinadora portuguesa....

vai coordenar todo o futebol feminino no Irão

outubro 14, 2012

A posta de que todos temos um pouco


A saúde mental está a degradar-se no nosso país como em muitos outros. De resto, basta um pouco de atenção às notícias para o perceber. As alucinações e as bizarrias multiplicam-se a um ritmo que relega para segundo plano os desvios mais tradicionais, as notícias chocantes do passado passaram ao estatuto de normais e nesta normalidade aparente começamos a distinguir os primeiros indicadores de que a loucura não passa de uma questão de perspectiva e mesmo um doido intui que a da maioria acaba sempre por prevalecer como a mais acertada.

O conceito de loucura tem sofrido mutações ao longo do tempo ao ponto de hoje poderem circular livremente pelas ruas algumas pessoas que séculos atrás poderiam acabar amarradas a um pau, acusadas de bruxaria.
Isso prova que a loucura não passa de um desvio a um dado padrão, o da racionalidade como a maioria a defina num dado tempo ou lugar. Sim, até a Geografia pode influenciar o diagnóstico de uma loucura que pode chamar-se excentricidade noutro sítio qualquer. É uma questão cultural, mais do que psiquiátrica, pois nem mesmo a Medicina consegue meter as mãos no fogo pelas suas certezas neste domínio.
Que impressão teriam os nossos antepassados de há dois séculos atrás de um/a descendente que não sendo artista de circo se mostrasse capaz de se mandar de uma ponte amarrado a um elástico só pela pica que isso dá? Acabaria certamente numa camisa de forças, tal como qualquer defensor da política económica do actual Governo português.

Apesar de todo o folclore religioso que o transforma numa sumidade cheia de sabedoria e de bom senso, o próprio profeta da cristandade deve ter soado aos romanos e aos filisteus como nos soa agora o Presidente da República: completamente passado dos carretos. Claro que jamais iriam crucificar Cavaco Silva pelos seus discursos, mas isso nem que fosse apenas para não correrem o risco de que pudesse igualmente ressuscitar…
Isto a propósito de como a loucura depende acima de tudo de uma avaliação externa, como a da Troika a Portugal, por parte dos considerados sãos pela maioria (mesmo quando os sinais em sentido contrário se multiplicam). É aqui que entra a tal questão estatística: e quando os que antes se consideravam malucos forem a maioria? Quem definirá nessa altura os critérios que separam o sorriso perante uma excentricidade fora do comum e o internamento compulsivo?

Tal como o nosso país está a ser gerido por pessoas que talvez não se safassem do crivo de há poucas décadas atrás e provavelmente acabassem, se não no Júlio de Matos, pelo menos muito afastadas de qualquer centro decisor, quem nos garante que os tipos do FMI que andam a errar nas contas e a violar camareiras nos hotéis são bons do miolo quando insistem em impor medidas que dão cabo da cena toda ao pessoal?
É uma questão de perspectiva, lá está…
Por isso se torna importante olhar em redor para tentarmos perceber as tendências em voga em matéria de definição consensual da loucura.

Pelo andar da carruagem e se formos sensatos e prudentes, chegará o momento em que teremos que fazer um esforço ainda mais rigoroso para, pelo menos aos olhos deles, parecermos igualmente sãos.

Este blog não é local de aterragem para seres iluminados

A partir deste momento, quem queira acompanhar as ideias e actividades dos seres iluminados deve mudar de canal, porque para esse peditório aqui já demos.
Desejo uma boa viagem à Salomé Libélula Pupurina. Vai pela sombra, rapariga.

outubro 13, 2012

A posta numa alternativa global

São muitos os cenários avançados pelos analistas relativamente ao que o futuro desta crise nos poderá trazer. Os mais optimistas, e que soam mais cretinos, acreditam sempre numa reviravolta milagrosa e surfam lá em cima, na crista imaginária da onda sinusoidal no gráfico feliz para sempre do ciclo económico que, às urtigas com a tradição, depois de muitos anos flat começou a recuar como acontece antes dos tsunamis. Os assim-assim, mais prudentes na camuflagem da sua absoluta incapacidade para entenderem o fenómeno e menos ainda para esboçarem soluções pertinentes, balouçam o discurso ao ritmo do vento que sopra cada vez mais descontrolado pela sobreposição de temporais.
Porém, os ventos sopram de feição para os mais pessimistas. Com o caos a instalar-se aos bocadinhos na vida de todos nós, as conjecturas mais rocambolescas dos profetas da desgraça e dos teóricos da conspiração assumem um realismo que as decalca na perfeição por cima dos passageiros de um barco com timoneiros desastrados e visivelmente cada vez mais atarefados a açambarcarem para a tripulação os poucos coletes salva-vidas a bordo.
Mas de todos os fantasmas e ameaças que este naufrágio financeiro desenha no horizonte, o mais dantesco é o espectro do afogamento da Democracia no meio de um mar revolto e repleto de vítimas da pirataria a braços com a luta pela própria sobrevivência, demasiado aflitas para recordarem que quando a Democracia vai ao fundo arrasta sempre consigo a Liberdade sua siamesa como se esta tivesse de repente um bloco de cimento amarrado aos pés.

O maior papão desta fase gelatinosa do sistema capitalista é sem dúvida a certeza (esta soou esquisita) de que ao seu eventual colapso sucederá o pandemónio social e a crise política desmesurada, propícia ao surgimento dos vazios de poder mesmo a jeito para ditadores e/ou oportunistas sempre prontos para ocuparem o palanque dos iluminados de circunstância que discursam a salvação fardada como uma medida de força.
No meio da escuridão, aprisionados pela sensação de impotência e pelo desespero de causa, todos se ajuntam em redor dos detentores de isqueiros e seguem essa luz. O medo e a desorientação constituem ingredientes perfeitos para cegarem uma população com a incandescência de palavras fortes e de opções radicais que são as que sobram na falta de alternativas.

Muitas vezes é o pânico o maior responsável pela desorientação colectiva que abre caminho aos momentos mais negros da eterna luta da elites pelo poder, por qualquer tipo de poder. Com os líderes democráticos desacreditados pelos maus resultados e pelas parangonas que lhes denunciam fraquezas e tentações afinal tão disseminadas nos hábitos das populações, a pequena escala de um problema global, as pessoas apontam o dedo aos maus exemplos e depois, como é típico, generalizam.
A Democracia acaba conspurcada pelo mau desempenho de alguns dos seus protagonistas transitórios e definha às mãos do crescente desinteresse dos cidadãos nos seus mecanismos, mesmo sem estarem esgotados todos os recursos e serem tentadas todas as suas versões, tantas arestas possíveis de limar que podem fazer toda a diferença entre fracasso e sucesso do único regime possível, aquele em que o povo é mesmo quem mais ordena se assim o entender.

Para salvar um país, e isto aplica-se à escala planetária, por vezes nem uma revolução basta. A simples troca de rostos e de personalidades nos tronos ou cadeirões, mesmo com operações de cosmética ideológica e até de funcionamento dos mecanismos de acesso ao poder (quando restam alguns), não resulta se o regime não mantiver um contacto próximo com a população que o sustenta.
É a História, que tão bem documenta esse pressuposto, a afirmá-lo na realidade dos factos que regista: nenhum povo informado e na plena posse das suas faculdades racionais suporta eternamente a privação da liberdade ou o mau desempenho dos seus líderes, eleitos ou não.

Em Portugal estamos encurralados pelo binómio desastre financeiro e governativo/ausência de alternativas credíveis para o resolverem ou, no mínimo, lhe amortecerem a pancada.
Por isso mesmo, muitos até desabafam saudades de Salazar e dão o peito às balas demagógicas dos que não têm receitas milagrosas mas podem brilhar por comparação com líderes trapalhões e políticos desmotivados, dos que falam mais alto e mais grosso do que os restantes papagaios de serviço nestas confusões.
No entanto, a esperança que podemos até depositar nesta ou naquela figura circunstancial não pode ficar entregue ao livre arbítrio do comando à (cada vez maior) distância dos eleitores, de xis em xis anos, e nenhuma atenção prestada durante os intervalos. E é nos intervalos que se cozinham estas sopas dos pobres que nos oferecem quando as coisas correm mal e as asneiras se expõem como f(r)acturas que nos privam cada vez mais de uma vida como a entendemos normal.

Associação? Feito.

É preciso fazermos alguma coisa ou arriscamos que outros o façam por nós, com os resultados que estão à vista. Para uns a opção poderá ser a luta nas ruas, já lá andam muitos. Mas para outros a coisa, o combate que urge travar, pode passar por mais do mesmo, Democracia robusta com Liberdade a sério para dela poder usufruir, mas com maneiras.
O conceito não é novo, mas continua na moda por via do artigo 2º de uma tal de Constituição que parece ter-se tornado num estorvo para quem aprecia a governação distante, feita à revelia dos interesses dos cidadãos e eleitores. Chama-se Democracia Participativa e devolve ao povo as rédeas do seu destino num período em que esse controlo directo se revela mais necessário.

Ontem nasceu a Global Vox, o primeiro passo de um movimento de cidadãos anónimos com ganas de proporem uma alternativa isenta dos erros e das fragilidades que o sistema, tal como está a ser interpretado pelos seus executantes, evidencia. Mas não com base em novidades ou em ideologias (re)feitas à pressa e à medida dos interesses de apenas alguns, antes sustentada, essa alternativa, no reforço dos mecanismos democráticos por via da intervenção popular, da emergência da cidadania que todos sabemos estar na hora de incentivar. Pela erradicação de vícios e de impurezas que só um contacto próximo com o poder nos permite, pelo fim da carta branca para a rebaldaria.

Orgulho-me de ter partilhado com outros cidadãos a assinatura do documento que dará origem, num futuro muito próximo, à criação de uma alternativa que vos convido a conhecer.
Pelo menos deixamos todos de poder afirmar que não existe uma...

sondagem...

intenções de voto dos portugueses
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última ceia pós-troika e passos

(sem comentários, sem gente, sem nada...)

A posta umdolitá


Quando for grande vou sempre escolher o da esquerda!

Montagem: Shark

outubro 12, 2012

Zorr... inho

e a poupança... móvel
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cerco por cerco

Recebi esta mensagem na minha caixa do correio. Dizer que o Parlamento é o bastião da democracia e, enquanto tal deve ser respeitado, é um lugar-comum. Mas ver o Parlamento SER um bastião da democracia é outra coisa. E, lamentavelmente, muito pouco comum. Assim e como o saber não ocupa lugar, aqui se divulga...


Movimentos sociais e cidadãos organizam a concentração:“Cerco ao Parlamento”

Objectivo é chumbar o Orçamento nas ruas no dia em que ele é apresentado na Assembleia da República e exigir a queda do governo
Dia 15 de Outubro de 2012 é a data limite para a apresentação do Orçamento de Estado para 2013. Marcámos por isso neste dia uma concentração para expressar o nosso descontentamento em relação às políticas do actual Governo e ao seu orçamento criminoso.
Opomo-nos a que o sacrifício continue a ser feito sobre os de sempre, os que trabalham, e que continue a deixar de lado o capital improdutivo, as mais valias bolsistas, os movimentos de capital, as fugas de capital para o exterior para, em vez disso, insistir na destruição do que resta do período inicial do pós 25 de Abril.
Não podemos aceitar que a destruição da economia prossiga, que quem trabalha continue a perder poder de compra, que os jovens continuem abandonar as universidades, que os mais velhos continuem a não conseguir aceder nem a comida nem a medicamentos, nem que as crianças continuem a não ter o essencial para o seu desenvolvimento. Não podemos permitir que, enquanto isso, as PPP continuem a existir e que prossiga a privatização dos bens públicos, que são de todos.
Consideramos inaceitável que a larga maioria da população continue a empobrecer para que uma minoria mantenha os seus privilégios.
Rejeitamos, principalmente, que a redução do preço na força de trabalho seja solução para a recuperação económica.
Por tudo isto, nesta 2ªfeira, às 19 horas, estaremos em S. Bento e levantaremos as nossas vozes: BASTA! FIM A ESTAS MEDIDAS HOMICIDAS! GOVERNO PARA RUA JÁ!
Conferência de Imprensa, dia 13, às 12:00, em S. Bento.
Concentração em S. Bento a partir das 18h do dia 15 de Outubro.

Para mais informações:

R(a)epto, Quem é, quem é?




Na sequência e em resposta a este post do Raim,  vem o repto:

Quem é, quem é?
A Troika,  Victor Gaspar, Miguel Relvas, Pedro Passos Coelho e Cavaco Silva.

Quem adivinhar tem direito a exibir cartaz a dizer"vai estudar, Relvas" e ainda, como bónus, passear o Rantaplan,

Rantaplan
o cão mais estúpido do mundo...

outubro 11, 2012

desemprego

e todos os d̶i̶a̶s minutos sobe mais um... ou dois
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A posta no Wikileaks pay per view


A Wikileaks despertou paixões intensas no mundo inteiro, amores e ódios tão profundos que tiveram pelo menos o condão de expor às claras a aliança perigosa entre o poder político e o poder financeiro (veja-se o bloqueio bancário à organização, impedindo-a de recolher donativos, mais a actual condição de exilado de Assange).
Depressa a Wikileaks conquistou o apoio de outra organização semi-clandestina, os Anonymous, que igualmente pretende denunciar e mesmo boicotar a acção dos poderes que abusam, nomeadamente na luta pelo livre acesso à informação.
Há gente dos Anonymous detida por fornecer dados sensíveis à Wikileaks sob o pressuposto da divulgação pública e sem restrições dos mesmos.
E por isso, esta novidade no Wikileaks estourou como uma bomba e a cisão parece o menor dos problemas que a organização de Assange poderá enfrentar, tendo em conta as primeiras reacções dos seus parceiros que se afirmam traídos e não são conhecidos por se ficarem…

Como diz o povo, não havendo dinheiro não há palhaços. E a Wikileaks, por via do boicote acima referido e provavelmente também pela situação complicada do seu fundador, cedeu à tentação SCUT (na parte do utilizador pagador), escolheu uma forma radical (a paywall acima lincada) e nada consentânea com a moral da história como os Anonymous a pretendiam.
O dinheiro, uma das maiores ameaças como ambas as organizações o entendem, acaba assim por aterrar à bruta na sopa de quem protagoniza uma das maiores caldeiradas dos últimos anos e, curiosamente, torna-se pela sua falta num foco de divisão entre os que o atrapalham nas mais altas esferas da circulação monetária.

É frustrante, vista de fora, esta provável separação de esforços numa luta que continuará comum aos activistas de uma e outra organização.
Será claramente uma vitória para os (abusos de) poderes que combatem e cuja receita ganhadora passa também por dividir para reinar, mas é fácil de perceber como o pragmatismo (ou desespero de causa) da Wikileaks colide frontalmente com o espírito da coisa para os Anonymous.

Ou então é um problema de comunicação e aí recomenda-se ao Assange que contacte o Governo Português ou outro membro da liga dos eternamente incompreendidos mas sempre a abarrotar de boas intenções…