junho 10, 2012

Discurso de Sampaio da Nóvoa nas comemorações do 10 de Junho de 2012

"António Sampaio da Nóvoa aponta os nossos falhanços colectivos enquanto Nação e apela ao nosso desígnio que afinal não é o futebol mas o Estudo e o Conhecimento. E mostra que Portugal falhou quando se afastou da Ciência, do Ensino e do Conhecimento. Caminhos dos quais a Europa desenvolvida nunca se afastou."

15 comentários:

  1. Belo discurso... Pena que a ideia fundamental em torno da qual se organiza a nossa civilização seja a de 'posse'... era mais giro que se organizasse em torno do 'conhecimento', ou da 'inteligência', ou da 'ética', ou da 'estética'...

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    1. Isso. Eu resumiria tudo em 'bem estar'.

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    2. Gosto! 'Felicidade' também servia... Eu ia com qualquer uma destas... e com todas também podia ser... De resto, está tudo certo, perfeitamente certo, e parece-me muito bem falar-se em 'conhecimento' e na sua valorização e na ligação das universidades à vida prática, e etc., tudo muito certo, mas também dava muito jeito que isso se reflectisse não apenas na entrada no mercado de trabalho mas igualmente na valorização do trabalho qualificado. Ninguém percebe que um canalizador ou um trolha ganhe mais à hora que uma pessoa com um curso universitário... ou sim, ou sopas... mas também não se podem formar pessoas com cursos universitários que não sabem ler nem escrever nem contar... ou sim, ou sopas... nem podem existir cursos universitários em universidades públicas que não sejam reconhecidos pelas respectivas ordens... ou sim, ou sopas... e também não podem existir cursos universitários em universidades públicas cuja formação específica possa ser, por decreto, avassalada por outros tipos de formação completamente distinta... ou sim, ou sopas...

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    3. ... é... mas o discurso é fixe...

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  2. Penso que as entranhas de alguns dos presentes estariam em apertos e reviravoltas, auto-perguntando-se "mas porque é que eu (ou ele) escolheu este gajo que pensa que é professor da primária e nos vem dar réguadas?)"

    Não pretendendo no entanto fulanizar ninguém, temo que mais uma vez um optimo discurso bem estruturado, e bem dito, não tenha sequer entrado por muitas orelhas e naquelas em que entrou, não tenha deixado residuo...

    Ou seja, será que mal (ou bem?) "acomparado" mais uma vez foram deitadas "pérolas a porcos"? (Nota: Para que não me venham a acusar de injurias, lembro que a designação comum dos paises mais "tesos" - no sentido de "sem dinheiro" - da Europa é, embora em inglês, de "porcos"...)

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    1. Tu, se estás a ofender alguém, é os porcos.

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  3. Ouvi emocionado o discurso, quiçá o primeiro, ou pelo menos um dos poucos que de facto teve o condão de mexer no que deve ser mexido, de dizer o que deve ser dito, e por esse motivo tanto ensurdeceu de silêncio a assistência- quase toda ela incomodada- com o fio discursivo do orador.
    Concordo em pleno com o Eduardo Martins, muitas daquelas entranhas, senão tomadas de súbitos prenúncios de cólicas diarréicas, pelo menos terão passado pelas incomodidades de um assento subitamente tornado áspero, obrigando o nalquedo às manobras de alternância: ora nágueda (qual nádega!!), nalga esquerda para a direita, e de novo para a anterior para logo de seguida regressar ao conforto possível do meio-cú direito do conforto, passe a redundância, que o cú é coisa redonda, embora tenda a descair para um dos lados. Quando os discursos de ocasião costumam ser um festival para as moscas e os olhares bovinos dos assistentes, tanto locais como televisivos, eis que sai um homem com as bolas no sítio, e não mais a comemoração foi a mesma. As palavras dos oradores seguintes souberam à honestidade a toda a prova dos vendedores de automóveis em terceira mão:- este é novinho em folha, só um dono, professora, que só saía uma vez por mês para ir à Aldeia, tem dez anos, mas só quinze mil quilómetros e leva tapetes novos e silicone no tablier, veja como brilha...Como?, ferrugem ali em baixo?, Não, isso é um pouco de barro da Aldeia, sabe como é, ruas sem calçada...heheh, mando já limpar... o carrinho está impecável... mas as ruas da aldeia...
    10 de Junho; um souflé com três dias: nem requentado estava, palavras baixinhas e frias acompanhadas de dejá vue, colheita de para-esse-peditório-já-dei-agora-deixa-me-dormir-ao-menos-sossegado-mosca-vai-te-embora-e-agora-medalhas, se não fosse o sr professor.
    Bem hajas, pedrada no charco.

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    1. Foi mesmo. Pedrada no charco. Pena é não ter acertado em ninguém :O(

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  4. Olás!

    O professor Nóvoa mantém-se uma referência de qualidade, de limpeza, de rectidão, de desassombro.

    Os «moucos de circunstância» já o eram antes de Nóvoa começar a falar. Na verdade, todos sabem bem qual a gamela em que chafurdam.

    Mas interessa que Nóvoa falou. E disse. E houve quem o ouvisse, quem se deslumbrasse por não haver só nódoas neste país, mas haver ainda Nóvoas que fazem diferença e apontam rumos.

    Porventura não aqueles que assistiam - que só assistem por circunstância, também. Mas o certo é que já recebi este discurso por mais de uma dúzia de vias diferentes... e muito mais ténue é o adejar da mariposa da metáfora, que provoca o tufão nos antípodas.

    Grande Nóvoa! Que a voz nunca lhe doa, pois se não nos valer a palavra, há-de valer-nos o quê?

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    1. Nunca o tinha ouvido falar.
      Gostava que tivesse sido meu professor.

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    2. Só tenho a escola primária mas entendi bem o professor Nódoa e já ä bastante tempo que não via alguém com eles no sítio falar como este SENHOR Nódoa porque não homens como ele no governo do nosso Portugal.

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    3. Não é Nódoa, Rodrigues: é Nóvoa.

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  5. ...pois....depois do Sampaio, lá veio o Cavaco Nódoa.... :S

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