fevereiro 15, 2012

Os limites do conhecimento social

Numa era em que a ciência mostra sinais de progresso absolutamente incríveis, todos os dias, dou comigo a tentar perceber por que é que não houve ainda alguém que se dedicasse à investigação dos limites sociais do conhecimento inter pares.
Ou seja: até que ponto é que devemos realmente conhecer alguém, por forma a continuarmos a gostar dessa pessoa? Quanto ranho, quanto riso, quantas atitudes espontâneas, quantos gestos estudados? Quantas discussões a quente, quantas reacções ao inesperado, quantas opiniões (in)formadas?
Ou, de outra perspectiva: até onde devemos mostrar-nos, para nos assegurarmos de que não despertamos a ira? Ou o mero desinteresse, também é tramado!

Não sei, foi uma coisa que me martelou, hoje: até que ponto queremos MESMO conhecer os outros? (ou dar-nos a conhecer, se "nas costas dos outros vemos as nossas", como diz o senso comum...)

11 comentários:

  1. Nem isso é estudado nem as variações temporais do "gostar-se". Sim, que isto de gostar de alguém não é nadinha constante... e não é só "passar a gostar" ou "deixar de gostar".
    Um dia destes ainda nos dedicamos a isso, Anita...

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  2. À cautela arranja um cão...
    É que gostar implica ultrapassar as coisas que nos afastam do(s) outro(s) e quando conhecemos melhor percebemos que existem coisas inultrapassáveis.

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    1. Justamente. E a vontade que tenho, por vezes, é a de voltar atrás, apagando o que conheço agora e ficando-me com o que conhecia até ao dia ou à situação X. Porque afinal não queria conhecer mais do que aquilo. Achas que um cão resolve?

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    2. Pelo menos os cães são usados nos equipamentos informáticos e electrónicos, para que os engenheiros não lhes mexam.

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  3. Olá, sou um autor; estive visitando seu blog e, digo-lhe de passagem, gostei muito, tanto que já sou seu seguidor. Dê-me a honra e visitei o meu! Quem sabe, minhas obras lhe agradem!
    Um abraço,
    J.R.Viviani
    http://vendedordeilusao.blogspot.com

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  4. Na verdade, não gostamos de alguém, mas sim da aventura da descoberta de nós mesmos através do outro. O gostar é muitas vezes subvertido pelos sentimentos de posse e dominação. Devemos gostar de alguém como gostamos de ver uma o voo de uma ave que livremente escolhe o nosso ombro para pousar, e sermos nós mesmos aves no ombro desse alguém...

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  5. É por isso que gosto tanto de ti, Sãozinha linda, minha p$#& meu poema....

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