outubro 11, 2012

Beleza e entretenimento e fundamento

 
Beleza: música de Carlos Seixas... vozes do outro mundo (divino ao minuto 3:18)!
 

 
 
Entretenimento: (responda depressa) Em que século foi inventada a caldeirada de coelho?
 
Fundamento: é uma felicidade (ser vivo) existir cercado de beleza. Vivos somos. Querer é poder. Se não for agora, para quando a beleza?
  

outubro 10, 2012

o lançamento do OE...

para 2013 está na origem do atraso do salto estratosférico de Felix Baumgartner...
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outubro 09, 2012

corte de deputados...

gera contestação...
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Mundo canalha


Imagino-me na pele dos pais de uma miúda tão brilhante como a Malala Yousafzai, catorze anos de idade, e percebo o orgulho que deverão sentir.
Malala é muito jovem para uma pessoa capaz de intervir de forma tão retumbante a nível mundial. É uma pessoa especial, capaz de se destacar da multidão num país onde as mulheres lutam o triplo por um terço do reconhecimento e o acesso ao conhecimento é difícil para ambos os géneros.

Foi essa miúda brilhante que a Reuters informou há pouco ter sido atingida a tiro e transportada em condição crítica para um hospital.

outubro 08, 2012

A posta na coragem propriamente dita



A coragem publica-se.

A beleza dentro de nós

Amei assim um homem uma vez: da primeira vez que lhe vi o corpo nu senti que contemplava a coisa mais bela do Universo. A mais bela (de todas). E logo da primeira vez que o vi, na rua, o achei tremendamente belo. Não importa se era feio, se era bonito (o que é o “feio” e o “bonito”?), para mim era o mais belo. Para mim era. E o seu corpo nu, aos meus olhos, era o mais belo de tudo. Do Universo inteiro.
 
A beleza está dentro de nós.
 
Quando amamos vemos beleza, quando não amamos não vemos, é tudo feio. Uma pessoa que não ama vê tudo feio. Em torno de si é tudo feio. E quem ama vê… beleza. Quanto mais ama, mais beleza vê. Lógico. E se vê beleza, cria beleza…
 
… e depois sofre… geralmente sofre… neste universo de egoístas de todos os tipos e feitios não é lá muito fácil ser-se feliz sempre (muito menos para sempre). Só às vezes, um bocadinho… de vez em quando… um bocadinho (pequenino)… Esse homem, o tal mais belo do Universo, o último dia em que o vi, foi esse, o primeiro em que o vi nu. Nunca mais o vi depois. Foi só um instante… mas valeu a pena... Quanta beleza! Xii! Amar assim vale qualquer instante (para mim). (Acho que foi assim que mereci uma estrela com o meu nome em cima…)
 
Viver uma vida inteira cercado de coisas feias deve ser horrível. Nem consigo imaginar... Sempre tudo feio, por mais caro e luxuoso que seja. Tudo feio. E, infelizmente, para muitos, é assim. A beleza continua por descobrir. Nunca amaram nem nunca foram amados como deve ser nem o bastante. Ainda não sabem o que é o amor. Nem sabem amar. Ainda não aprenderam a amar. Nem querem. Não gostam porque às vezes (muitas, nesta “coisa” a que chamamos “sociedade”), faz sofrer. Não gostam e não amam (porque é uma questão de vontade). “Desamam” o mais possível. Estas pessoas vêem tudo feio (coitadas). Ainda não conhecem a beleza. Nem desconfiam que existe. Para que se descubra a beleza é preciso que antes se descubra o amor. Com tudo quanto seja possível (o trabalho, a família, o exercício, o ócio… a rua… os outros…)
 
… e para o prazer (incluindo o sexual) o mesmo (que para a beleza). É a mesma coisa.
 
… e se algum (por algum motivo extraordinário) acorda para a beleza (a verdadeira beleza) acho, digo eu (não sei), deve sentir-se muito só… ou não… depende… se encontrar outros semelhantes… pode ser uma descoberta incrível! A descoberta do amor e da beleza e do prazer. De uma penada… Um mundo mais bonito em torno e uma data de amigos (impecáveis), como família. Pessoas semelhantes capazes de amar e com vontade de amar...
 
  … ou “the dark side of the moon”… para quem não ama. Pessoas semelhantes incapazes de amar em torno... É assim. Cada um (qualidade humana ou não) vive rodeado de seus “semelhantes”. As anomalias são raras. (“Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”).
 
… e pronto. E a violência. Andam para aí à solta “pessoas” ou “grupos de pessoas” que não conhecem a beleza nem o amor nem o prazer sexual. A coisa vai a tal ponto, que se tornam perigosas para os seus “semelhantes” (já de si, no geral, nada virtuosos, um pé dentro e outro fora da violência…) E daí para a frente é a ‘espiral de violência’… o culto da violência (filmes, jogos, pornografia de terceira (corpos objecto em interacção física, muitas vezes com violência), corrupção, roubo, mentira, abuso de confiança, e sabe-se lá mais… não acaba…
 
Ou experimentaram prazer com violência, ou violência com prazer, ou prazer sem “amor”, ou “amor” sem prazer, ou “amor” sem beleza, etc. (para quem não sabe o que é o amor, o amor não existe. Simplesmente não existe.) Só ama (se quiser) quem sabe amar. Quem não sabe, não pode, não tem ‘habilitações’ suficientes (instrução bastante) em matéria de ‘sabedoria do amor’.
 
E é assim. Pode ser que dia já existam alguns… ao cabo de uns milénios… no meio de muitos… pode ser que um dia aconteça… (Sabe-se lá? Se até o amor “acontece”?) Com a certeza de que serão poucos mas bons. Uns valentes… (digo eu, não sei…). E até pode ser que descubram mais coisas (além do amor e da beleza e do prazer), mais coisas que ainda não sabemos que existem… Podem existir… podem existir e não sermos capazes de as ver ou sentir… ainda... Ainda não termos amado o bastante para mais… e depois… ir além é ‘golpe de asa’… e ‘arte de amar’ (se possível muitos e bem e muito e a sério).
 
Enfim… é o meu “último grito” para a evolução da espécie Homo sapiens sapiens. Começaram a caçar animais e a lutar entre si, meios macacos (a amar qualquer coisa (como um macaco), um ou dois, a mãe e o irmão ou assim), foram por aí afora a inventar maquinetas e a destruir tudo… aos poucos começaram a amar mais e melhor e a lutar menos… até existirem uns tantos já capazes de amar (razoavelmente)… e até alguns que nasceram mesmo (só) para amar. Só sabem amar. Não sabem fazer de outra maneira. Não têm ‘habilitações’ para a violência (e muitos até preferem alimentar-se de vegetais e frutas e cereais…) Nasceram para amar. Por mais que sofram, só sabem amar. Os tais que às vezes “fogem”… isolam-se … em geral para tentarem aprender mais, outras coisas (além do amor e da beleza e do prazer). Mas começando a existir desta “estirpe” em número suficiente, a vida entre os outros (semelhantes e dissemelhantes) pode adquirir novas cores… (digo eu, não sei… é uma hipótese…)
 
"Tu verdadero trabajo es crear belleza.
Tu verdadera magia, desarrollar la atención.
Tu verdadera acción social, crear conciencia".
 
Alejandro Jodorowsky
 

outubro 07, 2012

Passos...

sabe para onde vai...
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A posta que basta somar dois mais dois


A Natureza é um manancial de lições para a única espécie que se vangloria da sua inteligência, a nossa. Observar o comportamento dos outros animais e saber processar os ensinamentos que daí derivem deveria ser uma (mais uma) vantagem competitiva sobre os desgraçados seres vivos que lutam para sobreviver à intervenção da tal espécie inteligente que se comporta de forma tão burra.
Mas não é.
Insistimos em repetir erros, em trair princípios, em seguir líderes violentos ou simplesmente imbecis.

Apesar de ser recorrente a imagem dos rebanhos quando observamos o comportamento da maioria dos que caminham sobre dois membros, os fenómenos de massas que protagonizamos, nós humanos, fazem-me lembrar as manadas de gnus.
Igualmente numerosos, esses cornúpetos primam pela determinação. Insistem nos mesmos trilhos, nas mesmas rotinas seguidas por gerações ao longo dos tempos mesmo depois de conhecidos os perigos da jornada. Parecem estúpidos, vistos de fora.
Contudo, eu não gostaria de saber a opinião de um gnu acerca do comportamento dos humanos. Os gnus são fisicamente muito mais fortes e em matéria de inteligência (aquela que os comportamentos traduzem) deveria verificar-se o oposto, ao ponto de o raciocínio superior poder explicar o que nos coloca tão acima dos gnus na hierarquia animal como a definimos e que às vezes parece não ser a que a Natureza tinha previsto quando se viu a braços com esta espécie estranha, com este fim anunciado da macacada que somos nós e quem estiver por perto.

Os gnus são bichos dependentes da integração num grupo, a sua sobrevivência está ligada à coesão de um colectivo. Porém, esse grupo funciona como uma aglomeração de indivíduos com cornos nas tintas uns para os outros: se os mais fracos acabam isolados da manada e à mercê dos predadores, problema deles.
Apesar da sua força intrínseca e da que os números lhe poderia acrescentar, os gnus só entendem o grupo como uma multidão que lhes compete seguir, sempre na esperança de passarem despercebidos no meio da confusão e de poderem aí ocultar os pontos fracos que os possam tornar em presas fáceis. E não mexem uma palha em conjunto para defenderem os seus, por vezes nem mesmo as próprias crias em aflição.
Seguem o seu caminho de sempre, enfrentam desafios seculares que muitas vezes os matam, cometendo sempre os mesmos erros, arriscando seguir o mesmo farol para a potencial perdição.

As ovelhas não são diferentes nesse aspecto, mas quando comparamos um gnu com um ovino tomamos consciência da lição de desperdício que a Natureza nos ensina. Cem ovelhas não conseguiriam reunir a mesma força combinada de meia dúzia de gnus, caso possuíssem a inteligência dos humanos que lhes permitisse discernir que a união faz a força, mas talvez mil pudessem dar conta do recado e acabava-se o domínio do pastor.
E meia dúzia de gnus talvez não dessem conta de um grupo de leoas famintas, mas os estragos que iriam provocar, se a memória dos restantes pudesse processar a lição da Natureza que sempre as dá, ficariam como uma prova cabal de que a resistência é possível quando se combinam forças em torno de um objectivo comum.

Perceberam o trocadilho?  

Experimenta acreditar


Experimenta parar por um instante para sentires o poder latente nas tuas veias e na tua convicção.
Experimenta escutar por momentos o bater do teu coração e fica alerta enquanto a tua consciência desperta para chamamentos que nunca antes permitiste porque tudo aquilo que sempre ouviste te dizia para calares essa voz.
Experimenta juntares-te a nós, os outros como tu, numa estranha ligação com o desconhecido que sentes como um irmão bem vindo a essa luta que percebes nesse preciso instante já estar a acontecer.
Experimenta soltares ao vento tudo aquilo que precisas dizer, nas ruas onde haja quem precise de ouvir, como tu, o protesto que sabes sentir abafado num contexto de censura mansa em que conquistam a tua desconfiança com mentiras e com omissões.
Experimenta libertares as emoções em gritos coloridos pelo coro com a multidão, todos unidos para combater a repressão manhosa, subreptícia e insidiosa, que vês nascer no medo estampado no olhar de cada um dos medíocres que te esmagam com a força das ilusões que te impingem, das decisões que te atingem enquanto cidadão isolado à sua mercê.
Experimenta o sabor da revolta que se vê eclodir em pequenas explosões de pessoas como tu, desesperadas, e sente no peito as palavras gritadas onde haja quem as ouça e consiga perceber porque há algo que precisa mudar e bem depressa.

Experimenta meteres na cabeça de uma vez por todas que a mudança, a revolução necessária, não vai acontecer, se todos ficarmos a vê-la encenada pela televisão.
Imaginária.

outubro 06, 2012

E é isto!

Senti-me triste quando me dei conta de vários acontecimentos praticamente ao mesmo tempo.
Estava descontraída a passar canais e parei na TVI. Estava o Manuel Luís Goucha a entrevistar Maria de Belém Roseira. Sempre gostei de a ouvir falar, uma mulher com uma educação enorme e de uma cultura vastíssima. Ela escreveu um livro intitulado “Mulheres Livres” e era essa a razão que a levava àquele programa. Nos instantes em que a ouvi falava sobre os valores descartáveis do nosso país e do quanto nós, portugueses, desvalorizamos os grandes nomes que fizeram e fazem a nossa história. O livro fala de Carolina Beatriz Ângelo, a primeira cirurgiã portuguesa e de Maria de Lourdes Pintasilgo, que foi, até ao momento, a única mulher Primeira-ministra em Portugal. Foram grandes valores da nossa sociedade que se descartaram quando se pensava que não podiam dar mais daquilo que foram. Mas na entrevista Maria de Belém referia-se também a outros nomes que foram como que descartáveis e só tiveram valor enquanto exerceram cargos de algum poder. Deu exemplos de outros países em que as pessoas (políticos ou não) gostam de se rodear de quem é tanto ou mais inteligente e assim ser bem aconselhado ou desempenhar um melhor papel no exercício das suas funções. Nós fazemos precisamente ao contrário, e eu sei do que falo, gostamos é dos mais ignorantes ao nosso lado para assim nos mostrarmos mais e superiores. É talvez por isso que valorizámos tanto e de forma galopante o ato de se ter hasteado a bandeira ao contrário. Toda a gente erra e ali o protocolo falhou, nós é que estamos tão enfurecidos com a nossa realidade social e económica que personificámos toda a nossa ira nesse erro. Mas se pensarmos bem, isso pode ter destruído a carreira profissional e pessoal de uma ou mais pessoas. Na realidade, para mim, esse não foi esse o facto do dia. Pessoalmente emocionou-me o desespero daquela mulher que irrompeu pela cerimónia a gritar que vivia na miséria. Isso sim custou-me imenso. Já somos muitos aqueles que temos verdadeira noção do que é o flagelo do desemprego, do passar necessidades, do não ter onde ir buscar caridade sem sentir vergonha, de ter que deixar a sua casa e não ter onde viver, do ter que ver o olhar dos filhos quando até eles sabem que não podem pedir nada, e não ter uma luz ao fundo do túnel pois quem passa por isto sabe que não há túnel nenhum mas sim um poço sem fim à vista. Entristeceu-me ver aquela cantora lírica a entoar o “Acordai” e aqueles mentecaptos que foram convidados para assistir à cerimónia do 5 de outubro aplaudirem como se aquele momento fizesse parte das comemorações. Não têm noção do desespero em que o povo vive. Entristeceu-me saber da morte da Margarida Marante que agora todos dizem que foi uma grande mulher mas ninguém fez nada por ela quando, em desespero, abriu as portas da sua vida para dizer que era vítima de violência domestica e que estava desempregada e a viver um pesadelo. Eu, como cidadã, penitencio-me por nunca ter feito nada. Nós é que pensamos sempre que as pessoas estão mais longe do que estão na realidade, mas todos temos os nossos problemas e as nossas vidas. Somos todos seres humanos. E temos obrigações uns com os outros. Não terá também ela sido abandonada por nós, como todos os outros grandes valores que fizeram e fazem a nossa história? Será tão difícil pensarmos que a solução do nosso país não estará em os nossos governantes descerem do pedestal e chamarem quem possa realmente ajudar? Nomeadamente antigos ministros ou especialistas em política interna e finanças e em conjunto, deixando de parte a cor partidária, encontrarem soluções válidas que beneficiem e melhorem a vida dos portugueses? Acho que está mais do que na hora de romper com os poderes instituídos e com os compadrios e pegar neste país com vontade e determinação. Precisamos de gente com amor à nação, ao país e à nossa identidade para fazer alguma coisa por isto, porque caso as coisas não mudem vai ser um caminho muito mau o que vamos continuar a trilhar e pessoalmente já estou sem forças até para mandar à merda quem foi eleito.

outubro 04, 2012

BPN...

com possibilidades... ilimitadas
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ter um curso e fazermos figuras de urso

Chegadinha à minha caixa de correio, aqui fica uma divulgação venenosa mas, ainda assim, digna de um olhar atento:

Será que o Ensino Público Universitário é deficiente ou os nossos "meninos da governança" é que o são?
O povo é sábio!... Ou diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és!....
Adivinhe: Quem criou o Ensino Superior Privado, com excepção da Universidade Católica, em Portugal, quem foi?!....
Pois é, acertou!... António Aníbal Cavaco Silva.
E, a partir desse momento, ninguém parece querer perder tempo a tirar cursos na Pública.

AS INCLINAÇÕES DESTE GOVERNO...

Ninguém tirou o curso na Pública?

Eis algumas das Universidades Privadas mais representativas:

- Universidade Moderna - Encerrada pelas Autoridades por ser Centro de Crime Organizado.
- Universidade Independente - Encerrada pelas Autoridades por ser Centro de Crime Organizado.
- Universidade Internacional - Encerrada pelas Autoridades por ser Centro de Crime Organizado.
- Universidade Lusófona - Os processos de equivalência provam que há licenciaturas fraudulentas.
- Universidade Livre que (passou a Universidade Lusíada) - Nada leva a crer que seja melhor que as outras. (Enfim, desta aguardam-se evidências, digo eu...)

MINISTROS:

1 - MINISTRA DA JUSTIÇA – Paula Teixeira da Cruz – Licenciada pela Universidade Livre.
2 - PRIMEIRO MINISTRO – Pedro Passos Coelho – Licenciado pela Universidade Lusíada (ex-Livre)
3 - MINISTRO DA SEGURANÇA SOCIAL – Pedro Mota Soares – Licenciado pela Universidade Internacional.
4 - MINISTRO DE ADJUNTO – Miguel Relvas – Licenciado??? pela Universidade Lusófona.
5 - MINISTRO DAS FINANÇAS – Vitor Gaspar – Licenciado pela Universidade Católica.
6 - MINISTRO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS – Paulo Portas – Licenciado pela Universidade Católica.

SECRETÁRIOS DE ESTADO:
1 - Secretária de Estado do Tesouro e das Finanças - Maria Luís Albuquerque – Universidade Lusiada.
2 - Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais - Paulo Núncio – Licenciado pela Universidade Católica.
3 - Secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Europeus - Miguel Morais Leitão – Licenciado pela Universidade Católica.
4 - Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional - Paulo Braga Lino – Universidade Portucalense.
5 - Secretário de Estado da Administração Interna - Filipe Lobo D'ávila –Universidade Católica.
6 - Secretário de Estado Adjunto do Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares - Feliciano Barreiras Duarte – Universidade Lusófona.
7 - Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar - João Casanova de Almeida – Universidade Lusófona.
8 - Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas - José Cesário – Universidade Lusófona.
9 - Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social - Marco António Costa – Universidade Católica.
10 - Secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território - Pedro Afonso de Paulo – Não diz.
11 - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros - Luís Marques Guedes – Não diz.
12 - Secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional – Não tem curso.
13 - Secretário de Estado da Energia - Artur Trindade – Não se sabe.
- De uma coisa vou tendo a certeza: esta genta tem vindo a dar outro brilho ao conceito de se TIRAR um curso...

outubro 03, 2012

Gaspar aos olhos de...


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O que ficou da minha escola

Saber ler, escrever, contar. Aprender a pensar. Aprender a estudar. Isto e qualidade humana, essencialmente. Infelizmente muito pouca. Raras e honrosas excepções. Apenas. Muito honrosas deveras (tive sorte). E de resto pouco… pouco ficou da trigonometria, da termodinâmica, da física, da taxonomia, da geografia... Daquilo que me foi ensinado sem amor, pouco ficou. Um lastro, é certo… Mas bem passaria sem isto ou aquilo, ou mais isto ou aquilo. Era o mesmo. O que fez de mim quem sou foi o essencial. E da aprendizagem, o essencial foi aprender a “ser alguém” com pessoas que eram alguém também. Aprender a ser qualidade humana e ler e escrever e contar (o melhor possível) e aprender a pensar (nos outros, por exemplo, por vezes no seu “mau exemplo”) e aprender a procurar e a encontrar as soluções para o dia de hoje. Saber ser qualidade humana (o mais possível). Até hoje insisto. Tento. Tento sempre ser o melhor possível. Analisar e reparar e corrigir os meus defeitos (inúmeros por excesso ou escassez). Tento. Todos os dias tento fazer melhor. Todos os dias em que me não ocupo a traçar um novo plano, um projecto melhor de mim própria…

É difícil ser-se professor com qualidade humana (sei-o porque, enquanto aluna, encontrei muito poucos). Dar o corpo ao manifesto. O amor à causa. Ensinar crianças e jovens com amor. Estar atento a eles, conhecê-los, compreendê-los, saber o seu nome, tentar ajuda-los, fazer o melhor para que eles sejam o melhor possível e se possível reparar em todos (dar atenção a todos). Ter genuína vontade de lhes ensinar qualquer coisa que valha a pena… e servir-lhes de exemplo. Não apenas despacha-los, como se fossem pacotes a atulhar de “conhecimento”. Uma “pessoa” não é isto. Uma “pessoa” é a sua sabedoria (de amor). Quem não é isto não chega nem a ser um projecto de “ser humano”.
 
“Conhecimento” adquire-se estudando, “sabedoria” adquire-se amando.
 
O “conhecimento” (Homo sapiens sapiens) é transitório. Só a sabedoria (do amor, da vida, a descoberta do caminho para a felicidade) permanece, sobrevive ao tempo... prossegue!
 
Muda-se a profissão, o modo de vida, a casa, o carro, o conhecimento. Aprende-se. Lembra-se. Esquece-se. Fazem-se outros negócios, outras alianças. E o que fica? Aquilo que a pessoa é. É o que persiste. E se tiver evoluído o bastante para entretanto se fazer a si própria através dos outros qualidade humana, é fantástico! É isto o verdadeiro sucesso do ensino: produzir qualidade humana o mais habilitada possível para estas ou aquelas funções (práticas). Consoante o interesse e a vontade da pessoa. Nem todos querem ser médicos. Alguns preferem ser carpinteiros. E outros gostam mais de servir às mesas. Para uma pessoa evoluída, servir às mesas pode ser um trabalho muito interessante. Uma experiência repleta de pessoas de todos os tipos e em diferentes circunstâncias: um chora, outro ri, o problema dum é este e o de outro, outro, um tem fome, outro tem sede. Mas sobretudo uma experiência interessante para observar de que forma se é tratado pelos outros. Aprende-se muito com os defeitos (erros) dos outros (na pele).
 
Obrigada. A quem me ensinou sintaxe e gramática com amor… e tudo o mais. Muito obrigada. A todos quantos me ensinaram a ser quem sou. Pode até ser presunção, talvez mais um defeito a corrigir, mas sendo honesta, tenho imenso orgulho em ser quem sou. E se sou o que sou foi em grande parte resultado daquilo que me ensinaram os meus inúmeros professores (além das “matérias”). A pouca qualidade humana (muitas vezes excelente) foi o meu modelo, o meu exemplo. O resto foi o contrário dele. Observar no outro o erro, para em mim própria o corrigir: o grau de desatenção, de desleixo, o ir lá “despejar conhecimento”, “meter (dinheiro) ao bolso” e “andar” (destes tive muitos), a negligência, o desinteresse, a incapacidade do esforço de agir no sentido de tentar fazer melhor, etc.. Aprendi muito com todos. Aprender é uma questão de vontade (de amar). Amar cada vez mais, cada vez melhor.
 
Porque sim. Porque é bom, faz bem, dispõe bem, é o único caminho possível para a felicidade e a razão de existirmos e tal, mas à parte isso, dá muito prazer. Ter em torno de nós pessoas de olhos brilhantes, felizes, atentas, amáveis, bem-dispostas, com quem fazer energia positiva em simbiose, traz verdadeira felicidade. E soma. Vai somando… e dá muito prazer.
 
… é outra definição possível para o amor: “fazer energia positiva em simbiose”. Pode ser com pessoas, com animais, com plantas, aquários, hortas, panelas de sopa… Pode-se fazer energia positiva com o que se quiser, por amor ao próprio ou a outros. Mas à medida que se vai saindo do casulo de egoísmo há uma maior propensão para o amor voltado para fora (aos outros)…
 
O “conhecimento” Homo sapiens sapiens esvai-se, é “ultrapassado”. A posse material desaparece e reaparece. Só a sabedoria do amor permanece… se aperfeiçoa de geração em geração... ao longo de séculos, de milénios… além desta existência, desta experiência…
 
Coço a cabeça para pensar como podemos encontrar-nos neste ponto? nesta selva? com uma tropa de entre os piores (os menos evoluídos) ao leme? como é isto possível? Ao contrário de evoluirmos (para a felicidade), involuímos (para a infelicidade). Mais pobreza, mais sofrimento, mais desperdício, mais lixo, mais destruição, mais inutilidades… numa palavra, mais ignorância. Desculpem-me mas é de loucos. Cegos, mudos, surdos e loucos. Distraídos ao extremo da pasmaceira patológica. Ausência absoluta das suas próprias vidas. Zombies como nunca: pi-pi-pi daqui, televisão dali, jogo dacolá, ninguém sabe, ninguém viu, ninguém se conhece… Tudo a dormir e a banda (a vida, a experiência) a passar ao lado. Estamos aqui, neste ponto de dormir em pé (por vezes com fome e sede e doença e desconforto), e a banda (a vida, a experiência) a passar… e muito bem enquanto não tocam sinos nem bombas…
 
É tempo de despertar! Aprender o essencial (ao menos): saber respirar, alimentar, exercitar, beber, conversar (comunicar), ter sexo (comunicar (dar prazer) com alguém através do seu corpo), estar atento aos outros… Amar. Aprender o gosto de ser feliz a fazer outros felizes. Amar o mais possível. Já é tempo de aprendermos a amar (muitos de nós, quase todos). É exactamente este o tempo (certo) de aprender a fazer da vida uma experiência positiva (o mais possível).
 
 
 
A.D.D. - Distúrbio de défice de atenção.
 

outubro 01, 2012

os limites da decência ou que raio de democracia é esta?

Um dos seguranças de Passos Coelho, no passado dia 26 de Setembro, aquando de uma visita do primeiro ministro ao Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, no interior das instalações deste estabelecimento de ensino, dirigiu-se a um estudante que teria vaiado Passos Coelho, agarrou-o por um braço, isolou-o e conduziu-o ao exterior das instalações para ser identificado pelos agentes fardados que ali se encontravam, em profusão estapafúrdia.

Pelo caminho, tentou impedir um operador de câmara da TVI de filmar esta sua atitude, tendo até ensaiado uma agressão ao repórter.

Parece que a Inspecção-Geral da Administração Interna já terá aberto um inquérito a esta tentativa de intimidação ao repórter... Mas, então, e a atitude perante o estudante, que me parece igualmente ser não menos gravosa? De que estará à espera a direcção do ISCSP para lavrar, também, o seu protesto e exigir responsabilidades à tutela por este acto desrespeitoso e indigno?

Até nos tempos salazarentos havia algum pudor ou reticência na entrada e actuação da polícia nos estabelecimentos de ensino, entendidos, tal como as igrejas, locais de alguma independência ou autonomia, chamemos-lhe assim, sacralizada.

Pelos vistos, para esta gente, isso terá sido coisa que passou à História.E assumem que, já muito fora do regime democrático em que supostamente vivemos, o País vive afinal em estado de sítio promovido, a contrario sensu, pelos nossos governantes.

Reflectindo tão-só que toda esta movimentação nas ruas se deve, em primeira instância, ao profundo e mais do que legítimo descontentamento que grassa por Portugal fora, mas que foi a inépcia não inocente do governo de Passos Coelho através da aberração da TSU e demais declarações avulsas que, como causa próxima, atiraram os descontentes para a rua, massivamente, em desepero e numa unidade de acção de dimensões porventura pouco imagináveis pelos senhores do «arco do poder», fica-me a sensação desconfortável de que tudo isto estará a ser orquestrado.

Ora, como nada acontece por acaso, parece-me claro, também, que o tempo deste governo acabou, sob pena de consistir ele no principal e determinante fautor de instabilidade e criador de conflituosidade social.

E depois dele? Ora, novas políticas, claro...
NOTA PÓS-POUCA VERGONHA - O presidente do ISCSP, Manuel Meirinho, por acaso cabeça de lista pelo PSD, na Guarda, nas últimas eleições legislativas anunciou um inquérito disciplinar ao aluno que vaiou o primeiro ministro Passos Coelho!

E está concluído o círculo da prepotência. Este fulano que devia, em primeira instância – isto, claro, se tivesse alguma coisa parecida com coluna vertebral… – pugnado pela dignidade e independência da instituição a que preside, faz exactamente o que o patrão espera dele: senta-se, agita a cauda e move um inquérito ao estudante, alegadamente porque há um código de conduta naquela universidade.

E esse «código de conduta» não lhe recomenda, antes de mais, que preserve a invasão da instituição que está à sua guarda dos desmandos intrusivos da «polícia», seja ela qual for? Efectivamente, há muita maçã podre neste cabaz de burgessos.

A posta que hoje ainda podemos escolher


Deus quis que, entre os homens, uns fossem senhores e os outros, servos, de tal maneira que os senhores estejam obrigados a venerar e amar a Deus, e que os servos estejam obrigados a amar e venerar o senhor (…)

Saint Laud de Angers


Assim se resumia, preto no branco, a definição das hierarquias numa sociedade feudal.
Eram simples, à época, estas questões melindrosas do lugar que as pessoas devem ocupar em função dos critérios de outras pessoas que reclamam os melhores para si mesmas.
Havia uma elite, os senhores, e havia o resto da malta, os servos, numa relação legitimada (e certamente abençoada) pela vontade de Deus.
Não havia muito a pensar com as coisas postas dessa forma: Deus quis e a partir daí fim de papo.
Depois era só aceitar a lotaria do destino e rezar (a probabilidade era tão escassa que só mesmo com milagres) para nascer no lado certo desta arrumação básica das prateleiras sociais.

Só em 1789 o mundo produziu algo de significativo para contrariar o espírito da coisa no escrito acima, depois de séculos mergulhados numa mera disputa de poderes entre os diferentes senhores e na qual ao povo (o tal resto da malta) competia sempre servir de carne para canhão.
Mas como a História sempre nos ensinou, os mecanismos de poder bem sucedidos nunca desaparecem em definitivo. Ficam latentes, à espera do momento certo, das circunstâncias mais favoráveis para ressurgir, noutras mãos, com outros rostos, com as mutações necessárias para se adequarem aos propósitos dos mais poderosos em cada tempo e em cada lugar.

Quando na citação acima substituímos Deus por dinheiro e olhamos em nosso redor é impossível reprimir uma certa inquietação. A chamada agenda neoliberal tem paulatinamente removido do caminho os obstáculos a um feudalismo em versão moderna, igualmente fascista mas mais civilizada, mais consentânea com os estragos que os últimos dois séculos provocaram nas contas dos que ganham mais. Mas é um facto que o poder político surge cada vez mais distante, para lá das muralhas policiais e das barreiras à Informação que os preservam da ira legítima dos cidadãos quando se percebem abusados ou vítimas de um embuste, tal como é incontestável o primado do dinheiro nas decisões seja de quem for, seja onde for, amado e venerado ao ponto de merecer o sacrifício de vidas, imensas, como só aos deuses se permite sem contestação.
E eles, os senhores da finança que controlam os senhores da política e da justiça e todos quantos procuram cobertura sob a capa de um estatuto superior ao da maioria dos cidadãos, fomentam porque lhes convém essa organização tão simples: senhores e servos. Ou senhores e trabalhadores por conta de outrem, desde que devidamente amansados pela desautorização do movimento sindical, pela precariedade dos postos de trabalho, pelo apelo ao consumo desmedido, pelo condicionamento ou mesmo manipulação da informação que mais pesa na opinião pública, pela degradação sistemática e objectiva dos mais sólidos pilares da Democracia e por todos os meios que possam tornar cada cidadão refém e, se possível, devoto a essa causa duvidosa.

Quando os sinais se somam e continuamos a ignorá-los temos razão para nos assustarmos. Podemos ou não levar a sério as perspectivas mais desconfortáveis e pessimistas, consoante o nosso próprio ponto da situação quanto àquilo em que a nossa vida se tornou no meio da aceleração e da alienação que quase nos são impostas como um preço a pagar pela felicidade em que alegadamente se tornou a integração na sociedade, implicando esta a posse de bens que funcionam como as bijutarias com que compraram Manhatan aos indígenas.
A esses privaram de um pedaço de terra. A nós, compram-nos aos poucos a alma. Ou, quando tal caminho não resulta, vergam-nos pelo medo da exclusão social a que nos condenam se não conseguirmos atinar ou se a conjuntura for desfavorável e se necessário desertam, mesmo que estejam em causa grandes aglomerados populacionais, como o exemplo da cidade de Detroit tão bem documenta e as várias nações miseráveis do mundo gritam nas nossas caras viradas para o lado, problema dos outros que a nós jamais atingirá, enquanto perdemos o controlo das nossas vidas, a soberania das nossas nações e tudo aquilo que nos possa defender do regresso ao passado numa das suas memórias mais desprezíveis.

E é sempre no presente que se constroem as várias Histórias possíveis.