outubro 27, 2012

Amigo empata amigo

Detesto a atitude pseudo-blasé desarreigada de compromisso.
Gosto de cumplicidade, de combinações, de excursões, de festas, de conversas sem fim, de silêncios que não pesam, de esperas pelos outros. Dos outros por mim.
Gosto da alegria genuína de quem me recebe com o abraço que há num sorriso e quer tanto saber de mim como eu de si.

Quando um Amigo nos liga, a meio da noite, a meio de um trabalho importantíssimo, quando nos interrompe o banho ou um beijo ou a manicura, não está a empatar, está a chamar-nos.
(E um amigo só nos chama quando precisa mesmo de nós, não o faz para cumprir calendário ou para ver o que trazemos vestido ou porque tem uma unha encravada; chama-nos porque tem mesmo de jantar connosco ou de nos contar/propor algo determinante ou porque mais ninguém tempera a salada assim ou porque não conseguirá dormir se não souber de nós)

E nós vamos.
Porque nada, só porque vamos, porque é assim.
Se eu não me sentir à vontade para chamar um amigo a meio do que quer que seja, então não se trata de um Amigo mas de outra coisa qualquer.
E de outras-coisas-quaisquer, desculpar-me-ão, mas está a vida de todos demasiado cheia.

5 comentários:

  1. Por isso é que eu tenho de estar sempre a chatear os amigos para publicarem coisas aqui :O)

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    1. És tu e o Paulo Moura, sempre a quererem mais postinhas, seja de que peixe for...

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    2. Isso não! Há peixe que eu não como!

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  2. Isto sim é Amizade!
    Gostei e muito.

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    1. Ou não fosses tu a nossa Amiga Olindita!

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