abril 23, 2012

I. “Espécie inteligente”

Andam para aí umas pessoas perfeitamente convencidas de que somos uma “espécie inteligente”. Isto é muito estranho, não é? Como é que em pleno século XXI ainda há pessoas convencidas de disparates destes? Nós não somos, nem nunca fomos (e por certo nunca seremos) uma “espécie inteligente”. Os “indivíduos” da nossa espécie é que são inteligentes. É muito diferente! Como “espécie” somos muito semelhantes aos ratos. Os ratos não são assim muito inteligentes, pois não? Não sei… acho que não…

Se se puserem uns ratos numa gaiola, enquanto forem poucos e houver abundância, reproduzem-se muito. Quando já são muitos e os recursos escasseiam (o espaço, a água e a comida), lutam entre si, morrem alguns, e depois volta tudo ao princípio. A nossa espécie é igualzinha. A única diferença é que a nossa “gaiola” é o planeta. Nos últimos cem anos, como alcançamos os meios tecnológicos suficientes, destruímos mais o planeta que em toda a história da espécie humana e reproduzimo-nos muito porque houve muita abundância. Neste momento já vamos em número muito além do limite de sustentabilidade da nossa “gaiola”. Agora, aqui no Ocidente, vai haver algum decréscimo populacional, mas não como resultado de uma “decisão racional”, é mesmo só porque vamos entrar em escassez… e por isso, temporariamente, se calhar não vamos atingir o limiar dos recursos planetários. Quando o atingirmos, lutamos entre nós, nem que seja corpo a corpo até à morte por um copo de água, morrem alguns, e depois volta tudo ao princípio… a menos que entretanto tenhamos destruído o planeta a tal ponto que deixe de haver condições de sobrevivência para a nossa espécie. Onde é que alguém vê nisto qualquer coisa que se assemelhe a “inteligência”?

Não somos. Não somos nada uma “espécie inteligente”. Estamos muito longe disso. Lá por sermos bastante inteligentes como indivíduos não significa que sejamos inteligentes enquanto espécie. Não estou a ironizar. De todo. Nem de perto nem de longe. Somos até muito estúpidos. Eu espero que estejam a ensinar isto às crianças nas escolas! E que não lhes enfiem ideias malucas nas cabecinhas. A Natureza é muito poderosa. Os animais (“inteligentes” ou não) tendem a agir em acordo com o seu instinto. Uma pessoa tem que contar com isto. Tem que se precaver. Porque se se parte de pressupostos errados… e se está a contar com a reacção da “espécie inteligente”, a coisa depois corre mal. Se calhar é um defeito que temos. É uma pena. Mas é o que temos. E é com isto que temos que tentar viver o melhor possível.

Eu adorava ter umas asas para voar como um albatroz… ou ser capaz de respirar debaixo de água como uma dourada… Mas não. A Natureza a mim não me deu isso. Deu-me uma cabeça para pensar. Também é fixe. Apesar da minha tremenda ignorância, e de também não estar completamente satisfeita com o grau de inteligência que me foi atribuído… Mas pronto.

Se nós nos tornamos “inteligentes” foi por razões de pura sobrevivência animal. E lá porque nos tornamos “inteligentes” pelo processo normal de evolução das espécies, nunca deixamos de ser animais. A Natureza continua a governar-nos. Foi a Natureza quem fez a nossa “inteligência”. A Natureza prevalece, e prevalecerá sempre, além da nossa “inteligência”. Nunca a nossa “inteligência” chegará para se sobrepor à Natureza. O “instinto de sobrevivência” específico da nossa espécie estará sempre acima da nossa “inteligência”. Nunca foi, nem nunca será, doutra maneira. Só a nossa tremenda vaidade é que nos auto-classifica de “superiores” e nos impede de perceber que na perspectiva do aperfeiçoamento das espécies, não há nenhuma diferença entre ter-se uma "inteligência” ou umas "asas", isto é, não há nenhuma diferença entre um humano e uma gaivota. Nenhuma. Excepto o facto da nossa “inteligência”, somada à nossa agressividade natural, se ter tornado perigosa para a sobrevivência da nossa espécie (e das outras…).

(O primeiro de um conjunto de três pequenos ensaios a respeito da espécie Homo sapiens sapiens, passando pela economia, política, ecologia, sociologia, biologia, física, matemática, psicologia, filosofia, teologia, design, ordenamento do território, arquitectura, história,... etc..)

69 comentários:

  1. Mas olha que o teu texto é bem... inteligente :O)

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    1. ... se é o caso, é capaz de ser grave... posso ter uns genes a mais... ou a menos... (e desconfio que há para aí mais gente a sofrer do mesmo...)

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    2. Já estás a tentar arranjar companhia, espertalhona... digo inteligentona :O)

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    3. Vê lá... não te ponhas para aí a dizer coisas acabadas em "ona", muito menos aqui neste blogue, ainda menos combinadas com palavras do género "companhia", que sabes que eu sou muito sensível... passam-me logo coisas "esquisitas" pela cabeça... :O)

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    4. Pronto, pronto... venho eu por ordem na c... casa!

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    5. ... olha... tu que és um tipo inteligente... tranquiliza-me... Estão a ensinar isto às crianças nas escolas, não estão? (não me refiro a isto da "ona", mas àquilo da "estupidez de espécie")...

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    6. (... lá vens tu a meter-te! Estava a "falar" com o Paulo!)

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    7. Sempre ensinaram e continuam a ensinar que "o Homem é o único animal racional". E eu, desde os meus tempos de escola, sempre pensei, quando ouvia isto, que o meu cão era mais racional do que muitas pessoas.

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    8. Já tinha ouvido dizer que a educação andava "pelas ruas da amargura"... mas nunca pensei que chegássemos a esse ponto... Isso é mesmo um excesso muito extremo de estupidez... Que maçada.

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    9. Mas foi muito bom começar a escrever aqui. Que eu realmente estava a precisar, como tu dizes, de "desabafar"... :(

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    10. E se a minha intuição feminina não estivesse avariada, já te teria convidado há muito mais tempo.

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  2. (e tu vê se te despachas 2 minutos para ser ao mesmo tempo!)

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    1. E se fosses tu a aguentar-te, também podia ser, ou não?

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    2. Claro que sim. Consegues esperar muito tempo?

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    3. UUiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.......... Muito!

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    4. Então espera...

      ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah

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    5. Lixar-te?! Nem penses! Só se alguém pusesse areia na vaselina :O)

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    6. Olha que eu ainda estou em convalescença... :O)

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    7. Até que enfim!! Foi mesmo no limite... que já nos estávamos a começar a desentender...

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    8. Então vai mesmo ter que ser demorado :O)

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    9. Agora já o caldo está entornado... :O) (E à primeira fora do sítio...)

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    10. Se o caldo for bom, até ajuda à festa...

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  3. Uma libélula que preferia voar como um albatroz é um excelente ponto de partida para teorizar isso da evolução da espécie e seus insondáveis desígnios e manobras bruscas.
    A Natureza precipitou-se, com isso de atribuir inteligência a um qualquer bando de macacos. E nota-se que está arrependida, pois já começou a corrigir a asneira e teve a prudência bastante para não dar aos macacos inteligência suficiente para não se tornarem nos seus melhores aliados no ajuste de contas.

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  4. Este comentário não foi removido pelo autor, mas se insistirem muito eu faço esse sacrifício.

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    1. Não acho nada que devas retirar o que quer que seja. É óbvio que a Natureza se precipitou muito em atribuir-nos "inteligência" além da medida, por pouca que fosse (a inteligência). Eu, confesso, não sei se te estou a conseguir entender naquela última parte. Mas ao menos ainda sou capaz de reconhecer as minhas limitações. Vamos lá a ver... a Natureza teve a prudência de fazer os macacos suficientemente estúpidos para não se tornarem os seus melhores aliados (dela, a Natureza)... no ajuste de contas... Se os macacos fossem mais inteligentes aliavam-se à Natureza para eliminar os macacos? Pronto. Não entendo mesmo.

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    2. Ainda bem que alguém não entendeu antes de mim :O)

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    3. ... que bom que é saber que não fui a única... :O)

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  5. Esta tendência que temos em situar o nosso Presente num determinado estágio como se o Passado estivesse inalcançável, é típico da inteligência humana. Vivemos num permanente estado Presente, contando essa coisa intangível que é o tempo por minutos, horas, dias, anos e séculos, julgando os milénios coisa tão distantes que cometemos o erro posto a claro pelo pensador Gilbert Chesterton ao escrever:" Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis".
    Este estarmos no Sec XXI, acrescenta-nos tanto valor como estarmos no dealbar do Calcolítico. O Homem não é inteligente. É um ser que caminha no sentido da inteligência, pois esta implica o conhecimento global.
    Um homem não pode reclamar para si o atributo de inteligente se corta o seu caminho colectivo rumo à inteligência ao destruir o seu futuro suporte de vida. É antes de mais nada um acto de pura estupidez derivada de uma evolução anquilosada da sua inteligência e assente apenas na satisfação imediata e egoista de um deteminado instante, dificultando, ou mesmo impossibilitando as sequências de instantes de que são construidas o seu crescimento rumo à inteligência.

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    1. Lá em cima... com aquilo do século XIX estava a ironizar... Duvido muito que caminhemos muito mais rumo ao que quer que seja excepto em direcção à rectificação definitiva.

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    2. Ora bolas! Corrija-se para: "século XXI"... :O)

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    3. Tal com disse, ser XIX, XXI, ou XXX, são apenas referências cronológicas a partir de eternizaçâo de um determinado momento. Coisa muito típica das nossas Culturas, as quais devido à falta de inteligência suficiente para entender as coisas como são, as tem de arrumar e catalogar, subordinando tudo à sua lógica interpretativa. A inteligência costuma ser medida aliás por duas variáveis, e uma delas é o tempo se leva a "entender" seja o que for. Em limite e em tese, alguém verdadeiramente inteligente entende num soslaio todo o qualquer fenómeno e as suas implicações nas projecções deste Presente contínuo a que dá jeito chamar de Futuro. Assim, por exemplo, se tivessemos governantes verdadeiramente inteligentes, jamais passaríamos por crises. Mas devido a essa tendência, a da eternização dos momentos, governam como se não houvesse amanhã, como se o hoje fosse o sempre, sem cuidar que tudo o que fazemos faz parte de um ciclo contínuo de causas/efeitos e quando se decide põe-se no chão (ou não) a semente do pão que faltará ou que se há-de comer.

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    4. Tenho um carinho especial pelo século XXX

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    5. Eu acho que nós como indivíduos somos inteligentes até mais do que o suficiente. O nosso problema não é deveras a falta de inteligência, julgo eu. O que suponho é que a nossa extrema vaidade relativamente à nossa inteligência nos impede de ver muitas coisas que estão mesmo à frente do nosso nariz. A nossa vaidade e arrogância cega-nos completamente. E também nos afasta da Natureza ao fazer-nos (não) pensar que a nossa espécie é especial de corrida e diferente das outras, algo de tão nocivo como estúpido. Quanto à "inteligência de espécie", se é que isto pode existir, porque uma espécie tende mesmo a reagir por instinto e ao comando da Natureza, onde quero chegar é à impossibilidade de fazer com que um tigre se comporte como uma vaca através da inteligência. Por mais inteligente que o tigre seja, e vontade que tenha, dificilmente, parece-me, se poderá comportar como uma vaca. E lá vem a nossa cegueira... que nos faz pensar (erradamente) que conseguimos fazer o que quisermos porque somos inteligentes... mas se calhar há coisas que estão fora do nosso alcance.

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    6. ... e não me parece nada que o essencial do problema esteja na incapacidade de perceber o passado ou de antever o futuro. Nós somos capazes de o perceber enquanto indivíduos (pelo menos alguns de nós), não somos é capazes de agir em conformidade enquanto espécie... porque vai contra o instinto da nossa espécie.

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    7. ... e com toda a boa vontade e inteligência do mundo, por este caminho certamente nunca mais lá chegamos...

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    8. Parece tão fácil, quando explicas...

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    9. Sabes que eu do que gosto é de coisas simples e de evidências. Isto das complicações não é para mim... Sou muito mais sintética do que analítica...

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    10. ... e já que falas nisso, essa coisa da "rapidez do raciocínio", a mim parece-me mais um "galho" da nossa vaidade e tendência natural para a competição naqueles concursos a que nos propomos a todo o momento para determinar quem é que fica com a pódio da inteligência. Eu, por exemplo, sou uma pessoa muito lenta. Sempre tive muita dificuldade em dar resposta aos exames no tempo definido, que era sempre demasiado escasso. E sempre me pareceu uma tremenda estupidez que se transformasse aquilo que era suposto ser uma avaliação de conhecimentos numa corrida de cavalos. Só por uma vez, um professor de física que tive, que por sinal era muito inteligente, resolveu dar tempo mais do que o suficiente para a resolução de um exame. Tirei 19,3 em 20. Tinha três horas... mas como ao cabo de uma hora e meia estava sozinha na sala com o professor e ele começou a ficar impaciente e andar de um lado para o outro, já não revi o exame. Cinco minutos depois estava a lembrar-me de que me tinha lá enganado numa coisinha... (o resto da malta tinha saído muito cedo porque não entendia nada daquilo. O meu foi o único exame positivo. Praticamente ninguém foi além de 3 valores em 20).

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    11. ... a Natureza é muito vagarosa... mas tudo aquilo que faz é muito bem feito... e muito perfeito...

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    12. ... não fosse aquela mania da velocidade e do controlo da rapidez de execução, e eu teria tirado muitos vintes. Muitos! Nas ciências exactas praticamente não falhava um. Assim fui muito boa aluna... consegui tirar sempre muito boas notas... mas nunca cheguei a esse grau. E sempre sofri muito com isso. Que me exigissem respostas numa velocidade para a qual não estou preparada.

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    13. Eu também tenho alergia a rapidinhas.
      Mas olha que vigiar um exame é das coisas mais estúpidas com que alguém pode passar o tempo... digo-to eu...

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    14. Acredito. Mas "someone has to do the dirty work"... :O) e avaliar conhecimentos, e garantir que os resultados reflictam realmente o nível de conhecimento da pessoa a respeito de uma determinada matéria... é um trabalho muito importante e convém que seja bem feito... embora possa ser penoso esperar e vigiar e tal...

      Quanto ao que o Charlie disse, eu gostava ainda de acrescentar (mil perdões) que as inteligências costumam ser "medidas" muito estupidamente. Porque as inteligências são exactamente como os nossos narizes e os nossos olhos, cada um com os seus... e é difícil de determinar "cientificamente" quais são os mais "bonitos"... embora seja relativamente fácil de perceber se funcionam bem ou não... E não se deve nunca confundir a "inteligência" como o "conhecimento" ou com o "grau de instrução"... um erro muito comum entre nós (humanos)...(mais um produto da nossa vaidade).

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    15. Pois o essencial do problema é mesmo a incapacidade de prever o futuro.
      Desde cedo que os oráculos o pretendiam antever para que de incerto passasse para o universo interior de conforto, Só que esse conforto é gerado a partir de um instante que se pretende perpetuar. OU seja, a lei do menor esforço. Desassossegar, dizia Pessoa. ou seja, a entrega ao conforto, de uma posição de privilégio, de um conjunto de ideias, de uma doutrina, conduz irremediavelmente ao espoletar dos cenários de crise. Se comermos mais de uma árvore do que ela dá, acabaremos por ficar sem alimento, no entanto, nos momentos em que nos alimentamos abundantemente da árvore, satisfazemos o instante, sem pensar que o movimento contínuo desses instantes é o esvaziar da reserva.
      Extensivamente, quando se pretendem aplicar as soluções para os problemas baseado em soluções em que se sente conforto, corre-se o risco do erro, pois as interacções produzem uma dinâmica em constante mutação que não se compadecem com a estratificação da realidade no conforto das teorias.

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    16. Seja. Mas se essa "incapacidade de prever o futuro" da espécie (ou tendência para a satisfação imediata do indivíduo) for uma característica da espécie, então o problema não está na "incapacidade de prever o futuro" da espécie, mas sim na característica da espécie (na tendência para a satisfação imediata do indivíduo). É inútil insistir na tentativa de que um tigre se comporte como uma vaca, ou de que uma vaca se comporte como uma gaivota. Aquilo que faça parte das características da espécie é algo que dificilmente poderemos controlar pela inteligência. Seria o mesmo que esperar um milagre.

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    17. Mesmo por essa razão é que a realização do Homem enquanto espécie deverá ser diferente do da vaca ou do tigre, ou seja, menos consumidores desenfreados levados a esse comportamento desinteligente como se fossemos manadas de vacas conduzidos pela agressividade felina dos que nos mandam seguir por essa via.
      O caminho da inteligência é mais o da espiritualidade e muito menos o do consumo da nossa envolvência material. É mais o estender da nossa teia de neurónios muito para lá dos nossos limites físicos em vez de se criar o vazio ao nosso redor. Viver é uma simbiose e recebemos de volta, tudo o que damos

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    18. Além do que, Libelita, tens uns olhos lindos.... *

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    19. ... somos uns idealistas, Charlie... se houvesse muitos como nós, isto ainda lá ia... e com sorte mais afinado que um Stradivarius... :)

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    20. (... aqui para nós, baixinho para ninguém ouvir, que me disseram noutro dia que as mulheres não deviam dizer certas coisas aos homens (e parece que esta opinião é mais ou menos "universal". De facto, eu já verifiquei na prática que dá péssimos resultados, mas mesmo assim estou-me nas tintas, quero lá saber o essa malta toda doida pensa ou deixa de pensar... eu digo o que me apetecer e quem puder que se aguente com o que existe)... os teus olhos também são bonitos, Charlie... são da cor do céu e do mar... Diferentes dos meus, da cor das plantas... E ainda bem que no Universo há tantas cores que nos encham os olhos de beleza...)

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    21. Façam de conta que ninguém passa por aqui...

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    22. Já sei caÇão está em picos para que lhe elogiemos o seu olhar profundo do sec XXX.
      Seja;
      São....
      tens a cor da rosa
      nos teus olhos
      de fera
      o molhado da chuva
      a escorrer pelo rosto
      para a casacata
      dos lábios
      com sabor
      a uvas
      do vinho
      da prata
      dos luares
      de a gosto
      colho-te num dedo,
      num pico da rosa
      e é do sal
      que provo
      que digo de novo
      pico-me em ti
      que és mulher
      e segredo

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    23. Bem que podias pôr isto n'a funda São... lá estou menos inibida para me ensopar...

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    24. (... os teus olhos cor da rosa são outra das maravilhas da Natureza... mas o teu retrato assim de momento anda um bocado "desbotado"... :O) )

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    25. O que foi que eu disse de mal?!...

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  6. por essas e por outras é que apostei tudo no body building...
    :)

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    1. É de homem :) Eu aposto muito no Body , versão, BTT-Building também, mas este ano é mais no Verão, que este inverno passei um bocado mal com gripe, calhou assim e pouco andei por estes infinitos Alentejanos de horizontes sem fim.
      (já o Nelo aposta mais na construção delicada de alfinetes de peito, o chamado B.B. cujo significado agora não me ocorre, mas é assim do tipo também Building... Bê-building ou qualquer coisa parecida...)

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    2. Ó Shark, não é mais no... cock building?!

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  7. Eu só tenho uma coisa a dizer, e em maiúsculas:
    SEJAS MUITO BEM VINDA, LIBELITA!!!

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    1. E ela veio-se muito bem, não achas Ana?

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    2. Tem que ser só a Ana a responder?!...

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    3. Veio sim senhores! (é melhor ser a Ana a responder, vá...)

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    4. Acho que sim, e como diz o ditado, num há duas sem três e contigo comleta-se -apos a São,- a Santíssima trindade

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